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  <title>CH On-line - Todo o conteúdo</title>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/publicacoes/publicacoes-do-ich">
  <title>Publicações do ICH</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/publicacoes/publicacoes-do-ich</link>

  


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    <![CDATA[
<p>O Instituto Ciência Hoje é responsável pela publicação da revista <em>Ciência Hoje</em>, criada em 1982, e&nbsp;da revista <em>Ciência Hoje das Crianças</em>, primeira revista de divulgação científica brasileira voltada especificamente para o público infantil, lançada em 1986. <a title="Revistas" class="internal-link" href="/instituto-ch/publicacoes/revistas">Confira mais detalhes sobre as duas publicações</a>.&nbsp;</p>
<p><img class="image-inline image-inline" src="/instituto-ch/publicacoes/imagens/Publicacoes_ich.jpg/image_preview" alt="Publicações ICH_capas" /></p>
<p>O ICH é responsável, ainda, pela produção de diversas publicações de divulgação científica e de uma coleção de livros destinada ao ensino fundamental e médio, com conteúdo complementar ao abordado em sala de aula. Além disso, produziu, ao longo de seus 30 anos, histórias em quadrinho, material multimídia e volumes especiais das revistas <em>Ciência Hoje</em> e <em>Ciência Hoje das Crianças. </em><a title="Outras publicações" class="internal-link" href="/instituto-ch/publicacoes/outras-publicacoes">Confira mais informações sobre as publicações do ICH</a>.</p>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>marcelogarcia</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  <dc:date>2012-05-21T15:59:50Z</dc:date>
  <dc:type>Página</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/292/o-triangulo-negro-da-abolicao">
  <title>O triângulo negro da abolição</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/292/o-triangulo-negro-da-abolicao</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Aqui se contam três histórias: a de um aristocrata urbano, a de um nascido livre que virou escravo e a de um filho de vigário que se tornou jornalista e boêmio. Destinos dessemelhantes. Em comum, a cor de pele e o ativismo político no movimento abolicionista. Cada qual à sua maneira.</p>
<p>A primeira história é a de André Pinto Rebouças (1838-1898), filho de estadista do Império, com acesso aos partidos e à família imperial, posição social completada pela posse de escravos domésticos. Fez a carreira da elite social: curso de engenharia, parte dele na Europa, e obtenção de empregos e oportunidades por <em>lobby</em> junto a políticos e à sociedade de corte.</p>
<div class="pullquote">André Pinto Rebouças se interessou pela abolição em 1867, como parte de seu projeto de modernização do país</div>
<p>Estabeleceu-se como empresário, comandou grandes obras públicas, com salário alto e em posição de gerenciar sua própria política de favores. Foi condecorado pelo imperador D. Pedro II e obteve o cobiçado cargo de professor da Escola Politécnica.</p>
<p>Rebouças se interessou pela abolição em 1867, como parte de seu projeto de modernização do país. O assunto entrava na agenda política, com discussão de uma Lei do Ventre Livre, quando um subordinado seu pediu-lhe a alforria de escravo das obras sob seu comando. Rebouças não só concedeu a liberdade ao Chico encanador, como incluiu o fim da escravidão em sua retórica de empresário modernizador.</p>
<p>No entanto, como os Rebouças tinham escravos em casa, foi logo acusado de “escravagista”. Reagiu alforriando em 1868 “nossa cria Guilhermina” – embora apenas em 1870 libertasse os outros três escravos da casa – e respondeu ao acusador, conforme registra seu diário, em 15 de junho de 1868: “Sou abolicionista de coração (...) e espero em Deus não morrer sem ter dado ao meu país as mais exuberantes provas da minha dedicação à Santa Causa da Emancipação.”</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/revista-ch/2012/292/imagens/triangulonegro02.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/292/imagens/triangulonegro02.jpg/image_preview" alt="Tela 'Libertação dos escravos'" title="Tela 'Libertação dos escravos'" height="279" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">‘Libertação dos escravos’, tela pintada pelo artista brasileiro Pedro Américo em 1889.</dd>
</dl>

<p>O segundo personagem dessa história é Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830-1882), filho de africana livre, quitandeira, rebelde da revolta malê – a rebelião dos escravos de origem muçulmana, na Bahia, em 1835. A mãe deixou o filho com o pai, fidalgo, que o vendeu como escravo quando ele tinha 10 anos.</p>
<p>Luiz foi levado de Salvador a São Paulo, onde aprendeu ofícios de escravo doméstico e de ganho. Ficou amigo de um estudante de direito, que lhe ensinou letras, leis e política. Aos 18 anos, Gama usou exatamente a lei para se declarar livre. Daí em diante, arranjou vários empregos e, com apadrinhamento de José Bonifácio, o moço, líder do Partido Liberal em São Paulo, chegou à imprensa, onde redigia sátiras contra costumes e instituições.</p>
<div class="pullquote">No fim dos anos 1870, Luiz Gonzaga Pinto da Gama se pôs de crítico do Império nos jornais, com o bordão: o Brasil “sem reis e sem escravos”</div>
<p>Gama experimentava ascensão social e vislumbrou completá-la com o diploma de direito. Mas fecharam-lhe as portas da faculdade. Virou rábula e enturmou com anticlericais, republicanos e abolicionistas. No fim dos anos 1870, se pôs de crítico do Império nos jornais, com o bordão: o Brasil “sem reis e sem escravos”.</p>
<p>O terceiro vértice desse triângulo nasceu da mancebia de liberta quitandeira com vigário-fazendeiro da paróquia de Campos, que o criou – embora negando-lhe o sobrenome. De modo que José Carlos do Patrocínio (1853-1905) foi menino de engenho até a adolescência, quando reagiu à ilegitimidade doméstica estapeando uma das amantes paternas. Então, foi mandado para o Rio de Janeiro, em 1868. Logo perdeu a mesada, mas o circuito de favores do pai assegurou-lhe casa, emprego e vaga na Faculdade de Medicina.</p>
<p>Patrocínio foi tecendo rede de contatos na boemia, com músicos, poetas e atrizes, e no Partido Liberal, e logo se tornou revisor do jornal deles, <em>A Reforma</em>. Tudo ia bem quando foi barrado no meio do curso de medicina, por causa de sua origem – ou da falta dela. Então, em 1873, Patrocínio começou a reclamar das injustiças do Império, em jornaizinhos da faculdade, com poemas como esse, transcrito por seu biógrafo, Raimundo Magalhães Jr. (1907-1981).</p>
<p>“Quebremos essas algemas<br />Que oprimem nossos irmãos, <br />(...) <br />Brademos aos quatro ventos:<br />‘Escravos, sois cidadãos!’”</p>
<p>Patrocínio saiu da faculdade só com diploma de farmacêutico, mas iniciado no republicanismo e no abolicionismo, que difundiu na <em>Gazeta de Notícias</em>, jornal de propriedade de outro mulato, José Ferreira de Araújo (1846-1900), que lhe deu a crônica política. Patrocínio a assinava como ‘Proudhomme’, adaptando a máxima do filósofo francês Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) ao contexto local: “A escravidão é um roubo!”<br /><br /></p>
<div class="bloco-centralizado">Você leu apenas o início do artigo publicado na <a title="Edição 292" class="internal-link" href="/revista-ch/2012/292">CH 292</a>. Clique no ícone a seguir para baixar a versão integral. <dl class="image-inline captioned">
<dt><a title="O triângulo negro da abolição" class="internal-link" href="/revista-ch/2012/292/pdf_aberto/abolicao292.pdf"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/imagens/pdf_aberto_gif.gif/image_preview" alt="PDF aberto (gif)" title="PDF aberto (gif)" height="13" width="38" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:38px"></dd>
</dl>
</div>
<p><strong><br />Angela Alonso</strong><br />Departamento de Sociologia<br />Universidade de São Paulo</p>
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  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Angela Alonso</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>História do Brasil</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-05-21T13:25:19Z</dc:date>
  <dc:type>Matéria</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/pouco-divulgada-muito-aplicada">
  <title>Pouco divulgada, muito aplicada</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/pouco-divulgada-muito-aplicada</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Todos os anos, na segunda semana de maio, mais de mil físicos brasileiros se deslocam para o interior de São Paulo ou, algumas vezes, para o interior de Minas Gerais. Em cidades como Águas de Lindoia, Caxambu ou São Lourenço, esses pesquisadores, há décadas, se reúnem na mais antiga e tradicional reunião promovida pela Sociedade Brasileira de Física: o Encontro Nacional de Física da Matéria Condensada. Como eu sou um desses físicos que migraram este ano para Águas de Lindoia, vou contar para vocês um pouco sobre esse fascinante ramo da física.</p>
<p>Física da matéria condensada é a área da física que tem mais linhas de pesquisa e que envolve mais físicos. Apesar disso, costumamos receber mais notícias sobre a física de partículas, principalmente sobre as produzidas no LHC (o Grande Colisor de Hádrons), ou das espetaculares imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble. Entretanto, é a da matéria condensada que proporciona os mais importantes desenvolvimentos tecnológicos. Talvez a divulgação mais escassa dessa área se deva ao longo processo que em geral transcorre entre uma descoberta e sua aplicação.</p>
<p>Os pesquisadores que trabalham nesse campo investigam as propriedades físicas da matéria, a partir das interações entre átomos e moléculas. Utilizando as leis da mecânica quântica, do eletromagnetismo e da mecânica estatística, constroem modelos que permitem compreender os fenômenos físicos fundamentais e como estes podem se transformar em aplicações tecnológicas.</p>
<p>Até o começo do século 20, a compreensão das propriedades da matéria era limitada a uma descrição baseada na chamada física clássica, que tem como alicerces a mecânica newtoniana, a termodinâmica e o eletromagnetismo.&nbsp;</p>
<div class="pullquote">Até o começo do século 20, a compreensão das propriedades da matéria era
 limitada a uma descrição baseada na chamada física clássica</div>
<p>A primeira, proposta inicialmente por Isaac Newton, descreve os movimentos das partículas a partir dos efeitos das forças que atuam sobre elas. A termodinâmica, por sua vez, é um conjunto de leis que surgiram para explicar os fenômenos térmicos. Já o eletromagnetismo, consolidado por James C. Maxwell por volta de 1865, nos trouxe uma compreensão profunda dos campos elétricos e magnéticos, bem como da natureza da luz.</p>
<p>Com essas teorias, os físicos do século 19 acreditavam que tinham conseguido explicar toda a natureza. Entretanto, grandes revoluções científicas se seguiram e transformaram não somente a compreensão do mundo, mas também modificaram as nossas vidas. <br /><br /></p>
<h3>Os primeiros passos</h3>
<p>O ponto central para entender as propriedades fundamentais da matéria passa pela ideia do átomo. Até o final do século 19 e começo do século 20, ainda não estava bem estabelecida a existência dos átomos. Havia dúvidas entre físicos e químicos sobre se essa entidade, que ninguém conseguia ver, era o constituinte fundamental da matéria ou se era apenas um modelo para a descrição dos fenômenos físicos.</p>
<p>Em 1897, o físico inglês J. J. Thomson (1856-1940) observou em um tubo de raios catódicos (semelhantes aos antigos tubos de televisão) que, sob a ação de campos elétricos e magnéticos, esses ‘raios’ sofriam deflexão. Ele compreendeu que esses ‘raios’ deveriam ser um feixe de partículas carregadas eletricamente – já que estas sofrem a ação dos campos elétricos e magnéticos. Essa nova partícula fundamental foi batizada de elétron.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/colunas/fisica-sem-misterio/imagens/muitoaplicada02.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/imagens/muitoaplicada02.jpg/image_preview" alt="Tubo de raios catódicos" title="Tubo de raios catódicos" height="300" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Experiências com um tubo de raios catódicos (como o da imagem) demonstraram pela primeira vez a natureza dos elétrons. A descoberta do elétron motivou o desenvolvimento do primeiro modelo da física da matéria condensada. (foto: D-Kuru/ CC BY-SA 3.0)</dd>
</dl>

<p>O elétron é uma partícula muito leve, com massa cerca de mil vezes menor do que os prótons e nêutrons – as outras partículas que constituem os átomos – e tem carga elétrica negativa – os prótons têm carga positiva e os nêutrons não têm carga. Além disso, os elétrons possuem uma outra propriedade fundamental chamada spin, que é o seu momento magnético intrínseco (Leia a coluna <a title="O spin que move o mundo" class="internal-link" href="/colunas/fisica-sem-misterio/o-spin-que-move-o-mundo">O spin que move o mundo</a>).</p>
<p>A descoberta do elétron motivou o desenvolvimento do primeiro modelo da física da matéria condensada. O físico alemão Paul Drude (1863-1906) propôs em 1900 um modelo para explicar a condutividade elétrica dos metais, a partir dos movimentos dos elétrons. Ele imaginou que os elétrons se comportavam como se fossem partículas de um gás no interior do metal. Esse modelo, ainda baseado em conceitos da física clássica, conseguiu explicar com razoável precisão os valores medidos por essa grandeza física naquela época.</p>
<div class="pullquote">Com o avanço tanto da teoria quanto dos experimentos, a mecânica quântica fez surgir a nossa atual 
sociedade tecnológica</div>
<p>Alguns anos depois, o físico alemão Max von Laue (1879-1960) descobriu que os raios X, observados em 1895 por Wilhelm Röntgen (1845-1923), difratavam em cristais, da mesma forma que a luz difrata ao passar por um conjunto de fendas. Esse resultado indicou que os átomos deveriam estar organizados na matéria com estruturas bem definidas e periódicas, como se fossem, por exemplo, pequenos cubos interligados.</p>
<p>Paralelamente a essas descobertas, emergiu a mecânica quântica, uma nova física que foi logo aplicada para entender as propriedades dos materiais. Com o avanço tanto da teoria quanto dos experimentos e um imenso universo de perspectivas de aplicações, fez surgir a nossa atual sociedade tecnológica. <br /><br /></p>
<h3>Aplicações por todos os lados</h3>
<p>Ao longo do século 20, a física da matéria condensada gerou resultados impressionantes, que levaram a importantes aplicações tecnológicas. Praticamente todas as tecnologias avançadas que surgiram decorrem dessa compreensão mais profunda da matéria. Para exemplificar, vou destacar apenas algumas das descobertas mais relevantes.</p>
<p>Em 1911, Heike Kamerlingh Onnes (1853-1926) descobriu o fenômeno da supercondutividade em metais em temperaturas muito baixas, na ordem de -270 ºC. Quando os materiais se transformam em supercondutores, eles têm a capacidade de conduzir a corrente elétrica sem perda de energia e de expelir campos magnéticos no seu interior. A descoberta desses materiais permitiu a construção de bobinas supercondutoras que geram altos campos magnéticos. Esses campos são utilizados, por exemplo, nas máquinas de ressonância magnética e nos grandes magnetos do LHC.</p>
<p>Contudo, a supercondutividade somente foi compreendida no final da década de 1950, com a teoria proposta pelos físicos John Bardeen (1908-1991), Leon Cooper (1930-) e Robert Schrieffer (1931-). Utilizando os modelos da física da matéria condensada, esses pesquisadores explicaram o intrigante fenômeno. Mais detalhes podem ser conferidos na coluna de Carlos Alberto dos Santos ‘<a title="A centenária e misteriosa supercondutividade" class="internal-link" href="/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/a-centenaria-e-misteriosa-supercondutividade">A centenária e misteriosa supercondutividade</a>’. Por essa descoberta, esses físicos ganharam o premio Nobel de Física em 1972.</p>
<dl class="image-left captioned">
<dt><a rel="lightbox" href="/colunas/fisica-sem-misterio/imagens/muitoaplicada03.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/imagens/muitoaplicada03.jpg/image_mini" alt="Primeiro transistor" title="Primeiro transistor" height="200" width="197" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:197px">Primeiro transistor, construído no final dos anos 1940, nos laboratórios da Bell Telephone. (foto: Bell Labs)</dd>
</dl>

<p>Curiosamente, anos antes, em 1948, John Bardeen, Walter Houser Brattain (1902-1987) e William Schockley (1910-1989) descobriram o chamado efeito transistor. Esse efeito, que ocorre devido à natureza quântica dos elétrons, permitiu a construção de transistores que vieram substituir as válvulas termoiônicas utilizadas nos equipamentos eletrônicos.</p>
<p>Esse dispositivo, que permite controlar o fluxo de corrente elétrica em um circuito, levou a uma revolução na eletrônica, pois ele é fundamental na construção dos computadores, telefones celulares, <em>tablets</em> entre outros equipamentos modernos. Esses pesquisadores, juntamente com William Bradford Shockley (1910-1989), receberam o prêmio Nobel de Física em 1956. John Bardeen, até hoje, foi o único cientista que ganhou dois prêmios Nobel de Física.</p>
<p>Esses foram apenas alguns exemplos das importantes descobertas feitas por pesquisadores que trabalham na área de física da matéria condensada. No evento que ocorreu este ano, muitos resultados apresentados talvez nunca se transformem em aplicações tecnológicas e apenas representem pequenos avanços na grande imensidão do conhecimento.</p>
<div class="pullquote">O encontro de físicos em eventos como este sem dúvida permite o avanço das ideias</div>
<p>Contudo, alguns talvez possam, em pouco tempo, se transformar em aplicações importantes, como os relacionados ao confinamento de elétrons em grafeno – átomos de carbono dispostos em duas dimensões –, que podem levar a uma nova revolução nos dispositivos eletrônicos.</p>
<p>O encontro de físicos em eventos como este sem dúvida permite o avanço das ideias; novas colaborações surgem, ampliando ainda mais a fronteira do conhecimento.<br /><br /><strong>Adilson de Oliveira<br /></strong>Departamento de Física<br />Universidade Federal de São Carlos</p>
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  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Adilson de Oliveira</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Física da matéria condensada</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-05-18T20:01:23Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/sobre-o-ich/o-instituto">
  <title>O Instituto</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/sobre-o-ich/o-instituto</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p><span style="float: none;">O Instituto Ciência Hoje (ICH) é uma sociedade civil<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></span><a title="Estatuto social" class="internal-link" href="/instituto-ch/sobre-o-ich/estatuto-social">sem fins lucrativos</a><span style="float: none;"><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>vinculada à<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></span><a class="external-link" href="http://www.sbpcnet.org.br/">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência</a><span style="float: none;"><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>(SBPC). É responsável por projetos de divulgação científica,&nbsp;por meio de uma série de publicações: o ICH&nbsp;publica a revista<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></span><em>Ciência Hoje</em><span style="float: none;"><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>desde 1982, a<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></span><em>Ciência Hoje das Crianças</em><span style="float: none;"><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>desde 1986 e os livros da série<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></span><em>Ciência Hoje na Escola</em><span style="float: none;"><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>desde 1996. Desde 1997,&nbsp;o Instituto&nbsp;mantém também um portal de divulgação científica na internet: a<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></span><em>Ciência Hoje On-line</em><span style="float: none;">.</span></p>
<p><img class="image-inline image-inline" src="/instituto-ch/sobre-o-ich/imagens/CHcapas.jpg/image_preview" alt="Capas da CH" /><br /><span style="float: none;"></span></p>
<p>A&nbsp;<em><span class="Apple-converted-space"></span><a title="Revista CH" class="internal-link" href="/revista-ch">Ciência Hoje</a></em><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>oferece um panorama completo da produção intelectual e tecnológica dos centros de pesquisa nacionais e dos avanços da ciência internacional. Com projeto gráfico moderno e linguagem didática, a&nbsp;publicação&nbsp;se dirige&nbsp;à comunidade acadêmica, aos professores e estudantes de ensino médio e à sociedade em geral.</p>
<p>A revista<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><a class="external-link" href="http://www.chc.org.br/">Ciência Hoje das Crianças<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></a>mostra ao público infantil que a ciência faz parte da vida de cada um e pode ser muito divertida. A revista estimula a curiosidade e a compreensão dos fenômenos do dia-a-dia, com a ajuda de ilustrações e experiências que podem ser realizadas pelas próprias crianças. A publicação é adotada pelo MEC e distribuída para 107 mil escolas, como material de apoio paradidático.</p>
<p><img class="image-inline image-inline" src="/instituto-ch/sobre-o-ich/imagens/CHCcapas.jpg/image_preview" alt="Capas CHC" /></p>
<p>A edição, publicação e distribuição das revistas<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><em>Ciência Hoje</em><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>e<em>Ciência Hoje das Crianças</em><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>são exclusivas do Instituto Ciência Hoje, conforme<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><a title="Aner (janeiro de 2012)" class="internal-link" href="/sobre/imagens/ICH%20-%20Carta%20de%20exclusividade%20-2012.pdf">atestado</a><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>da Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner). <a title="Revistas" class="internal-link" href="/instituto-ch/publicacoes/revistas">Confira mais informações sobre as duas revistas</a>.</p>
<p>A<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><a title="Página Inicial" class="internal-link" href="/pagina-inicial">Ciência Hoje On-line</a><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>é uma iniciativa pioneira de divulgação científica na internet brasileira. Além de disponibilizar parte do conteúdo das publicações do ICH, o portal publica notícias exclusivas atualizadas diariamente que oferecem ao leitor uma cobertura dinâmica da atualidade científica no Brasil e no mundo. Nosso portal tem a missão de ampliar o público atingido pelas publicações do ICH e se tornar uma referência para leitores em busca de informações sobre ciência na internet.</p>
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<h3>Apoio à educação</h3>
<p>O Instituto Ciência Hoje promove uma série de iniciativas voltadas para o incentivo à educação. Uma delas, a série<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><a title="ICH Educação" class="internal-link" href="/instituto-ch/ich-educacao/ich-educacao">Ciência Hoje na Escola</a><span class="Apple-converted-space">, conta com </span>14 volumes indicados como material de apoio ao ensino fundamental, com artigos, ilustrações e experiências. O ICH também promove o<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><a title="PCHAE" class="internal-link" href="/alo-professor/pchae">Programa Ciência Hoje de Apoio à Educação</a>(PCHAE), que tem na&nbsp;<span class="Apple-converted-space"></span><em>Ciência Hoje das Crianças</em><span class="Apple-converted-space"> </span>seu principal instrumento de apoio e visa a transformar a postura de professores e alunos em relação ao ensino das ciências e contribuir para melhorar os índices de alfabetização do país.&nbsp;</p>
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<h3>Livros de divulgação</h3>
<p><img class="image-inline image-inline" src="/instituto-ch/sobre-o-ich/imagens/livrosICH.jpg/image_preview" alt="Livros ICH" /></p>
<p>O Instituto&nbsp;é responsável ainda pela publicação de vários livros&nbsp;na área de divulgação científica. Entre eles, publicações que resgatam parte da história da ciência brasileir, um pequeno manual de divulgação científica e compilações de colunas publicadas na Ciência Hoje e na Ciência Hoje On-line.</p>
<p><a title="Outras publicações" class="internal-link" href="/instituto-ch/publicacoes/outras-publicacoes">Confira a lista completa de todas as publicações associadas ao Instituto Ciência Hoje</a>.</p>
<h3>Divulgação multimídia<br /></h3>
<p>Além de revistas e livros, o ICH promove uma série de outras ações de divulgação científica. Entre elas, a produção da série de TV&nbsp;<span class="Apple-converted-space"></span><em>Tome Ciência</em>, que abordou de forma acessível temas de ciência e tecnologia, exibida em canais de TV a cabo e pelo sistema Sesc-Senac. Os mascotes da&nbsp;<span class="Apple-converted-space"></span><em>Ciência Hoje das Crianças</em>, Rex e Diná, também chegaram à telinha,<em> em uma parceria com a </em><span class="Apple-converted-space">TV Cultura, para a produção do programa&nbsp;</span><span class="Apple-converted-space"></span><a class="external-link" href="http://www.tvratimbum.com.br/secoes/programas/?id=32"><em>Pequenos Cientistas</em></a>.</p>
<p>Em parceria com a Rede Globo, promoveu duas campanhas: <a title="Ciência vale a pena" class="internal-link" href="/noticias/divulgacao-cientifica/ciencia-vale-a-pena"><em>Ciência vale a pena</em></a> (premiada como&nbsp;<span class="Apple-converted-space"></span><a title="Filmes do Instituto Ciência Hoje ganham prêmio internacional" class="internal-link" href="/noticias/divulgacao-cientifica/filmes-do-instituto-ciencia-hoje-ganham-premio">melhor campanha de TV</a><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>do Festival de Cinema e Vídeo Científico do Mercosul (Cinecien) de 2006) e&nbsp;<span style="float: none;"></span><em><a title="ICH na luta contra o aquecimento global" class="internal-link" href="/noticias/divulgacao-cientifica/ich-na-luta-contra-o-aquecimento-global">A ciência pode ajudar</a></em>, que ressaltou a importância da ciência na busca de soluções para o aquecimento global. De 2008 a 2011, <a class="external-link" href="../../noticias/divulgacao-cientifica/ich-e-globo-juntos-em-novo-programa">também em parceria com a Rede Globo</a>, realizou a consultoria jornalística e científica do programa<a class="external-link" href="http://www.globouniversidade.com.br/">Globo Universidade</a><span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span>(GU).</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/QkS881x1vgM" frameborder="0" height="335" width="450"></iframe></p>
<p>Alémn disso, o ICH já realizou parcerias com diversos jornais 
brasileiros, como Jornal do Brasil e O Globo e participou da elaboração 
de diversas exposições voltadas para a popularização da Ciência e para a valorização da pesquisa nacional. Em suas revistas, também já encartou cadernos especiais sobre determinados temas, fruto de parcerias com diversas instituições, como o Ministério da Saúde, a Petrobrás e o Senac.</p>
<p><a title="Projetos e parcerias" class="internal-link" href="/instituto-ch/projetos-e-parcerias/projetos-e-parcerias">Confira os projetos e iniciativas promovidos e apoiados pelo ICH nos últimos 30 anos</a>.&nbsp;</p>
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  <dc:creator>marcelogarcia</dc:creator>
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  <dc:date>2012-05-21T15:12:47Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/mistura-explosiva">
  <title>Mistura explosiva</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/mistura-explosiva</link>

  


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    <![CDATA[
<p>Piratas e cientistas. Esse improvável encontro acontece no recém-lançado desenho animado <em><a class="external-link" href="http://www.pirataspirados.com.br/">Piratas Pirados!,</a></em> do aclamado diretor de <em>Fuga das Galinhas</em>, Peter Lord, do estúdio inglês de animação Aardman.</p>
<p>A animação, primeira a usar a técnica de <em>stop motion</em> (que cria a ilusão de movimento pelo sequenciamento de fotografias de bonecos) junto com a exibição em 3D, conta a história de um grupo de atrapalhados piratas do século 19 liderados pelo Capitão Pirata.</p>
<p>O capitão de nome redundante quer ganhar o prêmio de Pirata do Ano, concedido ao homem do mar com o maior tesouro. Ele e sua tripulação se empenham em saquear navios sem sucesso até que invadem a embarcação de um jovem, pálido e fracote naturalista inglês em início de carreira: Charles Darwin.</p>
<p>Os piratas ficam crentes que vão arrancar de Darwin uma boa quantia, mas ele só tem animais exóticos em frascos. O destino do cientista, é claro, torna-se a prancha. Darwin só escapa da morte porque repara que o estranhamente gordo papagaio do capitão é um dodô, pássaro extinto das ilhas Maurício.</p>
<p>Darwin, que no desenho é representado de forma nada brilhante e até um tanto quanto egoísta, convence o Capitão Pirata de que em seu ombro repousa uma riqueza da ciência que deve ir diretamente para Londres, para ser exibida na feira de ciências da Royal Society.&nbsp;</p>
<p>A partir daí, piratas assumem a posição de cientistas e cientistas cometem atos dignos de piratas em uma grande confusão que envolve até a rainha Vitória Regina da Inglaterra e seus estranhos hábitos alimentares. &nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;">Assista ao <em>trailer</em> do desenho</h3>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Ho08smK_zSc" frameborder="0" height="259" width="450"></iframe></p>
<h3><br />Miscelânea total</h3>
<p>Para além da mistura de técnicas e personagens, o desenho apresenta também certas liberdades históricas. O Capitão Pirata não tem qualquer dificuldade para invadir o navio no qual Darwin, apelidado de Chá Chá, viajava pela América Latina. No desenho, o jovem naturalista é apresentado como um viajante solitário, quando, na verdade, sua passagem por essas bandas do mundo foi feita em um protegido navio da marinha inglesa, o famoso Beagle.</p>
<p>Outra inconsistência está na rápida aparição de dois personagens que na vida real nunca poderiam ter convivido: a escritora inglesa Jane Austen, autora do romance <em>Orgulho e preconceito</em>, que morreu em 1817, e John Merrick, o Homem Elefante, que só nasceu meio século depois, em 1862.</p>
<div class="pullquote"><em>Piratas Pirados!</em>&nbsp;tem o mérito de incorporar ao roteiro a ciência como parte da cultura; que é. Sem nenhuma pretensão didática</div>
<p>As imprecisões de conteúdo e também uma visão clichê de cientista – como alguém chato e <em>nerd</em> – por vezes presentes na história podem incomodar alguns. Mas o desenho se distingue e ganha vivacidade justamente por fazer essas misturas improváveis.</p>
<p><em>Piratas Pirados! </em>tem o mérito de incorporar ao roteiro a ciência como parte da cultura; que é. A ciência é um (não o principal) elemento que dá liga a esse produto cultural, sem qualquer pretensão didática. A própria teoria da evolução, que Darwin desenvolveria anos depois, só é citada em discretas piadas que, provavelmente, só os adultos entendem.</p>
<p>Pode ser que as crianças saiam do cinema com uma visão distorcida do que fazia e de quem era Darwin, mas, pelo menos, vão lembrar que ciência pode ser assunto de historinha e que pode ser divertida.&nbsp;</p>
<p><br /><strong>Sofia Moutinho<br /></strong>Ciência Hoje On-line</p>
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  <dc:creator>sofiam</dc:creator>
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  <dc:date>2012-05-18T16:45:10Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/historia/divulgacao-da-ciencia-hoje">
  <title>Divulgação da ciência, hoje</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/historia/divulgacao-da-ciencia-hoje</link>

  


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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/historia/vanguarda-eletronica">
  <title>Vanguarda eletrônica</title>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/historia/fundadores">
  <title>Fundadores e diretores</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/historia/fundadores</link>

  


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    <![CDATA[
<p><img class="image-left" src="/instituto-ch/historia/imagens/Copyofalberto.jpg/image_preview" alt="Alberto Passos - caricatura" /><strong>Perfil de Alberto Passos</strong></p>
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<p><img class="image-right image-inline" src="/instituto-ch/historia/imagens/darcy.jpg/image_preview" alt="Darcy Almeida caricatura" /></p>
<p><strong>Perfil de Darcy Almeida</strong></p>
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<p><img class="image-left" src="/instituto-ch/historia/imagens/Copyofennio.jpg/image_preview" alt="Ennio Candotti - caricatura" /></p>
<p><img class="image-right image-inline" src="/instituto-ch/historia/imagens/caricatura_lent.jpg/image_preview" alt="Roberto Lent" /><strong>Perfil de Roberto Lent</strong></p>
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<p><strong>Perfil de Ennio Candotti</strong></p>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/historia/frutos-do-pioneirismo">
  <title>Frutos do pioneirismo</title>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/historia/primeiros-passos">
  <title>Primeiros passos</title>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/historia/uma-nova-divulgacao">
  <title>Uma nova divulgação</title>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/historia/decada-nada-perdida">
  <title>Década nada perdida</title>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/sobre-o-ich/estatuto-social">
  <title>Estatuto social</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/sobre-o-ich/estatuto-social</link>

  


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    <![CDATA[
<p><strong>CAPÍTULO I - DOS OBJETIVOS</strong> <br /><br />Artigo 1º - O <strong>INSTITUTO CIÊNCIA HOJE - ICH</strong>, com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro, na Rua Venceslau Brás 71, casa 27 e Pavilhão Mário de Almeida, é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento educacional, científico e tecnológico, abrangendo as questões dos Direitos Humanos, do Meio Ambiente, da Saúde e do Desenvolvimento Social, realizando ações de divulgação científica, especialmente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência/SBPC. <br /><br />Artigo 2º - O <strong>INSTITUTO CIÊNCIA HOJE - ICH</strong> observará os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência e cumprirá suas finalidades mediante: <br /><br />I – publicação de revistas, livros e outros meios de divulgação e de educação científica; <br /><br />II – organização de eventos de divulgação e de educação científica; <br /><br />III – outras iniciativas destinadas à divulgação da ciência e tecnologia e ao apoio à educação científica. <br /><br />Parágrafo único. Para os fins deste artigo, a dedicação às atividades nele previstas configura-se mediante a execução direta de projetos, programas, planos de ações correlatas, por meio da doação de recursos físicos, humanos e financeiros, ou ainda pela prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuem em áreas afins. <br /><br />Artigo 3º - o Instituto não distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social. <br /><br /><br /><strong>CAPÍTULO II - DOS ASSOCIADOS</strong> <br /><br />Artigo 4º – São associados do <strong>INSTITUTO CIÊNCIA HOJE – ICH</strong>, as pessoas físicas e jurídicas admitidas numa das seguintes categorias: <br /><br />(a) Associado Fundador: a SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência; <br /><br />(b) Associados Efetivos – pessoas jurídicas aprovadas pelo Conselho Deliberativo; <br /><br />(c) Associados Colaboradores – todas as pessoas físicas e jurídicas que participam das atividades do Instituto ou contribuem financeiramente, na forma definida pela Diretoria. <br /><br />Parágrafo único – Os associados não respondem, nem subsidiariamente, pelas obrigações sociais, mesmo quando no desempenho de cargos na sua estrutura administrativa. <br /><br />Artigo 5º - São requisitos para a admissão de associado: <br />I – estar comprometido com a finalidade do Instituto; <br />II – obrigar-se a contribuir para o alcance dos objetivos da entidade; <br />III - ter o seu pedido de associação aprovado. <br /><br />Artigo 6º - O associado poderá ser excluído quando: <br />I – infringir as disposições estatutárias, regimentos ou qualquer decisão dos órgãos do Instituto; <br />II – deixar de cumprir os seus deveres de associado; <br />III – praticar ato prejudicial ao patrimônio ou à imagem da organização. <br /><br />Parágrafo único - Os associados que agirem em desacordo com os objetivos do Instituto serão excluídos pelo Conselho Deliberativo do Instituto, cabendo recurso para a Assembléia Geral. <br /><br />Artigo 7º – São direitos dos associados quites com as obrigações para com o Instituto: <br /><br />I – receber publicações e comunicações do Instituto; <br />II – usufruir de todos os serviços oferecidos pelo Instituto; <br /><br />Artigo 8º – São deveres dos associados: <br /><br />I – zelar pelo patrimônio social; <br />II – cumprir e fazer cumprir o presente Estatuto, as decisões do Conselho Deliberativo e da Diretoria. <br /><br /><br /><strong>CAPÍTULO III - DA ORGANIZAÇÃO</strong> <br /><br />Artigo 9º - A administração do Instituto compete aos seguintes órgãos: <br /><br />I – Assembléia Geral; <br />II - Conselho Deliberativo; <br />III – Diretoria; <br />IV - Conselho Fiscal. <br /><br />Parágrafo Único: A entidade poderá remunerar os dirigentes que atuem efetivamente na gestão executiva e para aqueles que a ela prestam serviços específicos, respeitados, em ambos os casos, os valores praticados pelo mercado, na região correspondente a sua área de atuação. <br /><br /><strong>Da Assembléia Geral </strong><br /><br />Artigo 10 - A Assembléia Geral, órgão soberano da entidade, é composta por 15 (quinze) associados colaboradores em pleno gozo de seus direitos estatutários, sendo que 9 (nove) deles serão eleitos pelo Associado Fundador e os 6 (seis) restantes pelo conjunto de Associados Efetivos. <br />Parágrafo único – A cada três anos, os associados fundadores e os associados efetivos poderão renovar os nomes que compõe a Assembléia Geral do Instituto. <br /><br />Artigo 11 - Compete à Assembléia Geral: <br />I - alterar o Estatuto Social; <br />II - aprovar o balanço e as contas da entidade, relativos ao exercício anterior; <br />III - decidir sobre a transformação, extinção, dissolução da entidade e o destino do patrimônio; <br />IV – decidir, em última instância, sobre a exclusão de associado; <br />V – eleger o Conselho Deliberativo. <br /><br />Parágrafo único – Para as deliberações referentes à destituição dos administradores e alteração do Estatuto Social, é exigido o voto concorde de dois terços dos associados presentes à assembléia especialmente convocada para esse fim, não podendo ela deliberar, em primeira convocação, sem maioria absoluta, ou com menos de um terço nas convocações seguintes. <br /><br />Artigo 12 - A Assembléia Geral realizar-se-á pelo menos uma vez por ano, para: <br />I – acompanhar e avaliar as ações e projetos institucionais em andamento ou em planejamento; <br />II – apreciar as contas e os balanços previamente aprovados pelo Conselho Fiscal; <br />III – propor à Diretoria em exercício atividades a serem desenvolvidas no exercício seguinte; <br />IV – eleger os membros do Conselho Deliberativo. <br /><br />Parágrafo único - A convocação da Assembléia Geral Ordinária compete ao Diretor Presidente da entidade e será feita por meio de edital afixado na sede da instituição e envio de correspondência, inclusive eletrônica, contendo a pauta da ordem do dia e com antecedência mínima de 10 (dez) dias. <br /><br />Artigo 13 - A Assembléia Geral realizar-se-á extraordinariamente, para discutir todo e qualquer assunto relacionado com a entidade, desde que para isso tenha sido convocada pelo Diretor Presidente ou pelo requerimento de 1/5 (um quinto) dos associados que a compõem. <br /><br />Artigo 14 - As Assembléias Gerais deverão observar as seguintes regras: <br />I – a instalação ocorrerá com o mínimo de 1/3 (um terço) dos associados que a compõem, em primeira convocação e, em segunda, após 30 minutos, com qualquer número; <br />II – deverá ter pauta prévia, encaminhada a todos os associados; <br />III – serão escolhidos o Presidente e Secretário dos trabalhos, a quem caberá, respectivamente a condução e o registro das deliberações. <br />IV - as deliberações ocorrerão por maioria absoluta de votos dos presentes, salvo previsão em contrário expressa na Lei ou neste Estatuto; <br />V – na hipótese de empate, caberá ao Presidente dos trabalhos o voto dirimente. <br />Parágrafo único - Das Assembléias Gerais lavrar-se-ão as competentes atas, que serão assinadas pelo Diretor Presidente da entidade, pelo Presidente e Secretário da Assembléia. <br /><br /><strong>Do Conselho Deliberativo</strong> <br /><br />Artigo 15 - O Conselho Deliberativo será composto de 15 membros para mandato de 3 (três) anos, podendo ser reconduzidos, e sendo eleitos da seguinte forma: <br /><br />a) 9 (nove) de seus membros serão indicados para representar o Associado Fundador; <br />b) 6 (seis) de seus membros serão indicados para representar os Associados Efetivos do Instituto. <br /><br />Parágrafo único - Em caso de vacância, os substitutos serão escolhidos em Reunião do Conselho Deliberativo. <br /><br />Artigo 16 - Ao Conselho Deliberativo compete: <br /><br />I - supervisionar as atividades da entidade; <br /><br />II - eleger os membros da Diretoria, que terão mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos; <br /><br />III – aprovar, anualmente, o programa de trabalho e o orçamento para o exercício seguinte, propostos pela Diretoria; <br /><br />IV - analisar as contas e examinar os atos da Diretoria; <br /><br />V - dispor sobre o funcionamento da entidade; <br /><br />VI – decidir sobre a aceitação de doações ou legados que contenham encargos ou gravames de qualquer espécie, ou ainda provenientes de pessoas físicas ou jurídicas cuja idoneidade não seja de reconhecimento público; <br /><br />VII – deliberar sobre a remuneração dos Diretores da entidade, os que atuem efetivamente na gestão executiva e que a ela prestem serviços específicos, respeitados, em ambos os casos, os valores praticados pelo mercado, na região correspondente à sua área de atuação; <br /><br />VIII - decidir sobre a suspensão ou exclusão de associado. <br /><br />IX – eleger os membros do Conselho Fiscal. <br /><br />X – adotar e estabelecer, para todos os órgãos da entidade, práticas de gestão administrativa, necessárias e suficientes para coibir a obtenção, de forma individual ou coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da participação no respectivo processo decisório. <br /><br />XI - deliberar sobre a abertura de Filiais. <br />XII – deliberar sobre os casos omissos ou duvidosos no presente estatuto. <br /><br />Artigo 17 - O Conselho Deliberativo elegerá o seu Presidente que terá o mandato de três anos, podendo ser reconduzido. <br /><br />Artigo 18 - O Conselho Deliberativo reunir-se-á ordinariamente, pelo menos uma vez por ano e extraordinariamente, desde que convocado pelo seu Presidente, por um terço dos seus membros, ou ainda por solicitação da Diretoria do ICH. <br /><br />Parágrafo 1º - As reuniões extraordinárias poderão ser realizadas por meio eletrônico. <br /><br />Parágrafo 2º - Os membros do Conselho Deliberativo não serão remunerados. <br /><br /><strong>Da Diretoria </strong><br /><br />Artigo 19 - A Diretoria será constituída por um Diretor Presidente e quatro diretores adjuntos, escolhidos pelo Conselho Deliberativo, para mandato de 2 (dois) anos, podendo ser reconduzidos. <br /><br />Artigo 20 - Compete à Diretoria: <br /><br />I - elaborar o programa anual de trabalho e o orçamento da instituição e submetê-los ao Conselho Deliberativo; <br /><br />II - dirigir as atividades da instituição, estabelecer diretrizes sobre as atividades do pessoal da instituição e as bases de sua remuneração; <br /><br />III - propor uma estrutura organizacional compatível com a missão e programas da instituição; <br /><br />IV – elaborar e apresentar ao Conselho Deliberativo a proposta de Regimento da Diretoria. <br /><br />Artigo 21 - Ao Diretor Presidente compete: <br /><br />I - representar o <strong>INSTITUTO CIÊNCIA HOJE</strong> ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; <br /><br />II - coordenar as atividades da Diretoria. <br /><br />Artigo 22 - O Diretor Presidente, nas faltas e impedimentos, será substituído por qualquer dos demais Diretores, mediante sua expressa designação. <br /><br />Artigo 23 - Aos integrantes da Diretoria caberá exercer as funções que lhes forem atribuídas pelo respectivo Regimento, aprovado pelo Conselho Deliberativo. <br /><br />Artigo 24 - A contratação de obrigações pela entidade dependerá sempre de ato assinado conjuntamente por dois de seus Diretores. <br /><br />Parágrafo Único - A emissão de cheques e a movimentação financeira de cunho bancário poderão ser efetuadas com a assinatura do Diretor Presidente ou seu procurador, em conjunto com outro membro da Diretoria. <br /><br /><strong>Do Conselho Fiscal </strong><br /><br />Artigo 25 - O Conselho Fiscal será composto por três membros eleitos pelo Conselho Deliberativo, para mandato de três anos, permitida a recondução. <br /><br />Artigo 26 - Ao Conselho Fiscal compete: <br /><br />I – opinar sobre relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre operações patrimoniais realizadas, emitindo os competentes pareceres. <br /><br />II – zelar pela observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade, na prestação de contas e atos correlatos do <strong>Instituto Ciência Hoje</strong>. <br /><br />Artigo 27 - Os membros do Conselho Fiscal se reunirão ao menos uma vez por ano e, a qualquer tempo, desde que convocados pelo Conselho Deliberativo. <br /><br />Parágrafo único - Os membros do Conselho Fiscal não serão remunerados. <br /><br /><br /><strong>CAPÍTULO IV – DA PUBLICIDADE DOS ATOS DA ENTIDADE</strong> <br /><br />Artigo 28 – O <strong>Instituto Ciência Hoje</strong> dará publicidade, por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício fiscal, ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade. <br /><br />Artigo 29 – Para assegurar a transparência na aplicação dos recursos deverá: <br /><br />I – permitir a realização de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o caso, da aplicação dos eventuais recursos objeto do termo de parceria conforme previsto em regulamento; <br /><br />II - prestar contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos pelo <strong>Instituto Ciência Hoje</strong>, conforme determina o parágrafo único do artigo 70 da Constituição Federal. <br /><br />III – colocar as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, à disposição, para exame de qualquer cidadão; <br /><br /><br /><strong>CAPÍTULO V - DO PATRIMÔNIO</strong> <br /><br />Artigo 30 - O patrimônio do <strong>INSTITUTO CIÊNCIA HOJE</strong> será constituído pela parcela cindida da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e vertida ao Instituto e pelos demais bens, móveis, imóveis ou semoventes, que venham a ser acrescentados por meio de doações, legados e pela aplicação de receitas. <br /><br />Artigo 31 - Constituem fontes de recursos para a manutenção das atividades da entidade: <br /><br />I - a renda patrimonial; <br /><br />II – a receita advinda de atividades ligadas à divulgação científica, como a realização de eventos, a venda de produtos e serviços de educação para a ciência e divulgação científica; <br /><br />III – a cessão de espaço publicitário em seus produtos; <br /><br />IV - contribuições voluntárias, doações, subvenções, dotações e repasses de recursos de seus associados. <br /><br />V – o patrimônio advindo de outras atividades ligadas ao objetivo social da entidade; <br /><br />VI - renda advinda da aplicação de suas receitas e demais investimentos. <br /><br />Artigo 32 - O Instituto é constituído por prazo indeterminado, competindo à Assembléia Geral decidir, nos termos deste Estatuto sobre sua eventual extinção. Em tal hipótese, o patrimônio será necessariamente destinado à entidade ou entidades sem fins lucrativos com propósitos semelhantes. <br /><br />Parágrafo 1º - Na hipótese de dissolução da entidade, o respectivo patrimônio líquido será transferido a pessoa jurídica qualificada nos termos da Lei n. 9790/99, preferencialmente para aquela que tenha o mesmo objeto social da extinta. <br /><br />Parágrafo 2º - Na hipótese de a pessoa jurídica perder a qualificação instituída na Lei n. 9790/99, o respectivo acervo patrimonial disponível, adquirido com recursos públicos durante o período em que perdurou aquela qualificação, será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos da Lei 9790/99, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social. <br /><br /><br />Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2007. <br /><br />Renato Lessa <br />Diretor Presidente <br /><br />Suely Druck <br />Secretária da Assembléia</p>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>marcelogarcia</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  <dc:date>2012-05-18T16:10:58Z</dc:date>
  <dc:type>Página</dc:type>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/corporacoes-x-ciencia-um-jogo-sujo">
  <title>Corporações x ciência: um jogo sujo</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/corporacoes-x-ciencia-um-jogo-sujo</link>

  


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    <![CDATA[
<p>Estamos testemunhando uma verdadeira guerra midiática em torno da questão das mudanças climáticas e sua relação com atividades humanas como a emissão de gases de efeito estufa. A chamada ciência do clima está sob fogo cerrado das corporações cuja operação implica a emissão desses gases.</p>
<p>A grande mídia comenta relatórios como os do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que reúnem observações, conclusões, previsões e recomendações de alguns milhares de climatologistas de todo o mundo. Mas, diante da ignorância generalizada sobre a ciência e seus métodos, basta a opinião ou eventual evidência científica de dois ou três céticos com cargos pomposos para criar a dúvida, mesmo que estes não entendam bulhufas de clima.</p>
<p>Então não há consenso sobre o tema? Mudemos de canal. Poucos se dispõem a ler relatórios de 3 mil páginas. E não dá para levar o coletivo do IPCC para o show do Larry King na CNN (canal de notícias norte-americano).</p>
<div class="pullquote">Bombardear tribunais e agências reguladoras com informação científica duvidosa é uma estratégia corporativa que sempre funciona</div>
<p>Se hoje CO<sub>2</sub>, metano e óxido nitroso são as bolas da vez, já vimos o mesmo filme no caso do tabaco, do amianto, do chumbo, da talidomida, do benzeno, do cloreto de vinil, do cromo, do formol, do arsênico, da atrazina, do mercúrio, do Vioxx e muitos <em>et ceteras</em>. E veremos de novo, sempre que algum governo cogitar regular alguma substância suspeita de provocar danos à saúde pública, seja ela ocupacional ou ambiental.</p>
<p>Sabotar a ciência tornou-se um elemento rotineiro da política, em particular da norte-americana, com reflexos em praticamente todos os demais países. Bombardear tribunais e agências reguladoras com <em>tsunamis</em> de informação científica duvidosa é uma estratégia corporativa que sempre funciona, pelo menos por algum tempo. Contratar mercenários da ciência sob demanda é outra. A missão deles é inflar artificialmente as incertezas associadas às evidências científicas, evitando ou atrasando assim qualquer medida para a proteção da população.</p>
<p>Os primeiros arquitetos dessa estratégia foram executivos da indústria do tabaco. Já em 1969, afirmavam em memorandos internos: “Nosso produto é a dúvida, pois é a melhor forma de competir, na mente do público, com as evidências. É também uma forma de criar controvérsia”. <br /><br /></p>
<h3>Como fabricar a dúvida</h3>
<p>Todas as ciências são vulneráveis a esse tipo de ataque, uma vez que lidar com a incerteza é sua característica intrínseca. Qualquer estudo é sujeito a crítica, legítima ou não. A receita para enfraquecer até as conclusões científicas mais robustas é simples: destaque seletivamente as incertezas, ataque os principais estudos um por um e, o mais importante, ignore sistematicamente o peso de suas evidências.</p>
<p>No caso da ‘controvérsia’ atual sobre o clima, as claras evidências sobre o aquecimento global em curso, tais como o derretimento das calotas polares e das geleiras à vista de todos, são escamoteadas por enxurradas de questionamentos sobre os métodos computacionais de previsão do aquecimento futuro.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/colunas/terra-em-transe/imagens/corporacoesciencia02b.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/imagens/corporacoesciencia02b.jpg/image_preview" alt="Recuo das geleiras" title="Recuo das geleiras" height="202" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">A geleira de Aletsch, nos Alpes suíços, em 1979 (esq.), 1991 (centro) e 2002 (dir.). Apesar das claras evidências de derretimento de geleiras, o aquecimento global é bastante questionado por setores com interesses particulares. (fotos: L. Albrecht/ Pro Natura Zentrum Aletsch/ Wikimedia Commons)</dd>
</dl>

<p>As estratégias corporativas de fabricação da dúvida são dissecadas com precisão de médico-legista por David Michaels ao longo das 359 páginas de seu livro <a class="external-link" href="http://www.oup.com/us/catalog/general/subject/Medicine/PublicHealth/?view=usa&amp;ci=9780195300673"><em>Doubt is their product: how industry's assault on science threatens your health</em></a> (<em>A&nbsp; fabricação da dúvida ou como o ataque da indústria à ciência ameaça sua saúde</em>, em tradução livre), publicado em 2008 pela Oxford University Press. O autor foi membro do departamento de energia norte-americano durante a administração de Bill Clinton e é atualmente professor associado no Departamento de Saúde Ocupacional e Ambiental da Universidade George Washington, nos Estados Unidos. O quadro documentado é tão obscurantista que, em <a class="external-link" href="http://prospect.org/article/manufacture-uncertainty">resenha da obra</a>, Chris Mooney, também autor de um livro sobre o tema, chega a se perguntar para que serviu termos passado pelo Iluminismo.</p>
<p>As agências reguladoras são os alvos preferenciais do assédio dos fabricantes da dúvida, que as transformaram no equivalente burocrático de artérias entupidas, segundo Chris Mooney. Mas o sistema judicial também é vítima das mesmas táticas.</p>
<div class="pullquote">É preciso recuperar o saudável hábito de levar em conta as melhores evidências disponíveis para proteger a saúde e o bem-estar públicos</div>
<p>Decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos em 1993, por exemplo, atribuíram aos juízes locais o poder de decidir o que é boa ciência ou não em casos civis. Mas a ciência em si dificilmente chega ao conhecimento do júri, já que sobram recursos para que ela seja eliminada logo nas etapas iniciais do processo.</p>
<p>A diferença em relação à época de Galileu é que hoje se tortura a ciência e não os cientistas. David Michaels propõe várias medidas para mudar esse quadro, entre elas: facilitar o acesso à justiça pelos cidadãos, já que eles pouco podem esperar das agências reguladoras; exigir a divulgação de qualquer conflito de interesse e desconsiderar os estudos assim produzidos; e recuperar o saudável hábito de levar em conta as melhores evidências disponíveis para proteger a saúde e o bem-estar públicos, em vez de esperar pela incerteza zero que jamais virá. <br /><br /></p>
<h3>Wall Street e os 16 que eram três</h3>
<p>Se você quer um exemplo concreto e recente de manipulação explícita, não perca a aula magna que é o <a class="external-link" href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204301404577171531838421366.html">artigo de opinião publicado pelo<em> Wall Street Journal</em></a> em 26/01/2012. O texto é sugestivamente intitulado ‘<em>No need to panic about global warming</em>’ (em tradução livre, ‘Não há necessidade de pânico em relação ao aquecimento global’), com o subtítulo também sugestivo ‘Não há argumentos científicos convincentes para a descarbonização drástica da economia mundial’.</p>
<p>O artigo é um portfólio resumido de como as corporações atacam para se defender em debates sobre temas que consideram prejudiciais a seu negócio. Começa alinhando alguns ‘fatos científicos’. Por exemplo: ‘não teria havido aquecimento nos últimos 10 anos’ (veja <a class="external-link" href="http://www.calacademy.org/blogs/climate/?p=478">prova do contrário</a>). Isso é reconhecer implicitamente que não há dúvidas sobre o aquecimento de 10 anos para trás. Além disso, não se diz de onde viria essa conclusão, e nem por que as geleiras teimam em seguir derretendo.</p>
<p>Logo depois, a pérola: ‘o CO<sub>2</sub> não é um poluente’. Ninguém disse que era. É um gás asfixiante. Mas você só vai desmaiar inalando uma atmosfera com 7% a 10 % de CO<sub>2</sub> e, por enquanto, a concentração desse gás no ar é de cerca de 400 ppm (0,04%). A questão não é essa.</p>
<p>Outro absurdo: ‘o aumento do CO<sub>2</sub> estimularia a produtividade agrícola’. Um bom entendedor concluirá que a redução das emissões vai provocar fome. E mais adiante se acusa a descarbonização da economia de não ser rentável, causar aumento de impostos e burocracia (regulação?) e – pecado supremo – privar os pobres países pobres dos 50 anos de prosperidade que os esperam caso se deixe tudo como está.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/colunas/terra-em-transe/imagens/corporacoesciencia03.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/terra-em-transe/imagens/corporacoesciencia03.jpg/image_preview" alt="Emissões de carbono" title="Emissões de carbono" height="266" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Em artigo divulgado recentemente, alguns cientistas negam o aquecimento global e defendem que não é preciso controlar as emissões de carbono mundiais. (foto: Cheryl Empey/ Sxc.hu)</dd>
</dl>

<p>Esse futuro promissor estaria sendo ameaçado pelo totalitarismo alarmista do ‘<em>establishment</em> internacional do aquecimento’, que só quer descolar mais verbas para pesquisas acadêmicas e burocracia (regulação?) e mais doações para organizações não governamentais salvacionistas.</p>
<p>Não faltaram menções a <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trofim_Lysenko">Trofim Lysenko</a>, o geneticista russo aloprado que caiu nas graças do líder da União Soviética <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Josef_Stalin">Josef Stalin</a>. Subtexto? Os cientistas do clima também são aloprados e seus governos também são ditatoriais. O texto termina (ufa!) com um recado explícito aos candidatos à presidência dos Estados Unidos para que ouçam o apelo dos 16 ‘cientistas de renome’ que assinam o libelo e ignorem qualquer sugestão de controle das emissões de carbono. Os nomes dos 16 e suas afiliações são então listados.</p>
<div class="pullquote">Dos 16 cientistas que assinam o artigo, apenas três têm credenciais mínimas para opinar sobre o assunto</div>
<p>De fato, a lista impressiona qualquer leigo, mas não resiste a um crivo mais superficial. O balaio de gatos junta vários físicos estudiosos de fugidias partículas subatômicas, um professor de marketing, um químico especialista em macromoléculas, astronautas (<em>sic</em>), um cardiologista, um ex-executivo da multinacional de petróleo e gás ExxonMobil, um físico especialista em ótica adaptativa (adorei o termo, muito adequado) que achou natural testemunhar no congresso norte-americano sobre temas agronômicos, um geólogo e vários aposentados e ex-isso ou ex-aquilo. Alguns membros do grupo são ativistas assumidos do ceticismo climático.</p>
<p>Mas o fato realmente importante é que dos 16, apenas três têm credenciais mínimas para opinar sobre o assunto, como possuir PhD, experiência e/ou publicações em revistas com comitê de leitura <strong>na área em questão</strong>.</p>
<p>Apesar de todos esses argumentos, as corporações manterão seu curso e seus métodos. O <em>link</em> do artigo acima referido já está aqui e ali na Wikipédia, o <em>Wall Street Journal</em> tem mais de 17 leitores e eles não visitam esta coluna.</p>
<p>Tudo bem, cada um sabe as companhias que escolhe. Com duplo sentido, por favor.<br /><br /><strong>Jean Remy Davée Guimarães</strong><br />Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho<br />Universidade Federal do Rio de Janeiro</p>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Jean Remy Davée Guimarães</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Ciência</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Política</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Meio ambiente</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Mudança climática</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-05-18T14:56:04Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/05/mais-agulhas-no-palheiro">
  <title>Mais agulhas no palheiro</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/05/mais-agulhas-no-palheiro</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Hortaliças são importantes veículos de transmissão de vermes. Portanto, lavá-las antes de comer é fundamental para evitar uma infestação. Esse cuidado muitas vezes é dispensado com os chamados vegetais minimamente processados, vendidos higienizados em embalagem fechada, supostamente ‘prontos para consumo’.</p>
<div class="pullquote">As análises feitas por órgãos de vigilância sanitária nem sempre são suficientes para evitar a 
comercialização de verduras contaminadas com helmintos</div>
<p>O que pouca gente sabe é que as análises laboratoriais desses produtos feitas por órgãos de vigilância sanitária nem sempre são suficientes para evitar a comercialização de verduras contaminadas com ovos e larvas de helmintos. Em <a class="external-link" href="http://parasitologia.icb.ufmg.br/defesas/443M.PDF">dissertação</a> defendida recentemente na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a bióloga Flaviane Matosinhos propôs uma metodologia mais eficiente para detecção desses parasitas que pode ajudar a reduzir o problema.</p>
<p>A técnica será usada nos laboratórios da <a class="external-link" href="http://funed.mg.gov.br/">Fundação Ezequiel Dias</a> (Funed), responsável pela vigilância sanitária em Minas Gerais, e, agora que foi publicada, está disponível para adoção por laboratórios de outros estados brasileiros.</p>
<p>Para chegar ao método ideal de detecção de helmintos, Matosinhos contaminou folhas de alface com ovos e larvas de <em>Ancylostoma ceylanicum</em> e com ovos de <em>Ancylostoma caninum</em> e <em>Ascaris suum</em>.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/noticias/2012/05/imagens/maisagulhas03.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/05/imagens/maisagulhas03.jpg/image_preview" alt="Ancylostoma ceylanicum" title="Ancylostoma ceylanicum" height="300" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Larva de ‘Ancylostoma ceylanicum’ em imagem de microscopia com ampliação de 200 vezes. O parasita é frequentemente encontrado em análises parasitológicas de verduras. (foto: Flaviane Matosinhos)</dd>
</dl>

<p>Os ancilostomídeos foram escolhidos em razão da alta frequência em que aparecem nos resultados de análise parasitológica de verduras. São causadores da ancilostomíase, doença popularmente chamada de amarelão por provocar anemia e palidez no portador.</p>
<p>Já a espécie <em>A. suum</em> foi utilizada por ser bastante diferente dos ancilostomídeos e, ao mesmo tempo, ter características em comum com <em>A. lumbricoides</em>, responsável pela ascaridíase, doença conhecida como lombriga, que em casos graves pode causar hemorragias internas e levar o hospedeiro à morte. Ovos de <em>A. suum</em> estavam disponíveis mais facilmente para o estudo do que os de <em>A. lumbricoides</em>.<br /><br /></p>
<h3>Técnica superior</h3>
<p>O melhor método entre os testados pela bióloga consiste em imergir as folhas de alface em uma solução à base do aminoácido glicina, agitar a mistura manualmente durante três minutos e deixar o líquido sedimentar por, no mínimo, duas horas. Após esse período, os sedimentos em suspensão são retirados e examinados em microscópio óptico.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/noticias/2012/05/imagens/maisagulhas02.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/05/imagens/maisagulhas02.jpg/image_preview" alt="Análise da contaminação de hortaliças" title="Análise da contaminação de hortaliças" height="348" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Líquido resultante dos processos de agitação manual (recipiente à esquerda) e mecânica (à direita). O segundo procedimento danifica as folhas da hortaliça, gerando um sedimento de cor esverdeada que dificulta a posterior análise microscópica. (foto: Flaviane Matosinhos)</dd>
</dl>

<p>Matosinhos conta que os testes foram feitos com diferentes níveis de contaminação. “Partimos de 3,3 ovos de helminto por grama de alface até chegar em 0,2.” Mesmo na menor concentração, o método escolhido teve sensibilidade (identificação correta de contaminação ou não) sempre acima de 90% – no caso de ovos de <em>A. suum</em> alcançou 100%. Não houve caso de falso positivo.</p>
<div class="pullquote"> O método teve sensibilidade (identificação correta de contaminação ou não) sempre acima de 90%</div>
<p>Segundo a bióloga, amostras contaminadas e não contaminadas foram enviadas para análise por esse método em laboratórios independentes, que não tinham conhecimento da presença ou não de vermes. O índice de detecção se manteve nos mesmos níveis obtidos na UFMG.</p>
<p>Além da sensibilidade, outro dado que atesta a qualidade do método é a quantidade de ovos ou larvas identificados em uma amostra contaminada. Para se ter uma ideia, de cada 100 ovos que contaminam uma folha de alface, a metodologia adotada pelo FDA, órgão do governo norte-americano responsável pelo controle de drogas e alimentos no país, é capaz de detectar apenas 10. A análise padronizada por Matosinhos chega a 62.</p>
<p>A pesquisadora escolheu a alface nos experimentos por se tratar de uma das hortaliças mais comercializadas do Brasil. Ela explica que o modelo que padronizou pode ser utilizado para outras hortaliças, mas, para isso, é preciso realizar testes específicos. “Fizemos testes com rúcula e os resultados foram similares, mas, dependendo do vegetal utilizado, os efeitos podem não ser os mesmos”, diz.</p>
<p><a class="external-link" href="http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1471492203002757">Estudo</a> publicado em 2003 no periódico <em>Trends in Parasitology</em> estima que no mundo haja mais de 2,7 bilhões de pessoas infestadas com helmintos.<br /><br /><strong>Célio Yano</strong><br />Ciência Hoje On-line/ PR</p>
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  </content:encoded>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Célio Yano</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Medicina e Saúde</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Parasitologia</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Biologia</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-05-17T20:40:34Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
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