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Notícias / Astronomia e Exploração Espacial

Breve história da conquista do espaço

Do Sputnik à Columbia, veja como o homem realizou o sonho de voar além da atmosfera

Por: Adriana Melo

Publicado em 11/02/2003 | Atualizado em 08/10/2009

Foguetes são uma invenção antiga: há 700 anos os chineses já os usavam como arma de guerra. Mas só em 1903 o professor russo Konstantin Tsiolkovski determinaria os princípios para o uso de foguetes no espaço sideral. A idéia das viagens espaciais já era popular e a descoberta de que os foguetes poderiam levar o homem ao espaço fez surgirem grupos interessados no assunto na Europa e Estados Unidos. Mas a era das viagens espaciais só começaria em 4 de outubro de 1957, quando os soviéticos lançaram ao espaço o primeiro satélite artificial, o Sputnik 1, não-tripulado.

Fotos da Terra e da Lua tiradas durante a última missão da Columbia

 

A partir daí, os avanços foram rápidos. Estudos sobre a viabilidade de enviar humanos ao espaço começaram logo depois, e em 12 de abril de 1961, o russo Yuri Gagárin tornou-se o primeiro homem a orbitar a Terra, a bordo da nave Vostok 1. Em 18 de março de 1965, deu-se outro grande passo para a conquista do espaço: o soviético Alexei Leonov ficou 20 minutos flutuando no vazio acima da Terra. Pela primeira vez um homem saía da nave e passeava pelo espaço. Em 20 de julho de 1969, os americanos Neil Armstrong e Edwin Aldrin deixaram a nave Apollo 11 a bordo do módulo lunar e pousaram no satélite da Terra.

Em 1972, o presidente americano Richard Nixon autorizou a construção do primeiro ônibus espacial -- mistura de avião e foguete capaz de orbitar a Terra como um foguete, pousar em uma pista de aeroporto como um avião e fazer viagens regulares ao espaço. Em setembro de 1977 ficou pronto o primeiro protótipo, o Enterprise. Usada para testes de lançamento, planagem, aproximação e aterrissagem, a nave nunca foi ao espaço.

 

A missão STS-107, a última do ônibus espacial Columbia, foi lançada ao espaço em 16 de janeiro (fotos: Nasa)

 

Surgia o ônibus espacial como é conhecido hoje: uma nave triangular que decola presa a um grande tanque de combustível cilíndrico e dois foguetes propulsores. Após cumprir sua missão no espaço, a nave desce planando e pousa como um avião. O tanque de combustível é ejetado e se desintegra na atmosfera. Os foguetes propulsores caem de pára-quedas no mar e são recolhidos para posterior reutilização. Foi construída uma frota de quatro naves que revolucionariam os vôos orbitais na década de 80: Columbia, Challenger, Discovery e Atlantis. A bordo delas, astronautas lançam e recuperam satélites, põem em órbita telescópios espaciais, disparam sondas robotizadas para explorar os planetas e fazem experimentos em condições de microgravidade.

Foi com os ônibus espaciais que ocorreram os dois mais graves acidentes da história do homem no espaço. Em 28 de janeiro de 1986, a Challenger explodiu 73 segundos após a decolagem para sua décima missão. Os sete tripulantes morreram. A investigação provou que o frio intenso da noite anterior havia danificado o anel de vedação do foguete de combustível. Uma chama escapou pela vedação defeituosa e atingiu o tanque externo de combustível, o que causou o acidente. Para substituir a Challenger, a Nasa construiu o ônibus espacial Endeavour. Em 1 o de fevereiro de 2003, ao reentrar na atmosfera para o pouso de sua 28 a missão, a Columbia se partiu em pedaços. A Nasa ainda investiga a causa da explosão.

 

Adriana Melo
Ciência Hoje on-line
11/02/03

 

 
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