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  BREVES :: GENÉTICA

Cromossomo X também permite estudar ancestralidade
09/07/2007
Os estudos genéticos de ancestralidade de populações costumam ser feitos pela análise do cromossomo Y ou do DNA mitocondrial, que são transmitidos integralmente de geração em geração, o primeiro nas linhagens paternas e o segundo nas linhagens maternas. Agora, uma equipe de geneticistas brasileiros mostra que é possível também investigar a genealogia de populações humanas com a análise de seqüências do cromossomo X que sofreram pouca ou nenhuma recombinação. O grupo de Sergio Danilo Pena, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e colunista da CH On-line , identificou uma dessas regiões no cromossomo X e analisou sua diversidade no genoma de 667 homens de diferentes continentes. Os resultados, publicados na semana passada na revista PLoS One , mostram que a maior diversidade de haplótipos dessa seqüência foi identificada na África, e a menor, nas Américas. As conclusões são coerentes com a hipótese de surgimento do homem moderno na África há 195 mil anos e com sua dispersão pelos outros continentes cerca de 60 mil anos atrás.

 

 
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