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 NOTÍCIAS :: TECNOLOGIA

O mais profundo tanque oceânico
Equipamento brasileiro simulará condições de perfuração e produção de petróleo

Um tanque oceânico para pesquisas de petróleo com capacidade de simular condições ambientes de até 2500 metros de profundidade está sendo desenvolvido pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). O tanque tem 15 metros de profundidade - a maior do mundo para pesquisas do gênero -, além de um poço adicional de 10 metros de profundidade e cinco de diâmetro.

O tanque desenvolvido pela Coppe/UFRJ deve ficar pronto no final de 2001


Por meio de ventiladores especiais, um gerador de ondas irregulares e multidirecionais e um sistema de correnteza, além de plataformas reproduzidas em escala, o tanque permitirá simular as condições de perfuração e produção de petróleo, evitando gastos e prevenindo danos ao meio ambiente. Enquanto os ventiladores e os geradores de ondas serão adquiridos no exterior, a tecnologia para geração de correnteza será desenvolvida na Coppe. O mais provável é que o tanque se pareça com um similar holandês: a água é bombeada em uma parede, captada pela oposta e reconduzida por dutos externos para ser rebombeada para dentro do tanque. "Poucos tanques no mundo têm sistema de correnteza, e apenas o holandês é eficiente", explica o engenheiro Carlos Levi, um dos responsáveis pela pesquisa.

O tanque está sendo construído em um galpão no campus da UFRJ e contará com laboratórios e escritórios para pesquisadores, que poderão complementar as atividades desenvolvidas com novas pesquisas. O tanque surgiu da parceria entre a Coppe e a Petrobras, também sediada no Rio de Janeiro. A proximidade beneficiará a empresa, que poderá realizar testes com maior freqüência e mais pessoal em uma instalação que oferece melhores possibilidades - atualmente, a Petrobras realiza seus testes em um tanque na Noruega.

Com o novo tanque, o Brasil atinge mais um marco no desenvolvimento de tecnologia de ponta em petróleo - o país já detém os recordes de perfuração (2777 metros) e produção (1877 metros) em águas profundas. A instalação permitirá o estabelecimento de novos recordes nessas áreas. Sua dimensão possibilitará a realização de testes para a produção em profundidades superiores em 623 metros à atingida hoje. A Petrobras disporá do novo tanque por pelo menos 200 dias por ano; no período restante, ele será utilizado por empresas estrangeiras.

Renata Ramalho
Ciência Hoje On-line
23/10/00

 
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