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[1] Como funciona o laser :

A palavra laser é a sigla para "amplificação da luz por emissão estimulada de radiação" (em inglês, Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation). Essa tecnologia permite obter luz focalizada de extrema intensidade. A luz é produzida em determinados comprimentos de onda de regiões do espectro eletromagnético. Os átomos são excitados e estimulados a emitir fótons, que colidem com outros átomos igualmente excitados, num processo de avalanche, formando um feixe de luz. Esse feixe é refletido por dois espelhos colocados nas extremidades de um tubo no qual são retidos fótons de trajetórias paralelas. Só são refletidas as ondas que têm o mesmo comprimento de onda; as outras escapam para fora do tubo. Um dos espelhos é parcialmente transparente para deixar passar o feixe da luz chamada coerente.

 
 NOTÍCIAS :: ODONTOLOGIA

O fim do sofrimento no dentista
Tecnologia de laser da Nasa pode substituir o bisturi e a broca

Um único aparelho de laser poderá substituir no futuro a broca e o bisturi do dentista, poupando o sofrimento dos pacientes. O tratamento torna-se virtualmente indolor e dispensa anestesia na maioria dos casos. A novidade da tecnologia, idealizada na Agência Espacial Norte-americana (Nasa), consiste em conciliar em um mesmo sistema a emissão de laser[1] para o tratamento de tecidos moles e duros. Isso reduz consideravelmente os custos e a complexidade do processo.

Um único sistema de laser permite tratar tecidos duros e moles


Atualmente, os dentistas usam aparelhos diferenciados para cada tipo de tratamento. Raios com um determinado comprimento de onda permitem tratar tecidos duros, como dentes, para prepará-los para a obturação de cáries; um outro comprimento de onda cuida dos tecidos moles, como a gengiva, além de ser usado em cirurgias da boca. Juntos, os dois sistemas já existentes custam mais de 60 mil dólares. O novo aparelho deve custar menos de 30 mil.

O sistema integrado, desenvolvido no Centro de Pesquisa Langley da Nasa, permite variar a quantidade de energia fornecida ao sistema, selecionando assim o comprimento de onda desejado. O instrumento resultante tem cerca de metade do tamanho de dois lasers distintos, é fácil de usar e não requer sintonização como os sistemas atuais.

A nova tecnologia surgiu do desenvolvimento pela Nasa de lasers de alta potência para sensoreamento remoto da atmosfera. Essas pesquisas levaram à descoberta de que é possível produzir seletivamente dois ou mais comprimentos de onda a partir de uma única fonte de laser.

Segundo o dentista Craig Gimbel, um dos maiores especialistas no uso de laser para tecidos duros na odontologia, dentes obturados com a nova técnica podem ficar mais fortes, porque o laser remove menor quantidade de dente sadio. Usado em cirurgias, ele pode também minimizar o sangramento secando o corte. "Quando não tenho que usar o motorzinho ou o bisturi e nem dar anestesia, sinto-me melhor, e naturalmente, o meu paciente também."

A empresa americana Lantis Laser Inc. está trabalhando com a Nasa para refinar a tecnologia e explorar seu potencial no tratamento dentário. A empresa aguarda a aprovação do aparelho por autoridades americanas para começar a vendê-lo, e espera que isso aconteça no final de 2001.

Micheline Nussenzveig
Ciência Hoje On-line
adaptado de Nasa News,
31/05/2000

 
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