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Olha a cobra! Guia ilustrado reúne informações sobre mais de 100 espécies de serpentes do Pantanal
Você se interessa pelo Pantanal? Estuda serpentes? Simplesmente gosta de cobras? Ou tem medo delas? Se a resposta a qualquer uma dessas perguntas for afirmativa, vale a pena conferir o guia ilustrado Serpentes do Pantanal, leitura útil e agradável para um público tão diversificado quanto as espécies existentes na planície mato-grossense.
O guia é proveitoso tanto para leigos, que conhecerão melhor os hábitos das serpentes, quanto para especialistas, que podem usá-lo como fonte de referência de acesso rápido. Cada página do livro é preenchida quase que inteiramente por uma foto nítida de uma serpente. Ao lado da foto, apenas ícones com desenhos bem-humorados que representam as características da espécie, como tipo de hábitat, defesa, alimento, dentição, reprodução e tamanho. Os únicos textos presentes nessas páginas são os nomes da espécie (vulgar e científico) e a família a que pertence. Os animais estão agrupados em seções de acordo com sua coloração predominante: verde, uniforme, lineado, vermelho (ou coral) e variegado.
Além das páginas principais, essencialmente visuais, Serpentes do Pantanal conta com uma introdução bastante esclarecedora. Esse texto traz informações sobre os ambientes do Pantanal ‐ considerado uma das regiões alagáveis mais importantes do mundo ‐ e explicações sobre as características às quais se referem os ícones que definem as serpentes descritas nas páginas posteriores.
Serpentes do Pantanal foi organizado por Otavio Marques, André Eterovic e Ivan Sazima, pesquisadores ligados ao Instituto Butantan, à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e por Christine Strüssman, que trabalha em uma empresa de conservação e tecnologia ambiental em Cuiabá (MT).
O guia traz novidades para quem não entende do assunto sem deixar de cativar aqueles que já têm intimidade com a área de estudo. Essa fórmula de sucesso já havia sido usada em 2001 no guia Serpentes da Mata Atlântica, escrito pelos mesmos autores (exceto Christine Strüssman).
Serpentes do Pantanal também ajuda a desfazer o mito de que todas as cobras são uma ameaça e indica como proceder em casos de acidentes com ofídios. Na verdade, entre as mais de 100 espécies de serpentes do Pantanal mostradas no guia, apenas seis apresentam risco de envenenamento grave. Os autores ressaltam a importância das serpentes para o equilíbrio do ecossistema (como predadores ou presas de outros animais) e de seu veneno para a elaboração de medicamentos.
A biodiversidade do Pantanal já vem sendo seriamente ameaçada pelo impacto causado por atividades como a agropecuária, a poluição dos rios e a caça predatória. Mais do que nunca, é fundamental conhecer as espécies ali presentes antes de dizimá-las.
Lia Brum Ciên cia Hoje On-line 26/04/05
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Serpentes do Pantanal ‐ guia ilustrado André Eterovic, Otavio A. V. Marques, Ivan Sazima e Christine Strüssmann Ribeirão Preto, 2005, Holos Editora Fone: (16) 639-9609 179 páginas ‐ R$ 40,00 | |
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Confira fotos de algumas das serpentes apresentadas no guia. Clique nas fotos para ampliá-las. |
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A cobra-verde (Liophis typhlus) é raramente avistada. Para se defender, achata o corpo e expele fezes e outras substâncias pela cloaca (foto: Christine Strüssmann). |
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A Typhlops brongersmianus ‐ ou cobra-cega ‐ tem hábitos noturnos e se alimenta de lacraias, aranhas e insetos. Defende-se de ameaças cutucando-as com a ponta de sua cauda (foto: Ivan Sazima). |
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A cobra-cabelo (Psomophis genimaculatus) tem hábitos diurnos e vive sobre a terra e a vegetação. Alimenta-se de sapos e lagartos (foto: Ivan Sazima). |
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O veneno que a coral-verdadeira (Micrurus frontalis) injeta pelos sulcos de seus dentes da frente é gravemente nocivo ao homem. Ela é raramente avistada, pois vive sob a terra (foto: Christine Strüssmann). |
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A bicuda (Oxybelis aeneus) é uma cobra de hábitos diurnos e cauda longa. Injeta veneno por seus dentes posteriores e escancara a boca para se defender (foto: Ricardo A. K. Ribeiro). | |