Segundo o pesquisador, o estudo de relâmpagos e sua geração artificial são desafios do ponto de vista científico e tecnológico. "Até hoje, nenhum centro espacial do mundo conseguiu gerar um relâmpago positivo", exemplifica. "Além disso, os raios artificiais, com carga elétrica de aproximadamente 20 mil ampères, são duas vezes mais fracos que os naturais."
O projeto Geração de Raios Artificiais começou em 1999 e teve sua primeira campanha no verão de 2001, com 18 lançamentos bem-sucedidos e cinco raios formados. A expectativa é que o número aumente em 2002. "A idéia é melhorar a eficiência, pois resultados baseados em grande quantidade de eventos têm mais credibilidade", diz Osmar Pinto. Os estudos sobre raios devem contribuir para a melhor compreensão do fenômeno, além de aprimorar sistemas de proteção contra ele.
Sarita Coelho
Ciência Hoje on-line
13/12/01