Para quem pensa que o futebol não é tão perigoso como outros esportes, vale dizer que choques na cabeça respondem por 2 a 3% de todas as contusões -- como no futebol americano, em que o uso do capacete é obrigatório.
Mas será que as regras do futebol, que permitem as cabeçadas e não obrigam o uso de capacetes, precisam ser revistas? "Acho difícil elas serem modificadas ou os jogadores usarem o capacete sem se atrapalharem, mas não há dúvidas de que ele poderia ser uma boa proteção", diz Drummond.
Em todo caso, não há consenso entre os pesquisadores quanto ao risco real das cabeçadas para o cérebro. O próprio artigo de McCrory discute casos recentes mas não traz evidências conclusivas sobre a questão.
Enquanto isso, entra em campo o folclore, tão comum no futebol quanto as próprias cabeçadas. Como seria uma partida sem elas? Ou um time de capacetes? Ainda que pareça irreal, fica o recado para que jogadores e atletas de fim-de-semana pensem bem no assunto.
Antes e depois de uma partida.