Foram considerados mais 'perigosos' os automóveis marrons, pretos e verdes. Segundo os cálculos dos pesquisadores, veículos com essas cores têm cerca de duas vezes mais risco de se envolver em acidente do que os carros brancos; já entre os prateados, o risco era mais de 50% menor. Furness disse à CH On-line que não é possível afirmar a razão da discrepância -- "mas é provável que ela esteja relacionada com a visibilidade do veículo".
"Não consideramos diferenças de claridade dentro de cada grupo de cor. Carros verde-claro e verde-escuro foram incluídos no grupo dos verdes, assim como houve diferentes tonalidades no grupo 'marrom'. Mesmo assim, é razoável admitir que a visibilidade do automóvel interfira na propensão a acidentes", pondera.
A pesquisadora se arrisca até a defender o aumento da frota dos automóveis prateados como forma de se prevenir acidentes -- mas recomenda prudência na interpretação dos resultados. "Este é o primeiro estudo de caso controlado no mundo que investigou a associação entre a cor dos automóveis e os danos causados por batidas. Enquanto estudos semelhantes não forem feitos em outras áreas, devemos tratar os dados com cautela."
Julio Lobato
Ciência Hoje On-line
10/02/04