Durante o século 19, registrou-se a criação de institutos científicos presentes até hoje na história do Brasil, como as escolas médico-cirúrgicas da Bahia e do Rio de Janeiro, que em 1832 se transformaram em faculdades de medicina, ou a Academia Real Militar (1810), que daria origem à Escola Central em 1858 e à Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1874. Já no século 20, aumentou o número de escolas profissionais e de centros de pesquisa no país -- como o Instituto Butantan, em São Paulo, criado em 1901. O surgimento dessas instituições não se limitou ao centro-sul do país, como atesta a criação, em 1866, do Museu Paraense Emílio Goeldi em Belém.
Espaços da ciência no Brasil cumpre com êxito a proposta de retraçar a história das instituições científicas brasileiras. Para alguns historiadores, a preservação da memória coletiva é um dos pilares para a construção da identidade de um povo. Na medida em que ajuda a construir a identidade científica do Brasil, o livro certamente não decepcionará o leitor que quiser voltar no tempo e reviver a história de nossa ciência -- seja ele um pesquisador ou simplesmente um aficionado pelo tema.