tentou sabotar o projeto atômico alemão.
O texto de Bohr é resposta a uma carta enviada por Heisenberg ao jornalista Robert Jungk. Heisenberg afirma que foi a Copenhague para traçar com Bohr um plano que evitasse o desenvolvimento de armas atômicas por aliados e alemães na guerra (a mesma versão está na autobiografia de Heisenberg, A parte e o todo, publicada no Brasil pela editora Contraponto). Indignado com o que é dito por Heisenberg, Bohr escreve a carta, em que afirma que Heisenberg expressou em Copenhague "sua convicção definitiva de que a Alemanha ganharia", e disse que "tudo estava sendo feito na Alemanha para desenvolver armas atômicas, e (...) que você (Heisenberg) passara os dois últimos anos trabalhando mais ou menos exclusivamente nessas preparações."
Deve-se ter cuidado, no entanto, ao tratar a carta como uma pá de cal no suspense que envolve o que foi dito no encontro. Apesar de ser um documento importante, a carta é mais uma versão, que pode ser verdadeira ou não (e o fato de não ter sido enviada é significativo, pois Heisenberg não pôde replicar).
Além de trazer novos elementos à discussão sobre o que aconteceu em Copenhague, a liberação de documentos do arquivo de Niels Bohr pode ter grande importância para a ciência brasileira. Há relatos de que nos arquivos de Bohr existiria um documento intitulado Por que