"O reflexo disso foi uma produção científica centralizada basicamente no período pós-colonial, quando os arquivos já se encontravam reunidos", diz Esther. "Com o Projeto Resgate, já detectamos um aumento de cerca de 30% na quantidade de teses e monografias sobre o Brasil colônia."
Também pudera: o material tem acesso gratuito e está reunido na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Os arquivos públicos de cada estado têm cópias dos microfilmes referentes à documentação daquela região. Assim, basta ao interessado ir ao arquivo mais próximo e tirar cópia do microfilme que desejar.
Outra saída é procurar os kits com a documentação digitalizada em CD-Roms, que estão disponíveis nos arquivos estaduais, nos institutos históricos e em universidades. Índices impressos elaborados por cada instituição também servem de guia de pesquisa.
Agora, a equipe de Esther quer reunir os documentos relativos ao Império e ao início da República, em um projeto batizado de 'Documenta', que prevê a disponibilização do material microfilmado na internet. Um caminho ainda longo, porém fundamental para juntar definitivamente os fragmentos de memória de um país jovem, mas com muita história para contar.