"Comparados aos da região andina, situada exatamente na fronteira entre a Placa de Nazca e a Placa Sul-Americana, os abalos sísmicos brasileiros são menos freqüentes e intensos", explica Saadi. Eles não devem, no entanto, ser desprezados. Há registros no Brasil de terremotos com magnitude acima de 5 graus. Em 1986 a cidade de João Câmara (RN) foi palco de vários tremores que chegaram a destruir e danificar cerca de 4000 casas.
"A diferença entre os abalos depende dos contextos locais, continentais e global", explica Saadi. Os sismólogos de todo o mundo precisam, portanto, manter intercâmbio constante. O mapa de Saadi integra o Programa Internacional da Litosfera, projeto de pesquisa mundial com o objetivo de levantar as estruturas tectônicas em atividade no planeta e prever catástrofes. O máximo que pode ser feito, no entanto, é indicar os possíveis locais sujeitos a abalos. "É impossível determinar com precisão quando e com que intensidade os terremotos podem ocorrer", explica Saadi.
Denis Weisz Kuck
Ciência Hoje on-line
06/11/02