concluído em dezembro de 1999 pela equipe do britânico I. Dunham. Os resultados acrescentam 219 novas seqüências aos 545 genes previamente identificados. Das 219, 48 nunca haviam sido descritas antes.
A descoberta das novas seqüências pode ser creditada ao método de seqüenciamento genético desenvolvido por Emmanuel Dias-Neto sob a orientação do britânico Andrew Simpson, ambos pesquisadores do Instituto Ludwig e co-autores do estudo. A técnica, batizada Orestes (sigla para Open reading frames EST sequences), descreve a informação contida na porção central das moléculas de RNA mensageiro, ao passo que as técnicas tradicionalmente usadas partem de suas extremidades. O método Orestes permite ainda a identificação de genes raros, dificilmente localizáveis pelos meios convencionais.
Segundo Anamaria Aranha Camargo, geneticista do Instituto Ludwig e co-autora do artigo, "o estudo mostra que Orestes é uma ferramenta realmente poderosa para a identificação de seqüências transcritas do genoma humano". A pesquisadora acredita que, se fosse refeita hoje, a releitura do cromossomo 22 encontraria ainda mais seqüências transcritas 'inéditas'. Na época em que o estudo foi feito, o Programa Genoma Humano do Câncer havia identificado 250 mil fragmentos de genes expressos. Hoje, o número já chega a quase 900 mil.
Segundo Anamaria, os pesquisadores envolvidos no projeto pretendem reler todo o