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Descoberto maior fóssil de barata conhecido 
Inseto de 9 centímetros viveu há 300 milhões de anos, muito antes dos dinossauros

O maior e mais completo fóssil de uma barata já conhecido foi encontrado em uma mina de carvão no estado de Ohio (EUA). O fóssil pertence à espécie Arthropleura pustulatus, que viveu durante o período Carbonífero, há 300 milhões de anos -- cerca de 55 milhões de anos antes dos primeiros dinossauros. A descoberta foi apresentada por Cary Easterday, mestrando em ciências geológicas pela Universidade Estadual de Ohio, em 7 de novembro, durante o encontro anual da Sociedade Geológica dos EUA, em Boston.

Cary Easterday examina o fóssil da Arthropleura pustulatus (fotos: Jo McCulty / Ohio State University) Clique na imagem para ampliá-la

O fóssil impressionou os cientistas pela quantidade de detalhes preservados. É possível identificar, por exemplo, partes da boca, patas e antenas, nervuras e finas saliências que cobriam a superfície das asas da barata, que media 9 centímetros. A semelhança do fóssil com insetos que vivem atualmente nos trópicos é grande. Apesar de ele ser duas vezes maior que a maioria das baratas norte-americanas, algumas espécies modernas dos trópicos são conhecidas por medir 10 centímetros ou mais.

Barata atual de quase 4 centímetros comparada com o fóssil duas vezes maior encontrado nos EUA. Clique na imagem para ampliá-la


O inseto foi encontrado em 1999 entre centenas de outros fósseis de plantas e animais no sítio 7-11 Mine, descoberto em 1979. Easterday esclarece que os cientistas esperam sempre encontrar fósseis com conchas ou ossos, porque eles possuem minerais que aumentam as chances de preservação. "Mas algo incomum em relação à química desse sítio ocorreu que permitiu preservar também outros animais."


Até agora os cientistas têm somente respostas incompletas sobre o que possibilitou a preservação de tantos detalhes. Eles esperam que o achado os ajude a entender a diversidade das formas de vida ancestrais e a evolução do clima na Terra ao longo da história.

O fóssil de 300 milhões de anos permite identificar detalhes como nervuras nas asas da barata (em azul e amarelo) e restos das patas e antenas sob o corpo (em vermelho) Clique na imagem para ampliá-la

Caroline Vilas Bôas
Ciência Hoje on-line
08/11/01

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