Aos olhos de leigos, certas fotos de satélite podem parecer um emaranhado inexplicável de cores e formas. Assim como muitas imagens de microscópio, elas mais parecem pinturas abstratas. Essa semelhança é o fio condutor de uma exposição realizada para comemorar os 30 anos de lançamento do primeiro satélite do programa Landsat, da agência espacial norte-americana (Nasa). Promovida pela Nasa em conjunto com a agência norte-americana de pesquisa geológica (USGS), a exposição Landsat: Terra como arte é composta de 41 imagens captadas por satélite exibidas desde 23 de julho na biblioteca do congresso americano em Washington.
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Deserto do Saara, na África. A imagem mostra um afloramento de rochas característico da região, que fica próximo ao oásis de Terkezi, no Chade (imagens: Landsat / Nasa / USGS) | | |
O programa Landsat permitiu à Nasa acumular um arquivo de 30 anos ininterruptos de imagens da superfície terrestre. Atualmente, estão em órbita os satélites Landsat 5 e 7, que fornecem dados para pesquisadores de todo o planeta. Para a exposição, as imagens foram selecionadas segundo critérios estéticos.
As 'obras de arte' em exibição têm finalidades variadas para os cientistas. Elas permitem monitorar processos naturais como o crescimento da vegetação do planeta, o reabastecimento de reservatórios naturais de água ou a erosão de costas e margens de rios. Os impactos da ação humana sobre a Terra, com a agricultura, a urbanização e o desmatamento também podem ser medidos graças aos satélites.
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