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 NOTÍCIAS :: GALERIA

Imagens de satélite transformadas em arte
Exposição promovida pela Nasa comemora 30 anos de lançamento do Landsat

Aos olhos de leigos, certas fotos de satélite podem parecer um emaranhado inexplicável de cores e formas. Assim como muitas imagens de microscópio, elas mais parecem pinturas abstratas. Essa semelhança é o fio condutor de uma exposição realizada para comemorar os 30 anos de lançamento do primeiro satélite do programa Landsat, da agência espacial norte-americana (Nasa). Promovida pela Nasa em conjunto com a agência norte-americana de pesquisa geológica (USGS), a exposição Landsat: Terra como arte é composta de 41 imagens captadas por satélite exibidas desde 23 de julho na biblioteca do congresso americano em Washington.

Deserto do Saara, na África. A imagem mostra um afloramento de rochas característico da região, que fica próximo ao oásis de Terkezi, no Chade (imagens: Landsat / Nasa / USGS)

O programa Landsat permitiu à Nasa acumular um arquivo de 30 anos ininterruptos de imagens da superfície terrestre. Atualmente, estão em órbita os satélites Landsat 5 e 7, que fornecem dados para pesquisadores de todo o planeta. Para a exposição, as imagens foram selecionadas segundo critérios estéticos.

As 'obras de arte' em exibição têm finalidades variadas para os cientistas. Elas permitem monitorar processos naturais como o crescimento da vegetação do planeta, o reabastecimento de reservatórios naturais de água ou a erosão de costas e margens de rios. Os impactos da ação humana sobre a Terra, com a agricultura, a urbanização e o desmatamento também podem ser medidos graças aos satélites.

Clique nas imagens abaixo para conferir uma seleção das fotos em exposição, ou confira a íntegra da mostra no site do evento.

Nuvens no Alasca
As formações de nuvens acima foram observadas sobre a parte ocidental das Ilhas Aleutas, a oeste do Alasca. A variação de cores decorre provavelmente de diferenças de temperatura e tamanho das gotas de água que as formam.

Geleiras na Groenlândia
Ao longo da costa ocidental da Groelândia, uma pequena área de geleiras circunda a baía de Baffin.

Delta do rio Paraná
O delta do rio Paraná é uma enorme área de floresta e pântano ao nordeste de Buenos Aires, na Argentina. A área é um ponto turístico popular. Na imagem é possível ver o intenso contraste entre a densa floresta, o pântano e o azul da água.

Fiordes na Islândia
A paisagem do noroeste da Islândia é marcada pela ocorrência de fiordes -- golfos estreitos e profundos cercados por montanhas altas. As penínsulas da região representam menos de um oitavo da área do país, mas seu perímetro corresponde a mais da metade da costa islandesa.

Vulcões no Chile
Na fronteira do Chile com a Argentina, há um vasto terreno com vulcões inativos. No passado, esses vulcões depositaram uma camada de magma com 3,5 quilômetros de espessura. A variação de cores na imagem pode indicar a idade e o tipo de mineral das lavas originais.

Deserto na Namíbia
A imagem acima, batizada de "O otimista", mostra o deserto de Kalahari, na Namíbia (África). Nessa área, dunas estão progressivamente se aproximando de terras antigamente férteis ao norte. O ponto vermelho no centro da figura representa uma área de vegetação saudável, resultante de um sistema de irrigação -- sinal de que pelo menos um fazendeiro otimista continua a trabalhar o campo apesar da proximidade da areia.


Marina Ramalho

Ciência Hoje on-line
26/07/02 

 

 
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