Fera assassina, terror dos mares e outras assustadoras classificações compõem o imaginário popular sobre os tubarões. No entanto, nem sempre eles são merecedores de sua fama de terrível. Atenuar esse estigma é um dos objetivos do quinto livro do biólogo marinho Marcelo Szpilman, que procura esclarecer o que é verdade e o que é mito no que se diz sobre esses peixes.
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| Detalhe da capa de Tubarões no Brasil: tubarão-azul (Prionace glauca) fotografado por Guy Marcovaldi, coordenador do Projeto Tamar |
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O recém-lançado Tubarões no Brasil - guia prático de identificação reúne as informações necessárias para o reconhecimento das espécies presentes em nosso litoral. Relatos de casos reais, características evolutivas e anatômicas, listagem completa com nome vulgar e científico, princípios para prevenção e tratamento de ataques, além de dados estatísticos atuais, compõem essa publicação capaz de saciar até os mais curiosos.
Das 88 espécies de nossa costa, o livro traça o perfil detalhado de 30, com direito a informações sobre coloração, medidas, ocorrência, hábitat, reprodução, status de ameaça de extinção, hábitos, formas de captura e comportamentos de ataque.
Embora contenha inevitáveis termos técnicos, a linguagem é amplamente acessível e as 50 fotografias e 69 ilustrações proporcionam uma leitura descontraída e prazerosa. A organização dos dados possibilita uma busca ágil e dinâmica por informações pontuais e justifica o uso do material como guia prático.
A iniciativa de publicar um livro sobre tubarões surgiu como ampliação de pesquisas anteriores feitas para o Instituto Ecológico Aqualung, que atua na preservação e educação ambiental. Segundo Szpilman, que dirige o instituto, por mais ameaçadores que os tubarões possam parecer, seus ataques não são intencionais: "Apenas 10% das investidas têm fins de alimentação", conta. "Erros de identificação e autodefesa contra invasores ocorrem com mais freqüência."
Excepcionais nadadores, os tubarões são tão bem adaptados ao ambiente em que vivem que quase não evoluíram nos últimos 150 milhões de anos. Poucos são os animais que, como eles, contam com órgãos sensitivos tão apurados. Altamente adaptáveis, ocupam diversos nichos ecológicos, dos mares tropicais aos gelados oceanos Ártico e Antártico.
Para conhecer melhor algumas das espécies descritas no livro, clique nas imagens abaixo.