, que também foi crítico de arte, se destacou por seus estudos de astrofísica, termodinâmica e mecânica quântica. O físico acreditava que a ciência não é construída apenas com lógica e racionalidade. Nas aulas que compõem o livro Pensando a física, ele mostra como o uso da intuição permite que os cientistas desenvolvam teorias que só serão efetivamente compreendidas décadas mais tarde.
Um exemplo disso é o caso do elétron. Embora essa partícula subatômica com carga negativa só tenha sido descoberta no final do século 19, Isaac Newton, ainda no século 17, já afirmava que as forças dentro dos átomos deviam ter uma natureza elétrica. Newton -- um homem muito religioso -- também teve idéias que, de certa forma, foram precursoras da teoria de campo. Ele acreditava que ação de Jeová garantia a atração entre os planetas, ou seja, Jeová funcionaria como um campo de força.
Assim, Pensando a física nos faz perceber como o trabalho dos cientistas é influenciado por estudos e teorias desenvolvidos anteriormente. Além disso, as aulas de Mario Schenberg falam sobre a importância dos pontos de contato entre as diversas ciências. O professor conta episódios da história em que a união da física com a matemática, a psicologia, a química, a biologia e a cultura oriental permitiu incríveis descobertas. Por isso, Pensando a física pode ser considerado um verdadeiro passeio por importantes episódios da história da ciência.