Cerca de 250 mil pingüins-de-adélia correm risco de morrer na Antártida este ano, alertam pesquisadores da Fundação Nacional de Ciências dos EUA. O motivo é o inédito acúmulo de gelo na água -- dois icebergs gigantescos formaram uma barreira virtualmente intransponível entre o continente e o mar, onde as aves se alimentam. Além dos pingüins-de-adélia, uma pequena colônia de aproximadamente 1200 pingüins-imperadores também foi afetada pela movimentação dos blocos de gelo.
O tamanho dos icebergs é impressionante: o B-15A tem 37 quilômetros de largura e 87 de comprimento; o C-16 tem 15,5 por 55. Eles se soltaram em março de 2000, e após migrarem em direção oeste até a estação americana McMurdo, na Antártida, criaram uma barreira que alterou as correntes de vento da região.