O que têm em comum Charles Darwin, Niels Bohr e Carlos Chagas? Os três trouxeram contribuições significativas para a ciência, dirá o leitor. De fato, o britânico Charles Darwin (1809-1882) formulou uma das mais fundamentais teorias da biologia: a da seleção natural, na qual concluiu que os seres vivos lutam pela sobrevivência e o 'vencedor' é a espécie melhor adaptada ao ambiente.

O dinamarquês Niels Bohr (1885-1962), por sua vez, ao deduzir que o elétron só pode se mover em torno do núcleo do átomo em certas órbitas fixas, como as camadas de uma cebola, formulou um modelo de átomo que mudou os rumos da física de sua época. Já o brasileiro Carlos Chagas (1879-1934) foi o primeiro e único até hoje a identificar todo o ciclo de uma doença -- descobriu o vetor, agente causal, reservatório doméstico e a manifestação em humanos da moléstia que hoje leva seu nome.
Além de terem feito descobertas importantes, esses e outros cientistas têm em comum o fato de serem os protagonistas de uma série de livros de divulgação científica recém-lançada no Brasil. Trata-se da coleção Imortais da ciência, coordenada pelo físico Marcelo Gleiser, da Darmouth College (EUA), na qual divulgadores renomados apresentam as descobertas de cientistas brasileiros e estrangeiros e retratam o contexto histórico de sua trajetória.
Os primeiros livros da coleção, lançados em novembro, incluem Darwin, Bohr, Arquimedes e Antoine Lavoisier, além de dois volumes conjuntos que contemplam Oswaldo Cruz & Carlos Chagas e Platão & Aristóteles. Até março de 2003, a vida e obra de Johannes Kepler, Edwin Hubble, James Watson & Francis Crick serão desvendadas em novos lançamentos da coleção.