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 NOTÍCIAS :: ASTRONOMIA E EXPLORAÇÃO ESPACIAL

Colisão de galáxias simulada
Animação projeta com alta resolução encontro da Via Láctea com Andrômeda

A colisão da Via Láctea com a galáxia de Andrômeda, prevista para acontecer dentro de 3 bilhões de anos, foi simulada em uma animação de alta resolução. Pesquisadores da Universidade de Toronto (Canadá) usaram um supercomputador para produzir o modelo, 50 vezes mais preciso que as animações feitas anteriormente.

Via Láctea e Andrômeda colidirão dentro de 3 bilhões de anos

As duas galáxias, separadas por uma distância de 2,2 milhões de anos-luz, estão se aproximando a uma velocidade aproximada de 500.000 km/h (número que deve aumentar à medida que elas estiverem mais próximas). Sabe-se desde 1959 que essas galáxias estão em órbita uma da outra, o que permitiu prever que elas colidiriam. Colisões de galáxias não são incomuns, e ajudam a entender a estrutura em larga escala do universo.

Para simular a colisão da Via Láctea com Andrômeda, os cientistas representaram cada galáxia com quarenta milhões de estrelas e um halo de dez milhões de partículas de matéria escura para cada uma. A Via Láctea tem aproximadamente 400 bilhões de estrelas. Uma simulação como essa envolve inúmeras variáveis, e pequenos erros de cálculo podem levar a um resultado impreciso.

Versão reduzida da simulação

Os cálculos para a simulação foram feitos com um computador chamado Blue Horizon, com 256 processadores simultâneos, e levaram oitenta horas. "Se usássemos uma workstation simples, demoraríamos cerca de três anos para chegar ao mesmo resultado", explicou à CH on-line o astrofísico John Dubinski, que coordenou o projeto. Ele pretende agora estudar com novas simulações a dinâmica de interações de grandes grupos de galáxias.

Na época em que a colisão das duas galáxias está prevista para ocorrer, o Sol ainda deve estar brilhando - sua expectativa de vida é de mais cinco bilhões de anos. A paisagem do céu visto da Terra deve ser tomada progressivamente pelo arco de estrelas de Andrômeda. Quando ela se juntar de fato com a Via Láctea, Dubinski prevê duas possibilidades para o Sol e a Terra: eles podem ser ejetados para o espaço intergaláctico, ou arremessados para o centro do par de galáxias.

Pedro Lent
Ciência Hoje/RJ

 

 

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