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 NOTÍCIAS :: ASTRONOMIA E EXPLORAÇÃO ESPACIAL

Novo valor para a constante de Hubble
Taxa de expansão do universo ajuda a calcular idade do cosmo

A combinação de dados de 30 galáxias obtidos pelo Hubble e por telescópios terrestres permitiram a determinação de um novo valor para a taxa de expansão do universo, chamada constante de Hubble: 74 +- 7 quilômetros por segundo por megaparsec (unidade de distância equivalente a 1 milhão de parsecs ou 3.260.000 anos-luz). O anúncio do novo valor foi feito por Wendy Freedman, dos Observatórios Carnegie (Estados Unidos), durante o encontro da União Astronômica Internacional, realizado no início de agosto em Manchester, Inglaterra.

Dados obtidos pelo telescópio Hubble (acima) ajudaram a determinar novo valor para a constante de mesmo nome

A constante de Hubble é dada pela relação entre a velocidade com que as galáxias se afastam no universo em expansão e a distância entre elas. Em 1974, o astrônomo norte-americano Allan Rex Sandage havia determinado um valor para a constante: 56,9 +- 3,4 km/s/megaparsec. "Em geral, os astrônomos usam em seus cálculos valores entre 50 e 100 km/s/megaparsec, embora prefiram os mais próximos de 50", afirma o astrônomo Walter Maciel, da Universidade de São Paulo (USP). "O novo valor se enquadra nesse intervalo."

Conhecendo-se a velocidade de expansão do universo e as distâncias das galáxias, pode-se determinar o instante em que todas elas se encontravam reunidas em um ponto do espaço e obter o intervalo de tempo que nos separa do momento em que começou a expansão, ou seja, a idade do universo.

No início do século, o astrônomo norte-americano Edwin Hubble (1899-1953) (foto) descobriu que o universo se expandia a partir da observação das cefeidas. Essas estrelas são indicadores que permitem determinar as distâncias dos corpos celestes muito afastados. Elas apresentam brilho variável e se expandem e se contraem periodicamente. Seu estudo permite determinar as distâncias das estrelas e das galáxias mais afastadas. O telescópio Hubble diminuiu a limitação dos astrônomos, que podiam apenas distinguir cefeidas nas galáxias mais próximas. Com ele, foi possível detectar e medir cefeidas muito mais distantes, em galáxias de mais de 100 milhões de anos-luz de distância - dados que ajudaram a determinar um novo valor para a taxa de expansão do universo.

Mara Figueira
Ciência Hoje/RJ
30/08/00

 

 

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