O Programa Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres foi firmado em julho de 1988 e envolve o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast) e outras agências. A parceria entre os dois países permitiu a entrada do Brasil no seleto grupo dos detentores da tecnologia de sensoriamento remoto.
Inicialmente, o programa estipulava que a montagem, integração e os testes dos satélites seriam realizados na China, o que chegou acontecer com o CBERS-1. Novos acordos permitiram que as etapas de integração e testes do CBERS-2 fossem realizadas no Inpe, em São José dos Campos (SP).
"O CBERS-2 será uma ferramenta imprescindível para realizar tarefas essenciais ao desenvolvimento do Brasil, país com dimensões continentais, grandes áreas pouco desenvolvidas e de difícil acesso" afirma Jânio Kono, coordenador do Programa Sino-Brasileiro em artigo no site do Inpe. "Conhecer, acompanhar mudanças e cuidar do extenso território, e utilizar de forma eficiente e sustentada os recursos naturais do país são tarefas grandemente facilitadas pelo CBERS."
O sucesso da parceria fez com que o programa, inicialmente elaborado para a realização de apenas dois satélites, ampliasse seus objetivos e firmasse acordo para a construção do CBERS-3 e 4. O Brasil, anteriormente responsável por 30% dos investimentos, passará nessa etapa a contribuir com 50% e dividirá com a China o ônus do projeto.
Fábia Andérez
Ciência Hoje On-line
21/10/03