GALERIA :: ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE

Novas reservas de mata atlântica em MG
Área de cerca de 9 mil hectares servirá de abrigo para espécies ameaçadas de extinção   

Visão aérea do Parque Estadual do Alto Cariri, em Minas Gerais. Em todo o Brasil, as áreas de conservação de mata atlântica abrangem cerca de 2,5 milhões de hectares, menos de 2% da extensão original da floresta (foto: Fabiano R. de Melo).


Duas novas unidades de conservação de mata atlântica foram criadas na última semana em Minas Gerais, próximas à divisa com a Bahia. O Parque Estadual do Alto Cariri, situado nos municípios de Santa Maria do Salto e Salto da Divisa, abrange 6,1 mil hectares de floresta e o Refúgio Mata dos Muriquis, também em Santa Maria do Salto, se estende por 2,7 mil hectares.

As unidades foram criadas para proteger a biodiversidade da mata atlântica, o mais devastado dos biomas brasileiros. Hoje, as unidades de conservação abrangem menos de 2% da extensão desse bioma, o equivalente a 2,5 milhões de hectares.

A mata atlântica é um dos biomas com maior número de espécies endêmicas, como o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), considerado o maior primata das Américas. Devido à destruição de seu hábitat e à caça ilegal, o animal apresenta alto risco de extinção. Outra espécie nativa da mata atlântica, a jararaca-pingo-de-ouro (Bothrops bilineatus), foi encontrada pela primeira vez em Minas Gerais no recém-criado Parque Estadual do Alto Cariri.

A jararaca-pingo-de-ouro (Bothrops bilineatus), espécie nativa da mata atlântica, foi encontrada pela primeira vez em Minas Gerais no recém-criado Parque Estadual do Alto Cariri (foto: Renato N. Feio/ FGV).


Segundo Luis Paulo Pinto, diretor do Programa Mata Atlântica da ong Conservação Internacional, o alto grau de fragmentação da floresta faz com que sejam necessárias ações complementares à criação de áreas de proteção. “É preciso tomar medidas para que populações não fiquem isoladas, como a criação de corredores de biodiversidade.” 


Igor Waltz
Ciência Hoje On-line
26/02/2008