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Amazônia: cartografia da informação


Instituto Ciência Hoje sela parceria com InfoAmazônia – plataforma de mapeamento de dados sobre a maior floresta equatorial do planeta.

Amazônia: cartografia da informação

Tendência no jornalismo digital, a visualização de dados e mapas é um dos atrativos do InfoAmazônia, novo parceiro do Instituto Ciência Hoje. (imagem: InfoAmazônia)

Esqueça aquelas ferramentas fajutas para visualização on-line de mapas. Se você quer informações confiáveis e atuais sobre a região amazônica, a melhor pedida é o InfoAmazônia – uma interessante plataforma de mapeamento de dados sobre a maior floresta equatorial do planeta.

O InfoAmazônia é mais que apenas um mapa on-line. São vários mapeamentos sobrepostos em camadas temáticas – em uma cartografia assaz refinada, o sistema oferece ao internauta uma experiência de navegação tão enriquecedora quanto aprazível.

A partir de agora, o conteúdo jornalístico do ICH sobre temáticas amazônicas será georreferenciado e estará disponível no sistema de visualização de mapas do InfoAmazônia

Desmatamento, mineração, empreendimentos hidrelétricos, terras indígenas e diversas outras tensões sociais e ambientais. Dados sobre os infindáveis temas concernentes à Amazônia – e textos jornalísticos de qualidade sobre o assunto – estão disponíveis gratuitamente ao explorador digital ávido em perscrutar as belezas, os desafios e as contradições de um dos mais delicados ecossistemas da Terra.

A página já está no ar há algum tempo. Foi lançada em 2012, durante a Rio+20. Eis que trazemos uma novidade, que anunciamos com entusiasmo: foi selada uma promissora parceria entre o InfoAmazônia e o Instituto Ciência Hoje.

A partir de agora, o conteúdo jornalístico do ICH – reportagens, matérias, artigos e posts – sobre temáticas amazônicas será georreferenciado e estará disponível no sistema de visualização de mapas do InfoAmazônia.

InfoAmazônia
Para acessar o conteúdo do ICH no InfoAmazônia, basta clicar sobre o botão ‘escolha o editor’ e selecionar ‘Ciência Hoje’. (imagem: InfoAmazônia)

Além do ICH, diversas organizações nacionais e internacionais de peso especializadas no tema já fazem parte da plataforma. Mongabay, Actualidad Ambiental, Global Voices, Finding Species e O Eco são alguns exemplos.

Você, leitor, também pode contribuir. Caso queira compartilhar informações sobre a Amazônia, o sistema tem uma seção especial de natureza colaborativa. Qualquer um pode submeter textos, links e informações diversas para enriquecer a gama de conteúdos do site.

Tendência

O InfoAmazônia vem na onda de uma interessante tendência do jornalismo digital. É o que o mundo anglófono chama de geojournalism e datajournalism – que, em uma tradução livre, pode ser entendido como ‘geojornalismo’ e ‘jornalismo de dados’.

A ideia é transmitir informações por meio de métodos não ortodoxos de visualização

A ideia é transmitir informações por meio de métodos não ortodoxos de visualização. Em vez de um simples texto, por que não usarmos um atraente mapa ou um esclarecedor gráfico interativo? Com o perdão do clichê, uma imagem vale mais do que mil palavras. E, a todo instante, novas ferramentas de visualização pintam pela internet – o bom jornalismo não deve se acanhar em usá-las.

Essa tendência ainda é novidade para muitos aqui no Brasil. Mas ganha força – e a parceria entre o InfoAmazônia e o ICH enriquece a caminhada evolutiva do jornalismo científico na era digital.

Henrique Kugler
Ciência Hoje On-line

Publicado por Henrique Kugler - 27/02/2014 18:45

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Cientistas cidadãos


Pesquisadores alistam marinheiros e pescadores em uma força-tarefa para o maior estudo sobre fitoplâncton já feito nos oceanos.

Cientistas cidadãos

O fitoplâncton é a base de toda a teia alimentar nos ecossistemas marinhos. (imagem: divulgação)

Estima-se que a quantidade de fitoplâncton presente nos ecossistemas marinhos esteja diminuindo. A hipótese mais provável é que isso esteja ocorrendo devido ao aumento da temperatura da água nos oceanos – possível consequência do aquecimento global –, que dificulta a obtenção de nutrientes pelos organismos que formam o fitoplâncton e faz com que eles se reproduzam menos.

A queda da biomassa de fitoplâncton nos oceanos provocaria uma redução em cascata de uma série de outras espécies, continuando a afetar até o já depauperado estoque pesqueiro

Ao que tudo indica, o cenário é grave, pois o fitoplâncton é a base de toda a teia alimentar nos ecossistemas marinhos. Ele é composto de organismos com clorofila invisíveis a olho nu que sintetizam matéria orgânica e são carregados pelas correntes marinhas. A queda da biomassa desses organismos nos oceanos provocaria uma redução em cascata de uma série de outras espécies, continuando a afetar até o já depauperado estoque pesqueiro. Além disso, o fitoplâncton oceânico é o maior responsável pela produção do oxigênio atmosférico, graças à fotossíntese realizada por esses organismos.

Na tentativa de aumentar o volume de dados científicos disponíveis – ainda muito escassos – sobre fitoplâncton no mundo e obter um mapa realista da distribuição desses organismos nos oceanos, um cientista inglês criou uma estratégia no mínimo curiosa. O biólogo Richard Kirby, do Instituto de Pesquisas Marinhas de Plymouth (Inglaterra), desenvolveu um método de análise muito simples e convocou a participação de cidadãos comuns na empreitada.

O sistema se baseia no uso de um ‘equipamento científico de análise’, por assim dizer. Trata-se de um simples disco branco, de 30 cm de diâmetro e 200 g, preso a uma corda ou fita métrica. Qualquer um pode produzir seu equipamento – a partir das simples instruções de montagem disponíveis na página do projeto de Kirby na internet.

Equipamento para medir fitoplâncton
Com apenas 30 cm de diâmetro e cerca de 200 g, o equipamento usado para medir a densidade de fitoplâncton na água pode ser montado por qualquer pessoa. (foto: divulgação)

O equipamento mede a densidade de fitoplâncton na água. Basta posicionar-se de costas para o Sol, entre 10h e 14h, e mergulhar o dispositivo no mar até não conseguir mais vê-lo. Anota-se então a profundidade, com o auxílio da fita métrica, e pronto. Análise concluída.

O princípio de funcionamento do aparato é bastante simples. A profundidade a partir da qual não se consegue mais ver o reflexo da luz solar no disco branco indica o quanto a água está turva. Essa turbidez na superfície dos mares deve-se principalmente à quantidade de fitoplâncton na água. Logo, quanto maior a profundidade em que se pode observar o disco, menos turva é a água e, por associação, menor é a densidade de fitoplâncton. Esse método foi inventado em 1865 pelo padre Pietro Angelo Secchi, então consultor científico do Papa.

Aplicativo para smartphoneAs medidas coletadas são registradas em um aplicativo para smartphones, desenvolvido pela própria equipe de Kirby. Com ele, as informações são enviadas automaticamente para o banco de dados do projeto. Se não houver conexão com a internet no momento em que se está embarcado, sem problemas. O programa grava os dados na memória do telefone e procede com a transmissão assim que se conectar novamente à rede.

O aplicativo também envia dados de localização geográfica (latitude e longitude, detectadas automaticamente pelo GPS do telefone). Informações como temperatura da água, fotos e anotações sobre as condições ambientais na hora da coleta também podem ser anexadas.

Vale conferir outras iniciativas científicas que contam com a ajuda da população para coleta de dados. Essa parece ser uma tendência, pelo menos na Inglaterra.

O tal do plâncton
‘Plâncton’ é o nome genérico que se dá a um conjunto de pequenos organismos presentes na água – que, por seu reduzido tamanho, são carregados pelas correntes marinhas. O plâncton é basicamente dividido em fitoplâncton (organismos com clorofila que sintetizam matéria orgânica) e zooplâncton (organismos consumidores de matéria orgânica).


Caetano Dable
Especial para CH On-line

Publicado por Caetano Dable - 27/01/2014 15:16

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Google empresta seus ‘brinquedos’


Iniciativa permite que pessoas e instituições contribuam para digitalizar ambientes pelo mundo.

Google empresta seus ‘brinquedos’

Essa pode ser a sua oportunidade de dar uma voltinha com o trekker, um dos equipamentos usados para registrar os panoramas usados no Google Street View. Que paisagem você gostaria de registrar? (foto: divulgação)

Atenção, aventureiros: o Google quer a sua ajuda para mapear o mundo. Isso mesmo. Se você é daqueles que gosta de explorar lugares pouco usuais, que adora fotografar belas e peculiares paisagens ou já se pegou navegando por horas nos ambientes digitalizados disponíveis no Google Street View, essa pode ser sua oportunidade. A empresa vai emprestar exemplares de um de seus equipamentos, a mochila com câmeras acopladas chamada trekker, para usuários dispostos a colaborar com a digitalização de novos ambientes para o Google Maps

O anúncio do projeto piloto foi feito na semana passada, com um vídeo empolgante, mas ainda sem muitos detalhes. Até então, apenas empregados do Google e de algumas poucas instituições parceiras, como a Fundação Charles Darwin e a Direção dos Parques Nacionais de Galápagos, ambos das ilhas Galápagos, no Equador, haviam tido a oportunidade de operar os equipamentos que o Google utiliza para mapear paisagens e criar as panorâmicas virtuais do Street View

A preferência é por instituições ligadas ao turismo, agências governamentais, organizações sem fins lucrativos e universidades, responsáveis por áreas de grande valor cultural ou ambiental

Para se candidatar, basta preencher o formulário on-line com seus dados, sua filiação institucional, sua proposta de mapeamento e o motivo pelo qual gostaria de participar do projeto. Também é preciso dizer se possui os meios necessários para garantir seu acesso à área que pretende percorrer com o trekker e se precisaria de recursos adicionais. 

Mas calma lá que a seleção não é tão simples. Apesar de a empresa encorajar qualquer um a se candidatar para o trabalho, a descrição das qualificações ideais de possíveis parceiros mostram a preferência por representantes de instituições ligadas ao turismo, agências governamentais, organizações sem fins lucrativos, universidades ou grupos de pesquisa, em especial responsáveis por propriedades de grande interesse cultural ou ambiental. 

Segundo a gerente de relações públicas do Google, Viviane Rozolen, “a empresa não se compromete em responder todas as solicitações, mas entrará em contato sempre que identificar uma oportunidade de parceria, para especificar os detalhes da colaboração”, afirma.

Confira o vídeo de divulgação da iniciativa

A companhia já anunciou, inclusive, a primeira parceria do projeto, com o Escritório de Convenção e Visitantes do Havaí, nos Estados Unidos. A equipe do Google viajou até o arquipélago para treinar o pessoal que participará do mapeamento e as primeiras imagens já estão sendo capturadas. É possível que procedimento semelhante seja empregado para orientar os demais parceiros, mas a empresa ainda não detalhou a logística a ser seguida em cada caso. 

Vale lembrar que o Google não prevê nenhum tipo de remuneração para os selecionados.

Uma volta com o ‘brinquedinho’

O trekker, equipamento que será ‘emprestado’ aos colaboradores, foi lançado em 2012. Ele consiste numa mochila com 15 câmeras acopladas em diversos ângulos, o que permite a captação de panorâmicas em 360 graus. O sistema registra imagens a cada 2,5 segundos, aproximadamente, e é operado por meio de um smartphone com, é claro, o sistema Android, também do Google. 

O trekker juntou-se a uma série de equipamentos utilizados pela companhia para produzir os panoramas do Street View, como carros, bicicletas e até trenós. A diferença da mochila é que ela permite alcançar áreas de difícil acesso ou proibidas para veículos. Com ela, já foi possível digitalizar, além de Galápagos, locais como o Grand Canyon, nos Estados Unidos, e até as bacias dos rios amazônicos

Praia no Havaí
Quer dar um passeio virtual por essas belas paisagens? Pois a primeira parceria fechada pelo projeto vai permitir justamente a inclusão dos deslumbrantes cenários do Havaí no 'Street View'. (foto: paul bica/ Flickr – CC BY 2.0)

Vale aqui um pequeno lembrete aos mais empolgados: o trekker pesa entre 15 e 20 quilos. Ou seja, é preciso estar em boa forma física para aguentar o peso nas costas, em especial se você pretende percorrer lugares de acesso muito complicado e precisa levar comida, água e outros utensílios. 

O projeto piloto pode ajudar a ampliar muito o leque de regiões mapeadas atualmente pelo Street View. Aqui no Brasil certamente não faltam locais de grande importância ecológica ou cultural que valeriam a pena ser mapeados e ainda renderiam belíssimas imagens para o programa. A experiência pode, ainda, ajudar a desenvolver uma maior consciência sobre a necessidade de preservar regiões de grande importância ambiental ou ameaçadas. 

E então, se anima a tentar?  

 
Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line

Publicado por Marcelo Garcia - 12/07/2013 11:03

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A ascensão dos blogues de ciência


Cada vez mais numerosos, respeitados e bem pagos, eles conquistam espaço relevante na divulgação científica.

A ascensão dos blogues de ciência

Blogueiros presentes na 8ª Conferência Mundial de Jornalistas de Ciência falam sobre o bom momento vivido pela blogosfera científica e estimulam cientistas e jornalistas a se aventurarem nessa arena. (imagem: Svilen Milev/ Sxc.hu)

Eles são independentes, remunerados, escrevem sobre o que querem e têm a qualidade do seu trabalho cada vez mais reconhecida. Se você ficou com inveja – eu fiquei! –, este é um bom momento para iniciar seu blogue de ciência.

Com espaço de destaque na programação da 8ª Conferência Mundial de Jornalistas de Ciência, realizada na semana passada em Helsinque, na Finlândia, os blogueiros de ciência mostraram que vieram para ficar. Em menos de 10 anos, conseguiram, com um trabalho original, consistente e capaz de se espalhar rapidamente pela rede, consolidar um canal cada vez mais relevante na comunicação da ciência.

O prolífico e premiado escritor de ciência britânico Ed Yong se destaca nesse meio. Autor de matérias publicadas na Nature, BBC, New Scientist, Wired, no Guardian, Times, entre outros, Yong – também ativo no Twitter e no Facebook – habita a blogosfera científica desde 2006, quando ela ainda era um território amorfo e pouco respeitado.

Seu disputado blogue ‘Not Exactly Rocket Science’, iniciado em carreira solo no Wordpress e com passagens pelo ScienceBlogs e pela revista Discover, encontra-se atualmente na National Geographic, onde divide espaço com três congêneres – entre eles o ‘The Loom’, de Carl Zimmer, outro fenômeno da blogosfera científica. Os quatro blogues compõem a seção virtual da publicação chamada ‘Phenomena’, descrita como um science salon (algo como ‘salão de ciência’).

Ed Yong
Formado em ciências naturais e mestre em bioquímica, Yong deixou a bancada para se dedicar ao que gosta mais de fazer: ‘falar sobre o imponente, bonito e peculiar mundo da ciência, para o maior número possível de pessoas, independentemente de sua formação’. (montagem a partir de @WCSJ2013)

O ‘Not Exactly Rocket Science’ – pelo qual Yong, segundo ele mesmo, ganha bem – é seu espaço de experimento e de lazer, e também o lugar de divulgar, “com total independência”, o trabalho que publica em outros meios.

Mudança de paradigma

Na conferência, Yong falou sobre as significativas transformações pelas quais vêm passando os blogues de ciência desde que estreou nessa arena. À guisa de ilustração, contou um caso antigo: certa vez, ao ler um comunicado de imprensa (press release) sobre estudo publicado em determinado periódico, entrou em contato com a assessoria da publicação e pediu a íntegra do artigo, para ouvir da assessora que o material que tinha era mais que o suficiente para um blogue.

Não que o preconceito em relação a blogues tenha desaparecido por completo, mas, para quem acompanha a blogosfera de ciência, em especial a em inglês, é inegável que seu prestígio venha aumentando. Não é raro ver cientistas renomados – inclusive laureados com o Nobel – enveredando por essa seara. Também se torna cada vez mais comum o uso desse espaço para discussões de alto nível científico, que já chegaram a resultar em revisões e erratas de artigos em periódicos de grande impacto.

Na avaliação de Yong, muito do fortalecimento dos blogues de ciência se deve ao jornalismo científico de baixa qualidade

Na avaliação de Yong, muito do fortalecimento dos blogues de ciência se deve ao jornalismo científico de baixa qualidade. Segundo ele, vários surgiram para corrigir erros científicos divulgados na mídia. Nesse sentido, ressaltou a importância da precisão e do rigor científico nesse meio, cláusulas pétreas do ‘Not Exactly Rocket Science’.

Yong chegou a dizer que o processo de preparação de um post em seu blogue é “exatamente” o mesmo que o de apuração para a escrita de uma matéria jornalística, sendo a única diferença a presença de um olhar mais pessoal no primeiro.

Sua colocação traz à tona a velha discussão sobre a diferença entre fazer jornalismo e blogar. Apesar de valorizar ambas as iniciativas e considerá-las igualmente relevantes para a comunicação da ciência, há quem ainda veja uma distinção significativa – e saudável – entre uma coisa e outra. Yong, que deu a entender que já está cansado de discutir a questão, não se aprofundou muito nela.

Trabalho coletivo

Para Betsy Mason, editora de ciência da revista Wired, algumas características intrínsecas aos blogues os distinguem do jornalismo científico tradicional, como as diversas possibilidades de ângulos a serem exploradas, o tom pessoal e a independência editorial. Por outro lado, ela destaca aspectos importantes e comuns a ambos, como a ética e a transparência.

Na avaliação de Mason, a última campanha da Wired para angariar novos blogues é um exemplo de como a blogosfera de ciência vem crescendo e se diversificando. A revista recebeu 113 propostas, sendo 50% de cientistas e 25% de jornalistas; 50% eram homens e 47%, mulheres (3% não se identificaram); 42% ainda não tinham blogues; e 31% eram de fora dos Estados Unidos, país natal da revista.

Atualmente, a Wired conta com 10 blogues de ciência, sobre temas diversos, um deles coescrito pela própria Betsy Mason, que compartilha com os leitores sua obsessão por mapas. Todos são remunerados.

blogues de ciência
A ascensão dos blogues de ciência foi tema de plenária na Conferência Mundial de Jornalistas de Ciência. Na foto, Bora Zivkovic fala sobre sua experiência à frente de 63 blogues de ciência mantidos pela revista ‘Scientific American’. A seu lado (da esq. para a dir.), Alok Jha, do ‘Guardian’, o blogueiro independente Ed Yong e Betsy Mason, da ‘Wired’. (foto: @WCSJ2013)

No Guardian, são 13 blogues de ciência, cobrindo temas igualmente variados. Também há remuneração pelo trabalho – os autores ganham um percentual do que suas páginas arrecadam com anúncios. “Não é muito, mas é um bom complemento”, diz Alok Jha, repórter de ciência do jornal, sem falar em cifras.

Segundo Jha, que também faz a sua parte dentro do segmento, a inclusão de blogues no site do jornal britânico é uma forma de neutralizar o ponto de vista do veículo, de incluir outras visões que representem de alguma forma os leitores, tanto do Reino Unido quanto de outros cantos do mundo.

Se alguém ainda tem dúvida de que a blogosfera científica esteja crescendo, tome essa: a Scientific American contabiliza 63 blogues de ciência em sua página na internet! Difícil imaginar como Bora Zivkovic – que, além de editor da trupe de blogueiros, também tem um blogue para chamar de seu – lida com isso.

Zivkovic ressalta que, ao escrever para uma revista de nome forte como a Scientific American, os pesquisadores só têm a ganhar: com acesso a todo o conteúdo da publicação, total independência e a grande visibilidade proporcionada, o que mais gostariam?

Então, quando vai lançar seu blogue de ciência?

Garimpo da blogosfera

Nacional

Gringa


Leia, aqui na CH On-line, outros posts sobre a 8ª Conferência Mundial de Jornalistas de Ciência.


Carla Almeida*
Ciência Hoje On-line

* A jornalista viajou para Helsinque a convite da Federação Mundial de Jornalistas de Ciência (WFSJ, na sigla em inglês)

Publicado por Carla Almeida - 02/07/2013 20:10

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Novos roteiros virtuais


O mundo digital contará, em breve, com dois novos pontos turísticos: o museu Inhotim e as ilhas Galápagos. Hoje já é possível visitar diversas paragens no conforto do lar.

Novos roteiros virtuais

Roteiro de viagens digital vai ficar mais completo: o maior museu a céu aberto do Brasil vai parar no Google Art Project e o arquipélago de Galápagos no Street View. (imagens: Flickr/ Claudia Regina – CC BY-SA 2.0 | blinkingidiot – CC BY-ND 2.0)

Até pouco tempo atrás, para conhecer os quatro cantos do mundo e as grandes obras de artes do planeta era preciso muita disposição, tempo e dinheiro. As tecnologias digitais, porém, tornaram a missão bem mais fácil, dispensando a necessidade de submarinos, aviões ou cordas de alpinismo. 

Em breve, mais dois lugares fantásticos passarão a fazer parte desse 'planeta digital': o Instituto Inhotim, maior museu a céu aberto do Brasil, entrará para o Google Art Project e as ilhas Galápagos, no Equador, poderão ser exploradas no Google Street View. O 'Bússola' fala sobre eles e aproveita para dar mais dicas de roteiro para uma volta ao mundo em 80 cliques.     

Além de conferir em detalhes cerca de 100 obras do museu, será possível passear por suas instalações e jardins, com o Street View

Localizado em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (MG), o Instituto Inhotim recebe mais de 300 mil visitantes por ano. Sua área inclui jardim botânico com espécies tropicais raras e um acervo de arte contemporânea de relevância internacional. O Google Art vai catalogar cerca de 100 obras, inclusive algumas interativas, como o Sonic Pavillion, que capta os sons da terra e contará com recursos de áudio para tornar a experiência mais completa. Além da visita em si, a ideia é utilizar o projeto para fins educativos e para ajudar visitantes a preparar seus roteiros de visitação, já que é quase impossível conhecer tudo em menos de dois dias. 

Além de ver as obras uma a uma em detalhes, será possível passear pelas instalações do museu, com o auxílio do Google Street View. A captura das obras das galerias foi feita com um ‘carrinho’ com câmeras, o trolley, que já digitalizou vários dos mais importantes museus do mundo. As áreas abertas foram registradas com o trekker, uma mochila com 15 câmeras, utilizada em locais onde o acesso de veículos não é possível.

Google em Inhotim
Para registrar e digitalizar os belos caminhos e espaços abertos de Inhotim, a mochila trekker percorreu suas instalações. Já as galerias do museu foram capturadas com o carrinho, o trolley. (fotos: Divulgação)

Inhotim será o terceiro museu brasileiro a integrar o Google Art Project, depois da Pinacoteca e do Museu de Arte Moderna, ambos em São Paulo. O projeto também inclui a galeria São Paulo Street Art, com grafites da capital paulista. Apesar de ainda pouco comum no Brasil, o acervo do Google Art possui mais de 43 mil peças de arte, de cerca de 9 mil artistas, espalhadas por 40 países, todas elas capturadas com altíssima definição, o que permite uma observação às vezes mais detalhada e prolongada que a experiência 'real'. 

Perspectivas de Darwin

Um pouco mais remoto que Inhotim, outro local curioso e de rara beleza também vai cair na rede: as ilhas Galápagos. Os trekkers do Google percorreram o arquipélago vulcânico registrando tanto as áreas turísticas quanto regiões mais isoladas e de difícil acesso do arquipélago equatoriano. Com o apoio do Catlin Seaview Survey, a empresa também capturou imagens submarinas de diversas áreas ao redor das ilhas. 

Os pesquisadores esperam utilizar as imagens para acompanhar os efeitos das mudanças climáticas e do turismo nas ilhas

Até o fim do ano, os exploradores digitais poderão conhecer a natureza peculiar que inspirou Charles Darwin a escrever A origem das espécies. Segundo os responsáveis pelo mapeamento, será possível observar, além das famosas tartarugas gigantes, atobás-de-pata-azul, fragata (tesourão) com suas 'gargantas' vermelhas e até tubarões martelo. Os pesquisadores também esperam utilizar as imagens para acompanhar os efeitos das mudanças climáticas e do turismo nas ilhas. Agora, se o Street View já coleciona flagras curiosos, imaginem os 'achados' que poderemos encontrar por lá... 

Volta ao mundo em 80 cliques

As duas novas 'atrações' do mundo virtual irão se somar aos muitos 'roteiros turísticos' já disponíveis na internet. O próprio Street View, além de permitir passeios por grandes cidades espalhadas pelo mundo, também possibilita explorar locais mais 'extremos', como o Grand Canyon, a Amazônia, o Polo Sul, montanhas como o Everest e o Aconcágua, a grande barreira de corais e até o fundo do oceano

Mas não é só de Google que vivem os superpanoramas. São muitas as iniciativas que retratam nosso mundo em 360º e alta definição, da frenética Nova Iorque, nos Estados Unidos, até o prédio mais alto do planeta, nos Emirados Árabes. Uma delas, a 360 cities, apresenta uma invejável coleção de panoramas de fotógrafos de todo o mundo, de cidades como a sereníssima Veneza ou a cosmopolita Londres, até os belos lençóis maranhenses, a misteriosa Ilha de Páscoa e outros registros mais inusitados

Panorâmicas
Detalhadíssimas e belas imagens panorâmicas são uma boa pedida para os exploradores digitais conhecerem os recantos mais afastados e peculiares do mundo. São muitos os sites que permitem as viagens, para incontáveis destinos. (imagens: reprodução / Air Pano)

Outro trabalho bacana é da russa Air pano, dedicada a panorâmicas aéreas. O grupo já fotografou a acrópole de Atenas, pirâmides maias na Guatemala, cataratas no Zimbábue, erupções vulcânicas, ilhas gregas e até a estratosfera terrestre, além das novas maravilhas do mundo

Há outros ótimos exemplos espalhados pela rede, como a Gigapan e a Panoramas.dk, e uma busca por seu lugar predileto pode trazer boas surpresas em 360º. 

No Brasil, outras iniciativas isoladas trazem lindos panoramas nacionais, como essas belas imagens da cidade de São Paulo. E também há coletâneas por aqui, como a br360, Ayrton 360 e a Brasiltour360 (dedicada a vídeos 360º). 

Com tantas opções, ficou fácil conhecer os recantos mais distantes e inusitados do mundo no conforto do lar. Mas, para quem ainda prefere a boa e velha viagem analógica, as iniciativas podem ser o estímulo que faltava, dar aquela água na boca ou ainda servir de bela recordação. 

Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line

Publicado por Marcelo Garcia - 10/06/2013 12:02

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O requebrado da ciência


Veja como o mais novo meme da internet já conquistou algumas das mais sérias instituições científicas do mundo.

O requebrado da ciência

Batida eletrônica para a entrada da astronauta dançarina e a loucura está instalada na sede da Nasa. É a ciência no gingado da febre da internet. (imagem: reprodução)

A internet está cheia de conteúdo ao mesmo tempo interessante e bizarro. Seja por seu aspecto inusitado, engraçado, espontâneo, completamente sem noção ou tudo isso junto. De vez em quando, um deles ‘explode’ na rede, se espalha pelo mundo e ganha inúmeras paródias e versões – são os repentinos e imprevisíveis memes. 

Você já deve ter ouvido falar da nova ‘onda’ que vem sacudindo o mundo, o Harlem shake. A ideia por trás do fenômeno é simples: uma batida eletrônica, alguém fantasiado e, de repente, uma tempestade de pessoas se vestindo e dançando da forma mais esdrúxula possível. Pode ser bobo, mas difícil negar que é engraçado.

O fenômeno explodiu a partir do vídeo do vlogger Filthy Frank, que tem por base a música do artista Baauer, hoje uma das mais vendidas no iTunes em vários países. 

O sucesso do meme é tão grande que até as instituições mais sérias aderiram à brincadeira. O vídeo que você pode conferir acima, por exemplo, mostra o trabalho da sala de controle de lançamento da Nasa sendo interrompido pela entrada de um ‘astronauta’, que antecede a loucura total.

Outro vídeo mostra uma multidão de pessoas ‘fazendo o Harlem shake na sede da agência espacial. E o ritmo também contagiou o pessoal do Fermilab e das escolas de medicina e de odontologia de Harvard – além do Facebook, do Google e do Youtube

O coreano quebrador de recordes

O sucesso surgiu no vácuo de outro meme que dominou o mundo: o Gangnam style. O vídeo lançado em 2012 mostra a dancinha já famosa do sul-coreano Psy e se tornou o mais curtido e mais visto da história da internet

O sucesso estrondoso lançou o artista ao topo do estrelato instantâneo e também gerou versões por todo lado, inclusive em instituições renomadas, como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). A Nasa, que parece gostar de memes, produziu uma das paródias mais originais, que espalhou o Gangnam style pelas instalações do Johnson Space Center – sério, vocês precisam ver o vídeo abaixo e conhecer o Nasa Johnson style

Mas há quem não ache graça nenhuma nos memes. Por exemplo, na  Bulgária e na Austrália, requebrar o Harlem rendeu demissões, assim como o Gangnam style nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, uma escola também puniu alunos por gravar o Harlem shake no banheiro

Sem dúvida, os dois casos refletem o sucesso dos populares memes na internet. Mas qual sua opinião sobre eles? Seriam expressões da cultura popular? Transformações contemporâneas do mundo digital na arte e na indústria? Ou exemplos das besteiras que circulam na rede? Leia alguns posicionamentos interessantes aqui, aqui e aqui.


Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line

Publicado por Marcelo Garcia - 20/03/2013 11:20

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A ciência acontece fora do papel


Pós-doutorando do Instituto de Biologia da UFRJ, Luiz Bento defende a importância do uso das redes sociais para discussões acadêmicas e divulgação científica.

A ciência acontece fora do papel

Se no passado tudo que acontecia de importante na ciência estava nos periódicos, hoje a dinâmica é outra. Muitas discussões cientificamente relevantes acontecem nas redes e estar fora delas pode significar desatualização. (foto: Martin Simonis/ Sxc.hu)

Minha geração provavelmente foi a última que utilizou de forma plena o 'paper' propriamente dito. Quando eu queria um artigo que não estava presente na biblioteca de periódicos científicos da minha universidade, tinha que recorrer à base Comut. Para quem não está muito familiarizado com esse termo, a base Comut era um sistema muito avançado de busca de artigos no início do século 21 e que ainda existe.

A base funcionava da seguinte forma: eu ia à biblioteca da minha faculdade e passava a referência do artigo para um funcionário. Através de um sistema, ele checava se alguma universidade brasileira conectada tinha o artigo. Quando essa tentativa tinha êxito, eu fazia um depósito no banco referente ao custo da fotocópia e do envio pelo correio e, em algumas poucas semanas, recebia o artigo em casa.

Tenho até hoje artigos com o adesivo da base Comut e os guardo como se fossem uma relíquia. Para os alunos de hoje, isso deve parecer algo da idade da pedra, mas salvou a vida de muitos da minha geração. Agora, se o acesso aos periódicos científicos era complicado, imagina a interação entre cientistas.

Como diria um professor que eu tive, quando mais de dois alunos de iniciação científica se reúnem é uma rebelião. E realmente era difícil formar um grande grupo de alunos de uma mesma área. A troca de informações entre estudantes de universidades e pesquisadores acontecia basicamente em congressos e simpósios científicos. Mesmo havendo troca de e-mails, o contato pós-evento era escasso e restrito a grupos de pesquisa de áreas próximas.

Era o maravilhoso mundo pré-Orkut. Para muitos chefes de laboratório e orientadores, esse deveria ser considerado o mundo perfeito

Assim como no mundo real (fora do meio acadêmico), as pessoas tinham a tendência de se relacionar apenas com pessoas que conheciam no mundo off-line. Era o maravilhoso mundo pré-Orkut. Para muitos chefes de laboratório e orientadores, esse deveria ser considerado o mundo perfeito. Os alunos trabalhavam sem dispersão e se concentravam apenas nas suas tarefas.

Hoje em dia, com a popularização do acesso à internet e das redes sociais, essa realidade mudou. Em um mundo cada vez mais conectado, esse parece ser o assunto mais polêmico nas reuniões de laboratório, depois de pratos sujos deixados na pia e preparação da festa de final de ano. Como se defender dessa ameaça? Bloqueio, simples assim. Se algo tira a atenção dos alunos e diminui o nível de atenção no trabalho, a maneira mais fácil de terminar com o problema é cortar o mal pela raiz. Esta é uma medida adotada por várias instituições do Brasil e do mundo e alunos que usam as redes sociais podem ser mal vistos e até repreendidos pelos seus orientadores.

Melhor com elas!

Se você trabalha no meio acadêmico e pensa dessa forma, espero que termine de ler este texto com pelo menos uma pulga atrás da orelha. O uso de redes sociais é uma realidade e o meio acadêmico não tem uma torre de marfim tão alta para fugir disso. Dessa forma, o bloqueio ou reprovação do uso das redes por alunos e pesquisadores não só é errado como pode até prejudicar o seu desenvolvimento acadêmico. E eu não sou o único que pensa assim.

O uso de redes sociais é uma realidade e o meio acadêmico não tem uma torre de marfim tão alta para fugir disso

Para convencer pesquisadores disso, posso dar alguns exemplos publicados em sua própria língua. Um editorial do periódico Nature disse que é bom blogar. Outro editorial recente da Nature Reviews Microbiology afirmou que redes sociais são necessárias no meio acadêmico e quem está fora pode até ser prejudicado.

A troca de informações e ideias entre cientistas já está fora dos periódicos científicos e quem não estiver conectado pode ter um atraso de semanas em uma discussão acadêmica, como no caso da polêmica do arsênio. A política de só haver críticas a um artigo no próximo número de um periódico está se tornando cada vez mais incongruente com a nossa realidade on-line.

Se isso ainda não convenceu você a ter um blogue ou uma conta do Twitter, tenho um último argumento: no mundo conectado, existe a oportunidade de transformar todos os cientistas (ou quase todos) em divulgadores de ciência.

Luiz Bento nas redes sociais
Luiz Bento participa de várias redes sociais. Para o biólogo, ferramentas como os blogues podem ajudar o pesquisador a se comunicar melhor fora do meio acadêmico. Ele próprio se tornou um ativo divulgador de ciência.

Ainda há pouco, era difícil a vida dos cientistas que tentavam adaptar o conteúdo de suas pesquisas para o mundo lá fora. Somos treinados para escrever de forma simples, direta, chata e cheia de jargões. Toda a nossa criatividade e liberdade poética das aulas de literatura do colégio são esmagadas pelo formato comum dos periódicos científicos. Dessa forma, mudar a maneira com que escrevemos é uma tarefa difícil e pode ficar ainda menos atrativa pela falta de incentivo das agências financiadoras.

Nesse contexto inóspito para a divulgação científica, as redes sociais podem se tornar uma ferramenta muito importante. Mesmo que nem todos tenham o dom de Carl Sagan, treino é a base para formar bons escritores e também leitores. Blogues são gratuitos e podem ser o caderno de rascunho ideal para a mudança de linguagem. O Twitter, devido à limitação de caracteres, é um ótimo treino para concisão. O Facebook ou Google+, pelo uso de ferramentas de vídeo, fotos e grupos, trazem a experiência de integração de mídias. 

Blogues são gratuitos e podem ser o caderno de rascunho ideal para a mudança de linguagem; o Twitter, devido à limitação de caracteres, é um ótimo treino para concisão

Tenha a certeza de que um aluno conectado nas redes sociais pode se tornar um pesquisador muito mais completo, já que terá um maior potencial para realizar uma importante função de todo cientista: levar o conhecimento produzido na universidade para quem financia o seu trabalho.

No admirável mundo novo, onde a divulgação científica entrou até no Lattes (de forma tímida, diga-se de passagem), os laboratórios que contam com alunos conectados em redes sociais estão no caminho certo. Porque ciência não se faz mais apenas nos periódicos científicos. E as salas de convivência dos laboratórios onde as melhores ideias são criadas, discutidas e compartilhadas agora não têm muros.

Nos vemos na hora do café, no Twitter. Até lá!

 

Luiz Bento
Pós-doutorando do Instituto de Biologia
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Luiz Bento nas redes

Publicado por Luiz Bento - 25/10/2012 15:49

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