<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?>
<rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#"
         xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
         xmlns="http://purl.org/rss/1.0/"
         xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
         xmlns:syn="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/">




    




<channel rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/blogues/RSS">
  <title>Bússola</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br</link>
  
  <description>
    
       
       
  </description>
  
  
  
            <syn:updatePeriod>daily</syn:updatePeriod>
            <syn:updateFrequency>1</syn:updateFrequency>
            <syn:updateBase>2009-05-04T17:33:26Z</syn:updateBase>
        
  
  <image rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/logo.jpg"/>
  
  <items>
    <rdf:Seq>
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/festa-no-palacio-da-ciencia"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/uma-triste-historia-de-fogo-e-gelo"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/primeiros-vestigios-do-amanha"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/livros-academicos-na-rede"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/divulgacao-premiada"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/ciencia-hoje-convida"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/adeus-ao-mestre-da-antropologia-urbana"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/memoria-de-internet"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/cerebros"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/icaro-virtual"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/arte-brasileira-ao-alcance-de-um-clique"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/caca-ao-tesouro...-no-espaco"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/ciencia-nos-selos"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/bem-vindo-ao-antropoceno"/>
        
        
            <rdf:li rdf:resource="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/03/queremos-reblogar"/>
        
    </rdf:Seq>
  </items>

</channel>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/festa-no-palacio-da-ciencia">
  <title>Festa no palácio da ciência</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/festa-no-palacio-da-ciencia</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>O Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está completando 194 anos. Há cinco anos a instituição comemora a data com atividades direcionadas ao público e, dessa vez, não é diferente.</p>
<p>A<a class="external-link" href="http://www.194anos.museunacional.ufrj.br/"> festa</a> começou no fim de semana passado e continua no próximo, nos dias 11, 12 e 13. No evento, a instituição oferece uma série de atividades que aproxima o público da história e dos bastidores da ciência feita ali dentro.&nbsp;</p>
<p>Os pesquisadores do museu apresentam, em estandes montados na área externa do palácio, curiosidades e informações sobre suas áreas de pesquisa. Há exposições de peixes, aves, anfíbios e répteis, todos manipuláveis pelos visitantes, além de oficinas de paleontologia, em que as crianças podem ver réplicas de dinossauros, e de arqueologia, onde é apresentado o passo a passo de uma escavação.</p>
<h3 style="text-align: center;">Confira algumas atividades do evento&nbsp;<br />&nbsp;<iframe src="http://www.youtube.com/embed/GNfpfRmHK2E" frameborder="0" height="259" width="450"></iframe></h3>
<p>Pela primeira vez, o herbário do museu está aberto para visitas guiadas. A coleção de plantas da instituição, iniciada em 1831 pelo naturalista Ludwig Riedel (1790 - 1861), é uma das maiores da América Latina, com cerca de 400 mil exemplares. No acervo, estão reunidos espécimes raros coletados pela Comissão Rondon e até mesmo por D. Pedro I.</p>
<p>Além disso, como já é tradição, o museu recebe atores caracterizados de personagens da família real. Passeando pelos jardins do palácio, eles fazem esquetes que contam a história da instituição e do Império.<br /><br /></p>
<div align="center" class="bloco-centralizado">
<div><strong>194 anos do Museu Nacional</strong></div>
<div>Quinta da Boa Vista, s/nº, São Cristóvão, Rio de Janeiro.</div>
<div>Dias 11, 12 e 13 de maio, das 10h às 16h</div>
<div><a class="external-link" href="www.194anos.museunacional.ufrj.br">Veja aqui a programação</a></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p><strong>Sofia Moutinho</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
</div>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>sofiam</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  <dc:date>2012-05-10T21:22:10Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/uma-triste-historia-de-fogo-e-gelo">
  <title>Uma triste história de fogo e gelo</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/uma-triste-historia-de-fogo-e-gelo</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Conforme o conhecimento do homem progride, o mundo parece tornar-se 'menor', em grande parte devido a novos e mais rápidos meios de transporte. O ano de 2012 é marcante para duas tragédias que ajudaram a redefinir os rumos dessa história: em 1912, <a class="external-link" href="http://www.titanicfilme.com.br/">Jack, Rose</a> e mais 2.238 pessoas naufragavam com o Titanic nas águas geladas do Atlântico.&nbsp;Um quarto de século depois, em 6 de maio de 1937, <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/embed/K0eFdkw2NzM?rel=0">as chamas consumiram o gigantesco zepelim alemão</a> LZ 129 Hindenburg, o Titanic do céu, pouco antes de seu pouso, nos Estados Unidos.</p>
<p>Uma exposição promovida pelo <a class="external-link" href="http://www.postalmuseum.si.edu/fireandice/">National Postal Museum</a>, nos Estados Unidos, relembra os detalhes das duas tragédias. No acervo, <a class="external-link" href="http://www.smithsonianmag.com/multimedia/photos/?c=y&amp;articleID=146825715">um mapa inédito</a>, encontrado recentemente, <a class="external-link" href="http://www.smithsonianmag.com/multimedia/videos/The-Lost-Map-of-the-Hindenburg.html">mostra a rota traçada pelo dirigível</a>, orgulho da Alemanha nazista. Além do mapa, a mostra apresenta <a class="external-link" href="http://www.theatlantic.com/video/archive/2012/04/the-lost-map-of-the-hindenburg/256050/#slide4">cartas trazidas pelo zepelim</a> – a atividade de correio pagava grande parte da despesa das viagens.<br /><br /></p>
<h3 align="center">Confira o vídeo que apresenta detalhes sobre a descoberta do novo mapa e sobre a tragédia do&nbsp;Hindenburg</h3>
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/V07ulw0uWmU" frameborder="0" height="259" width="450"></iframe>
<p><br />Numa época em que os aviões ainda não tinham autonomia para cruzar o oceano, <a class="external-link" href="http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=120&amp;Itemid=1">os dirigíveis eram os reis dos céus</a>. No Brasil, inclusive, foi construída a primeira base da América Latina capaz de receber as aeronaves, no Recife. Porém, a tragédia do Hindenburg, que matou 36 pessoas, acabou com esse prestígio – já abalado após as inúmeras mortes relacionadas com <a class="external-link" href="http://www.dw.de/dw/article/0,,297928,00.html">o uso de dirigíveis na primeira grande guerra</a>. Depois dela, rapidamente os gigantes voadores deixariam de dominar os ares.&nbsp;</p>
<p>O episódio é tão famoso que chegou a ilustrar a capa do álbum de estreia da banda Led Zeppelin. O nome do grupo tem tudo a ver com dirigíveis: é uma corruptela criada após Keith Moon, baterista do The Who, afirmar que a banda afundaria como um <a class="external-link" href="http://www.jimmypageonline.com/11318/42826.html">balão de chumbo</a> (<em>lead zeppelin,</em> em inglês). Apesar de tão 'explosivo' como as máquinas voadoras, o Led Zeppelin acabou tendo uma vida bem mais longa que o Hindenburg.&nbsp;</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/blogues/bussola/2012/05/imagens/Ledzeppelin.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/imagens/Ledzeppelin.jpg/image_preview" alt="Capa Led Zeppelin" title="Capa Led Zeppelin" height="400" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">A capa do primeiro disco da banda inglesa Led Zeppelin exibe a clássica foto do Hindenburg em chamas. O acidente enterrou de vez o prestígio dos dirigíveis.</dd>
</dl>

<p>&nbsp;</p>
<h3>A patrulha do norte</h3>
<p>Um quarto de século antes, no dia 15 de abril de 1912, foi o Titanic, senhor dos mares, que conheceu seu fim. Com o centésimo aniversário da tragédia, os destroços submersos<a class="external-link" href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/destrocos-do-titanic-ganham-protecao-da-unesco"> passaram a ser protegidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura</a> (Unesco). O objetivo é impedir a pilhagem e a dispersão dos restos do transatlântico.</p>
<p>Porém, <a class="external-link" href="http://exame.abril.com.br/tecnologia/ciencia/noticias/bacteria-pode-acabar-com-os-restos-do-titanic">um estudo divulgado recentemente</a> mostra que, em pouco tempo, pode não haver muito o que proteger: bactérias estão devorando as 50 mil toneladas de metal submerso, inclusive uma espécie inédita,<em> Halomonas titanicae</em>.&nbsp;</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/blogues/bussola/2012/05/imagens/titanicsubmerso.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/imagens/titanicsubmerso.jpg/image_preview" alt="Titanic submerso" title="Titanic submerso" height="280" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Após completar um século submerso nas águas geladas do Atlântico Norte, os destroços do Titanic estão agora sob a proteção da Unesco. (foto: NOAA/Institute for Exploration/University of Rhode Island)</dd>
</dl>

<p>Ao contrário do Hindenburg, a tragédia com o Titanic não acabou com os transatlânticos, apesar de ter deixado 1.514 mortos, bem mais do que o dirigível. Ao invés disso, ajudou a <a class="external-link" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/celular/noticias/2012/04/120413_titanic_riscos_atuais_acidentes_jp.shtml">redefinir seus padrões de segurança</a>. Em 1914, entrou em vigor a <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conven%C3%A7%C3%A3o_Internacional_para_a_Salvaguarda_da_Vida_no_Mar">Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida no Mar</a> (Solas), que estipulava normas de segurança obrigatórias para as embarcações. Logo após o naufrágio, também foi criada a <a class="external-link" href="http://www.navcen.uscg.gov/?pageName=IIPHome">Patrulha Internacional do Gelo</a> (IIP) para vigiar o Atlântico Norte contra <em>icebergs</em>.</p>
<p>A iniciativa já se propôs a pintar os gigantes blocos de gelo, fixar neles radioemissores e até bombardeá-los, sem muito sucesso. Hoje, atua na prevenção e no alerta, compilando dados de satélites, aviões radares e navios que cruzam a área. <a class="external-link" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5709512-EI294,00-Mesmo+vigiados+icebergs+ainda+representam+ameaca+nautica.html">O perigo ainda existe</a>, mas segundo o IIP desde janeiro de 1959 não é registrado nenhum acidente mortal envolvendo um <em>iceberg</em>.<br /><br /></p>
<p><strong>Marcelo Garcia</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Marcelo Garcia</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Vídeo</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Transporte</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>História</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Exposição</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-05-07T21:14:44Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/primeiros-vestigios-do-amanha">
  <title>Primeiros vestígios do amanhã</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/05/primeiros-vestigios-do-amanha</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>O anúncio, em 2010, da construção de um museu de ciência
 na zona portuária do Rio de Janeiro chamou a atenção para o projeto do renomado arquiteto 
espanhol <a class="external-link" href="http://www.calatrava.com/">Santiago Calatrava</a> e a <a class="external-link" href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/06/museu-do-amanha-sera-feito-com-material-reciclavel-diz-espanhol.html">maquete que prometia uma experiência de 
sustentabilidade e reflexão sobre a natureza</a> – incluindo um telhado com estrutura 
móvel que capta energia solar e água da baía de Guanabara como principal
 climatizador do interior do prédio.</p>
<p>Desde então, a comunidade 
científica passou a indagar: o que será, afinal, exposto no interior do <a class="external-link" href="http://portomaravilha.com.br/web/esq/projEspMusAmanha.aspx">Museu do 
Amanhã</a>?</p>
<p>Parte da resposta foi dada hoje (2/5), pelo próprio Calatrava e por um dos 
curadores do museu, o físico do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas 
(CBPF) <a class="external-link" href="http://souzaesilva.com/Website/portfolio/webdesign/siteciberidea/luizalberto/index.html">Luiz Alberto Oliveira</a>.</p>
<p>A verdade é que, até agora, o museu ganhou notoriedade na imprensa mais pela <a class="external-link" href="http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/olimpiada-636572.shtml">capacidade de triplicar as previsões orçamentárias</a> do que, propriamente, por suas propostas estéticas e de conteúdo.</p>
<p>Hoje a ideia foi, finalmente, exposta, com a apresentação das quatro 
salas principais do lugar, com previsão de inauguração em 2014 (a data 
inicial era 2012, para coincidir com a <a class="external-link" href="../../../../search?Subject=Rio%2B20">Rio+20</a>&nbsp;e, provavelmente, com as eleições municipais).&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;">Assista à animação que mostra <br />como será o exterior do museu</h3>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/pU2A9Fq3XQs" frameborder="0" height="259" width="450"></iframe></p>
<p>No Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, foi apresentado um esboço do percurso do visitante no museu, um caminho que terá início numa sala que representa o que sempre esteve aqui (o cosmos), sucedida pelo ontem (o contexto), o hoje (o antropoceno) e, por fim, o amanhã (as possibilidades).</p>
<p>Apesar de o conteúdo de cada seção ter sido pouco aprofundado, já é possível visualizar um museu com vasto uso de telas sensíveis ao toque e projeções gigantescas, aos moldes do que já acontece, por exemplo, no <a class="external-link" href="http://www.museulinguaportuguesa.org.br/">Museu da Língua Portuguesa</a>, em São Paulo.</p>
<p>A ideia, segundo texto de apresentação distribuído para a imprensa, é permitir que o público seja “levado a examinar o passado, manipular as várias tendências da atualidade e imaginar os futuros possíveis para os próximos 50 anos”. Intenções, importante lembrar, que o próprio Luiz Alberto Oliveira já havia adiantado, há dois anos,<a title="Depois de amanhã" class="internal-link" href="/noticias/2010/07/depois-de-amanha"> em longa vídeo-entrevista para a <em>CH On-line</em></a>.&nbsp;</p>
<p>O Museu do Amanhã é, segundo o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o carro-chefe da <a class="external-link" href="http://portomaravilha.com.br/">revitalização da zona portuária da cidade</a>. Em junho, será inaugurado no mesmo local o Museu de Arte do Rio, o MAR.&nbsp;</p>
<h3><a title="Museu do Amanhã" class="internal-link" href="/galeria/museu-do-amanha">Confira as primeiras imagens de divulgação do interior do museu e a explicação, mais detalhada, do que tratará cada sala.</a></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Thiago Camelo<br /></strong>Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Thiago Camelo</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Mundo de ciência</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Arquitetura</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Museu</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Cultura</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Vídeo</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Arte e ciência</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-05-03T15:47:14Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/livros-academicos-na-rede">
  <title>Livros acadêmicos na rede</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/livros-academicos-na-rede</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>A rede Scielo, maior repositório virtual de periódicos e artigos científicos de leitura livre do Brasil e do mundo, acaba de ganhar um novo ramo, o <a class="external-link" href="http://books.scielo.org">Scielo Livros</a>, que contempla livros acadêmicos editados por instituições de pesquisa.</p>
<p>A página recém-inaugurada já conta com mais de 200 títulos, a maioria da área de ciências humanas e sociais, como história, sociologia, filosofia, literatura, letras, educação e arte.</p>
<div class="pullquote">A página recém-inaugurada já conta com mais de 200 títulos, a maioria da área de ciências humanas e sociais</div>
<p>Por enquanto, só estão disponíveis obras editadas pela Fundação Oswaldo Cruz, Universidade Federal da Bahia e Universidade Estadual Paulista, instituições que financiam o projeto. Mas um dos coordenadores da rede, Abel Packer, avisa que o Scielo Livros está aberto a publicações de outras editoras. “À medida que novas editoras adotem o Scielo, a coleção de livros cobrirá progressivamente as demais áreas do conhecimento”, diz.</p>
<p>A biblioteca virtual também vai abrir espaço para a venda de livros, cuja renda será revertida para a manutenção do <em>site</em>. Todas as obras são disponibilizadas em pdf e em ePUB, arquivo de livro eletrônico que permite a visualização em diferentes formatos de leitores digitais, de <em>tablets</em> a <em>smartphones</em>.</p>
<p>Assim como os periódicos no Scielo, os livros publicados pelo Scielo Livros são selecionados segundo um controle de qualidade aplicado por um comitê científico. Packer diz que a meta inicial do projeto é atingir uma média anual de dois mil livros a partir de 2014.</p>
<p>Para chegar à meta, a rede vai contar ainda com publicações estrangeiras, de países que já fazem parte do Scielo tradicional. Packer anuncia que uma proposta de participação será apresentada a Argentina e Colômbia ainda neste mês. “Queremos maximizar a visibilidade, a acessibilidade, o uso e o impacto da produção científica e acadêmica do Brasil e dos demais países que participam da rede Scielo”, completa. <br /><br /></p>
<h3 align="center">Assista ao vídeo de divulgação do Scielo Livros</h3>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/yY0t4JeXz80" frameborder="0" height="259" width="450"></iframe></p>
<p><br /><strong>Sofia Moutinho</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Sofia Moutinho</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Vídeo</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Livros</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Internet</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-23T15:49:28Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/divulgacao-premiada">
  <title>Divulgação premiada</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/divulgacao-premiada</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>“De onde veio o universo? De onde veio a vida? De onde viemos?” Para o jornalista inglês <a class="external-link" href="http://www.guardian.co.uk/profile/timradford">Tim Radford</a>, que há mais de 30 anos escreve reportagens sobre ciência, essas três perguntas resumem os principais interesses dos leitores que procuram por qualquer tipo de texto sobre ciência nos meios de comunicação. O depoimento do veterano da divulgação científica, <a class="external-link" href="http://wellcometrust.wordpress.com/2012/03/15/science-writing-prize-2012-tim-radford/">gravado em vídeo</a>, é um dos muitos materiais interessantes disponíveis no <a class="external-link" href="http://wellcometrust.wordpress.com">blogue</a> e na<a class="external-link" href="http://www.wellcome.ac.uk/Funding/Public-engagement/Science-Writing-Prize/index.htm"> página do concurso</a> Wellcome Trust Science Writing Prize 2012.</p>
<p>A premiação, coordenada pela associação sem fins lucrativos de divulgação científica Wellcome Trust em parceria com os jornais ingleses <em>The Guardian</em> e <em>The Observer</em>, vai contemplar textos de divulgação científica escritos por cientistas ou leigos residentes na Inglaterra. Os textos mais criativos e instigantes serão publicados nos dois jornais e seus autores receberão um prêmio em dinheiro.</p>
<h3 style="text-align: center;">Veja abaixo o depoimento do jornalista Tim Radford</h3>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/yAF0HJaEDTI" frameborder="0" height="259" width="450"></iframe></p>
<p>O concurso está em sua segunda edição e todos os textos premiados no ano passado estão disponíveis no <em>site</em> da iniciativa. Apesar de brasileiros (não residentes na Inglaterra) não poderem participar, vale a pena visitar a página da premiação e conferir o material.</p>
<p>Além dos textos vencedores de 2011, o blogue do concurso traz <a class="external-link" href="http://wellcometrust.wordpress.com/category/series/how-i-write-about-science/">depoimentos </a>e <a class="external-link" href="http://wellcometrust.wordpress.com/category/series/how-i-write-about-science/">conselhos</a> de como divulgar ciência dados por profissionais com experiência na área.</p>
<p>Um deles é o documentarista <a class="external-link" href="http://wellcometrust.wordpress.com/2012/03/30/tim-usborne/">Tim Usborne</a>, diretor de vários filmes dos canais de televisão BBC, Discovery Channel e Natgeo. Outro é a escritora <a class="external-link" href="http://wellcometrust.wordpress.com/2012/03/23/louisa-young/">Louisa Young</a>, autora do romance <em>My Dear I Wanted to Tell You</em> (Minha querida, queria dizer-te, na tradução feita em Portugal), que conta a história de um soldado separado de seu amor pela Primeira Guerra Mundial, tendo como pano de fundo a medicina nos campos de batalha da época.</p>
<p>O concurso ainda está aberto para recebimento de trabalhos e o anúncio dos vencedores sai em setembro. Acompanhe aqui o resultado!<br /><br /></p>
<p><strong>Sofia Moutinho<br /></strong>Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Sofia Moutinho</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Vídeo</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-19T20:50:16Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/ciencia-hoje-convida">
  <title>Ciência Hoje convida</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/ciencia-hoje-convida</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Em 2012, o projeto Ciência Hoje comemora 30 anos. São três décadas de esforços para divulgar a ciência do Brasil e para estreitar os laços entre nossa comunidade científica e a sociedade brasileira. Assim como na vida, nem sempre foi fácil. Essa trajetória foi marcada por muita luta, mas também por grandes conquistas e por um intenso carinho que recebemos de nossos leitores desde o primeiro número – reconhecimento que motiva toda a equipe do Instituto Ciência Hoje.</p>
<p>Para comemorar data tão importante, nada mais natural que convidar você, leitor, que viveu tantos desafios e alegrias ao nosso lado e escreveu junto com a gente essa história, a participar da festa: uma grande exposição vai marcar as celebrações de nossos 30 anos e queremos que você faça parte dela.&nbsp;</p>
<div class="pullquote">Os vídeos enviados até 6 de junho integrarão a exposição&nbsp;<em>Ciência Hoje 30 anos</em>&nbsp;e ficarão disponíveis na <em>CH On-line<br /></em></div>
<p>Para isso, basta gravar um vídeo dando um depoimento sobre sua relação com a revista <em>Ciência Hoje</em>, ou sobre alguma reportagem ou artigo publicado em uma das centenas de edições da <em>CH</em> que tenha marcado você ou alguma passagem da sua vida. Se preferir, pode, ainda, dar a sua visão sobre o papel desempenhado pela revista na divulgação científica nacional.&nbsp;</p>
<p>Depois, é só postar o depoimento em alguma plataforma de compartilhamento de vídeos, como o <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/user/CienciaHojeOnline">YouTube</a> ou o <a class="external-link" href="http://vimeo.com/">Vimeo</a>, e mandar o <em>link</em> para a gente – por <a class="external-link" href="mailto:contato@cienciahoje.org.br"><em>e-mail</em></a>, pelas redes sociais (em nosso <a class="external-link" href="http://www.facebook.com/cienciahoje">Facebook</a> ou no <a class="external-link" href="http://twitter.com/#!/cienciahoje">Twitter</a>) ou simplesmente divulgando nos comentários deste <em>post</em> do Bússola. Os vídeos enviados até o dia 6 de junho serão incorporados à exposição <em>Ciência Hoje 30 anos</em>, que estreia ainda em junho, no Rio de Janeiro, e disponibilizados no portal da <em>CH On-line</em>.&nbsp;<span class="Apple-converted-space"> </span><br /><br /></p>
<h3>Uma grande festa&nbsp;</h3>
<p>A mostra será composta por uma grande linha do tempo que ilustrará a trajetória do projeto Ciência Hoje em meio aos cenários políticos, econômicos e científicos do Brasil e do mundo ao longo dessas três décadas. Capas muito especiais da <em>CH</em> e da <em>CHC</em>, em tamanho gigante, e painéis interativos com acesso ao acervo completo da revista irão complementar esse mergulho pela história do projeto Ciência Hoje, da ciência e do Brasil.</p>
<p>Também em comemoração a essa data especial, será lançado um documentário curta-metragem sobre a trajetória da revista. Outras atividades vão acontecer em paralelo à exposição, como oficinas e palestras. Mas tenha calma, caro leitor, vamos revelar mais detalhes sobre todos os eventos que comporão as celebrações quando estivermos mais próximos do aniversário da revista. Por enquanto, é hora de preparar seu vídeo e garantir o lugar na nossa festa. Participe e divulgue! <span style="float: none;"></span><br /><br /><strong></strong><strong>Marcelo Garcia</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Marcelo Garcia</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>ICH 30 anos</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-19T15:05:40Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/adeus-ao-mestre-da-antropologia-urbana">
  <title>Adeus ao mestre da antropologia urbana</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/adeus-ao-mestre-da-antropologia-urbana</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>A <a class="external-link" href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/04/corpo-do-antropologo-gilberto-velho-e-velado-no-rio.html">morte do antropólogo carioca Gilberto Velho</a>, aos 66 anos, na madrugada de sábado (14), vem gerando manifestações de seus colegas e amigos de profissão. Considerado por muitos o mestre da antropologia urbana brasileira, Velho morreu dormindo – as primeiras notícias dão conta de um acidente vascular cerebral. Ele era titular do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ.&nbsp;</p>
<p>Autor de diversos livros, como o clássico&nbsp;<em><a class="external-link" href="http://books.google.com.br/books/about/A_utopia_urbana.html?hl=pt-BR&amp;id=wj9BZOVwBNQC">A utopia urbana: um estudo da antropologia social</a></em>, de 1973, e <a class="external-link" href="http://gilbertovelho.blogspot.com.br/">artigos</a>, além de profícuo organizador de obras, o antropólogo deixa&nbsp;– <a class="external-link" href="http://www.abant.org.br/">é o que apontam os tantos depoimentos de extremo pesar</a>&nbsp;–&nbsp;um legado de dedicação, generosidade e, também, bom humor.</p>
<p>A antropóloga&nbsp;Karina Kuschnir&nbsp;<a class="external-link" href="http://lau-ufrj.blogspot.com.br/2012/04/gilberto-velho-1945-2012.html">escreveu texto</a>&nbsp;em homenagem ao seu ex-orientador de mestrado e doutorado em que chama a atenção, justamente, para o gênio de seu amigo de anos. Ela diz:&nbsp;</p>
<p>"Aos jovens alunos do PPGAS [Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social] , [Velho] cobrava: 'Já aprenderam a cantar o hino da antropologia?' E entoava, operisticamente: 'Estranhar, relativizar...'"</p>
<p>O antropólogo Marco Antonio Gonçalves, <a class="external-link" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=E27872">cujo trabalho</a>&nbsp;deve muito ao legado de Velho, deu depoimento, por <em>e-mail</em>, à <em>CH On-line:</em>&nbsp;</p>
<p>“Tive o privilégio de fazer o curso de Antropologia Urbana ministrado por Gilberto Velho quando ainda era aluno de doutorado no Museu Nacional.&nbsp;</p>
<div class="pullquote">Gonçalves: “Ele instigava, estimulava, provocava a participação de todos dando a impressão de que construímos um curso do mesmo modo que uma sociedade é construída: com concordâncias, discordâncias, diálogos”&nbsp;</div>
<p>Aprendi, também, a admirá-lo como professor. Seu curso era um exercício pleno desta noção de sociabilidade. Gilberto instigava, estimulava, provocava a participação de todos dando a impressão de que construímos um curso do mesmo modo que uma sociedade [é construída]: com concordâncias, discordâncias, diálogos.&nbsp;Aprendi não apenas os temas e os problemas das sociedades complexas mas, sobretudo, como compreender a complexidade da sociedade a partir de sua sofisticada análise da obra de&nbsp;<a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Simmel">Georg Simmel</a>&nbsp;apontando, sempre, para a importância da sociabilidade como problema fundamental da vida social.&nbsp;</p>
<p>Ao terminarmos o curso, como era de praxe, o celebramos com um copioso almoço, organizado pelo mestre, na churrascaria Plataforma."<br /><br /></p>
<h3>Academia Brasileira de Ciências</h3>
<p>Em 2000, Velho&nbsp;<a class="external-link" href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=81998">entrou</a> para a Academia Brasileira de Ciências, até então um território eminentemente das ciências exatas e naturais. Quem chama a atenção para esse fato é o cientista político Renato Lessa, diretor do Instituto Ciência Hoje.&nbsp;</p>
<p>Lessa ainda explica, no vídeo abaixo, a relação de Velho com o Instituto e lembra que, por anos, o antropólogo fez parte do conselho científico da revista (o nome dele está no expediente da primeira edição, de 30 anos atrás)&nbsp; – uma proximidade com o ICH análoga à de seu irmão, o também antrópologo Otávio Velho, que participou do conselho editorial e foi editor da <em>CH</em>.</p>
<p align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/AiNV12TDrNI" frameborder="0" height="259" width="450"></iframe></p>
<p>Por <em>e-mail,&nbsp;</em>o <a class="external-link" href="../../../../colunas/sentidos-do-mundo/coluna/">antropólogo Luiz Fernando Dias Duarte</a>, colunista da <em>CH On-line&nbsp;</em>e companheiro de Velho no Museu Nacional, também fez questão de deixar registrada a importância do amigo de profissão e confirmar que, em breve, retornará a escrever sobre a fundamental contribuição de Velho para o entendimento das dinâmicas urbanas do Brasil.&nbsp;</p>
<p>Fique, a seguir, com as palavras do nosso colunista: &nbsp;</p>
<p>"Gilberto Velho foi meu professor desde 1973, ano em que entrei no mestrado do Museu Nacional.</p>
<p>Ministrava o curso básico de Antropologia Urbana e lançava naquele mesmo ano o seu livro de estreia, <em>A utopia urbana</em>.
 Já era, no entanto, um intelectual pleno e poderoso, ligado à 
antropologia norte-americana, particularmente aos herdeiros da <a class="external-link" href="http://educacao.uol.com.br/sociologia/escola-de-chicago-contexto-historico.jhtm">Escola de
 Chicago</a> e aos interacionistas simbólicos (<a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Erving_Goffman">Erving Goffman</a> e <a class="external-link" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Howard_S._Becker">Howard Becker</a>).</p>
<div class="pullquote">Duarte: “Seus interesses nas dinâmicas urbanas suscitaram um enorme leque de pesquisas de alunos e orientandos, que mapearam cuidadosamente os mais diversos aspectos do caleidoscópio metropolitano brasileiro”</div>
<p>Seus interesses no chamado comportamento desviante tornaram-no um 
interlocutor importante da psiquiatria modernizante e da psicanálise 
naqueles anos de intensa psicologização da sociedade&nbsp; brasileira.</p>
<p>Seus interesses nas dinâmicas urbanas suscitaram um enorme leque de 
pesquisas de alunos e orientandos, que mapearam cuidadosamente os mais 
diversos aspectos do caleidoscópio metropolitano brasileiro. É preciso 
lembrar que àquela altura, em plena ditadura e milagre econômico, as 
transformações urbanas fervilhavam, apresentando contornos ideais para 
uma investigação sistemática e de longo curso – tal como também se 
propusera a Escola de Chicago.</p>
<p>Voltei a trabalhar mais intensamente com ele em meu doutorado – e fui o 
primeiro de seus doutorandos a defender tese. Não era um trabalho típico
 de antropologia urbana, embora o campo fosse na cidade.&nbsp;Mas era próximo
 dos interesses de Gilberto pela dedicação aos temas da construção 
social da pessoa e das perturbações mentais.&nbsp;</p>
<p>Estivemos ambos ligados ao 
Instituto de Psiquiatria da UFRJ, nos tempos em que lá se cultivava uma 
discussão abrangente sobre as condições sociais do adoecimento psíquico.
 Juntou-nos também o comum interesse na obra de <a class="external-link" href="http://de.wikipedia.org/wiki/Louis_Dumont">Louis Dumont</a> (que 
compartilhamos com <a class="external-link" href="http://revistatrip.uol.com.br/revista/192/paginas-negras/roberto-da-matta.html">Roberto DaMatta</a>) e sua análise da ideologia do 
individualismo.</p>
<p>O mundo urbano, suas conformações e desvios, era um campo privilegiado 
para o estudo dos processos de 'individualização'&nbsp;–&nbsp;que foi tratado 
recorrentemente por Gilberto em toda sua carreira.</p>
<p>Combinando o 
estruturalismo de Dumont à tradição fenomenológica de Georg Simmel e de <a class="external-link" href="http://plato.stanford.edu/entries/schutz/">Alfred
 Schutz</a>, ele tratou sobretudo dos projetos de vida, das trajetórias 
sociais que constituíam e instituíam os indivíduos, em especial no âmbito 
das camadas médias.</p>
<p>É o que posso dizer hoje, embora houvesse tanto mais a dizer."</p>
<p><br /><strong>A redação</strong></p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>A redação</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Obituário</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-18T19:36:19Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/memoria-de-internet">
  <title>Memória de internet </title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/memoria-de-internet</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>O lançamento recente de <a class="external-link" href="http://archives.nelsonmandela.org/#!home:exhibitId=AQwxEAUi">um acervo on-line de documentos e imagens</a> do líder político sul-africano Nelson Mandela é mais um passo de um movimento que tem reforçado o papel da internet como receptáculo moderno da memória da humanidade. Mandela entra para a lista de grandes cientistas e personalidades que passam a ter um vasto material relacionado à sua vida preservado e acessível na rede. No Brasil, iniciativas desse tipo, verdadeiros convites a conhecer o passado e grandes oportunidades de pensar sobre o futuro, ainda são isoladas e esbarram na falta de investimento e numa cultura que pouco valoriza sua história. &nbsp;</p>
<p>O acervo do líder africano foi disponibilizado pelo<a class="external-link" href="http://www.nelsonmandela.org/"> Centro de Memória Nelson Mandela</a> em parceria com o <a class="external-link" href="http://www.google.com/culturalinstitute/">Instituto Cultural Google</a>. Entre as fotos, diários e documentos digitalizados, estão um <a class="external-link" href="http://archive.nelsonmandela.org/#!asset-viewer:exhibitId=AQwVV8cP&amp;l.id=wAQ_iQTaA6iv0WD8Sh6BWQU_gZ9RWLM&amp;l.min-loaded=16">mandado de prisão</a>, cartas escritas do cárcere <a class="external-link" href="http://archive.nelsonmandela.org/#!asset-viewer:exhibitId=AQwVV8cP&amp;l.id=cgQ_iQTaAxNoYTDGm_WHPmgflrQZSus&amp;l.min-loaded=32">para sua família</a> e até seu <a class="external-link" href="http://archive.nelsonmandela.org/#!asset-viewer:exhibitId=AQxpEmp6&amp;l.id=9gQ_iQTaA8l6lSYNM4HOvNZ4iaP1CAE&amp;l.min-loaded=3">cartão da igreja</a>. A <em>CH On-line</em> já abordou iniciativas parecidas, quando do lançamento dos acervos digitais dos físicos <a class="external-link" href="http://tmblr.co/ZlIT9xIUloYm">Albert Einstein</a> e <a title="Newton digital" class="internal-link" href="/blogues/bussola/2011/12/newton-digital">Isaac Newton</a>, por uma universidade de Jerusalém e pela Biblioteca Digital de Cambridge, respectivamente.&nbsp;</p>
<div class="pullquote">A Biblioteca de Cambridge tem o&nbsp;projeto de digitalizar todo seu acervo de sete milhões de livros e documentos</div>
<p>A biblioteca britânica, aliás, tem o projeto de digitalizar todo o seu acervo de sete milhões de livros e documentos. Até agora, entre o material <em>on-line</em> é possível conferir, por exemplo, uma <a class="external-link" href="http://cudl.lib.cam.ac.uk/collections/islamic">série de textos islâmicos</a>, alguns com mais de mil anos, e um acervo do <a class="external-link" href="http://darwin-online.org.uk/">naturalista britânico Charles Dawrin</a>, que conta com rascunhos da teoria da evolução e notas de sua viagem no <em><u>Beagle</u></em>. Quem também está interessada na área é o Google, que pretende usar o projeto de Mandela como modelo para resgatar a vida de outras personalidades do século 20.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>História digital do mundo</h3>
<p>Há muitos outros exemplos desse recente ‘ganho de memória’ da internet. A vida do próprio <em>Sir</em> Isaac é alvo de outras iniciativas, como o <em><a class="external-link" href="http://www.newtonproject.sussex.ac.uk/prism.php?id=28">Newton Project</a></em>, da Universidade de Sussex, e um projeto da <a class="external-link" href="http://web.nli.org.il/sites/NLI/English/collections/Humanities/Pages/newton.aspx">Biblioteca Nacional de Israel</a> que aborda o lado místico do personagem. Interessado em <a class="external-link" href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/belief/2012/mar/23/isaac-newton-archive-science-faith">teologia e alquimia</a>, ele via na análise das escrituras sagradas uma ciência capaz, inclusive, de prever o fim do mundo (<a class="external-link" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u305205.shtml">em 2060</a>, anotem aí).&nbsp;</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/blogues/bussola/2012/04/imagens/memoriadeinternet2.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/imagens/memoriadeinternet2.jpg/image_preview" alt="Acervo Mandela" title="Acervo Mandela" height="228" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Ao ter seus arquivos pessoais disponibilizados na internet, Nelson Mandela se junta a personalidades e cientistas como Newton, Einstein e Darwin. (imagem: reprodução)</dd>
</dl>

<p>Nos Estados Unidos, <a class="external-link" href="http://www.loc.gov/rr/program/bib/founders/">diversos nomes importante</a>s para a formação do país têm seus acervos disponíveis <em>on-line</em>, como <a class="external-link" href="http://memory.loc.gov/ammem/collections/stern-lincoln/">Abraham Lincoln</a>, <a class="external-link" href="http://www.franklinpapers.org/franklin/">Benjamin Franklin</a> e <a class="external-link" href="http://www.princeton.edu/~tjpapers/index.html">Thomas Jefferson</a> – iniciativas mantidas pela <a class="external-link" href="http://www.loc.gov/library/libarch-digital.html">Biblioteca do Congresso</a> e pelas universidades de Yale e de Princeton, respectivamente. O ativista político <a class="external-link" href="http://educacao.uol.com.br/biografias/martin-luther-king.jhtm">Martin Luther King Jr</a> também possui <a class="external-link" href="http://www.thekingcenter.org/archive">uma coleção digital</a>, com fotos e rascunhos de seus<a class="external-link" href="http://www.thekingcenter.org/archive/document/i-have-dream"> mais importantes discursos</a>.&nbsp;</p>
<p>O<a class="external-link" href="http://www.aip.org/history/"> Instituto Americano de Física</a> preserva acervos com mais de 30 mil documentos de diversos cientistas e uma <a class="external-link" href="http://www.aip.org/history/nbl/oralhistory.html">coleção de história oral</a> com centenas de entrevistas, além de promover<a class="external-link" href="http://www.aip.org/history/exhibits.html"> exposições <em>on-line</em></a> sobre importantes personagens da história da ciência, como <a class="external-link" href="http://www.aip.org/history/curie/contents.htm">Marie Curie</a> e suas descobertas sobre a radioatividade e<a class="external-link" href="http://www.aip.org/history/heisenberg/p01.htm"> Werner Heisenberg</a>, um dos fundadores da mecânica quântica. Na área de economia e política, o <a class="external-link" href="http://avalon.law.yale.edu/"><em>Avalon Project</em></a> reúne documentos como o <a class="external-link" href="http://avalon.law.yale.edu/subject_menus/hammenu.asp">Código de Hamurabi</a> e até o <a class="external-link" href="http://avalon.law.yale.edu/medieval/magframe.asp">Tratado de Tordesilhas</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Amnésia brasileira</h3>
<p>Apesar da importância que a pesquisa brasileira apresenta hoje, as iniciativas de resgate dessa história ainda são muito isoladas no país. Na opinião do jornalista e historiador da ciência Cássio Leite Vieira, editor de internacional da revista Ciência Hoje, elas esbarram na falta de uma cultura de preservação. “Temos pouca tradição no campo e, em geral, a história recebe pouco destaque na formação dos novos pesquisadores”, afirma. &nbsp;</p>
<p>Especialista em filosofia e história da ciência, Antonio Augusto Videira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), critica o atual modelo produtivista de construção do conhecimento. “É fundamental valorizar nossa história, pois só assim podemos avaliar as consequências de nossas decisões”, defende. “Por isso, são necessárias políticas públicas e ações pulverizadas, com a formação de redes, pois o material a ser preservado é maior que a capacidade das instituições dedicadas a esse trabalho.”</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/blogues/bussola/2012/04/imagens/memoriadeinternet3.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/imagens/memoriadeinternet3.jpg/image_preview" alt="Coletânea de acervos" title="Coletânea de acervos" height="257" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Diversas iniciativas internacionais têm ajudado a recuperar a memória de grandes cientistas. O Brasil conta com projetos isolados, mas que já o colocam em posição de destaque entre países sulamericanos e em desenvolvimento. (imagens: reprodução; montagem: Marcelo Garcia)</dd>
</dl>

<p>Uma dessas instituições é a Casa de Oswaldo Cruz (COC), da Fiocruz, que preserva – e agora disponibiliza na internet – acervos de pesquisadores da área da saúde, como <a class="external-link" href="http://www.bvschagas.coc.fiocruz.br/php/">Carlos Chagas</a>&nbsp;e&nbsp;<a class="external-link" href="http://www.bvsalutz.coc.fiocruz.br/php/index.php">Adolpho Lutz</a>. O historiador Paulo Elian, vice-diretor da entidade, defende a importância de combinar preservação com pesquisa histórica e divulgação científica e destaca a falta de políticas públicas no setor.&nbsp;Na própria Fiocruz, outro acervo interessante é o do sanitarista e político&nbsp;<a class="external-link" href="http://bvsarouca.icict.fiocruz.br/galeria_imagens3.htm">Sérgio Arouca</a>, criado pelo&nbsp;Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em saúde (Icict)</p>
<p>Outra instituição com tradição em preservar a história da ciência, o <a class="external-link" href="http://www.mast.br/index2.htm">Museu de Astronomia e Ciências Afins</a> (Mast), guarda documentos de pesquisadores como o médico Olympio da Fonseca e o físico Bernhard Gross, mas pouco desse material está disponível <em>on-line</em>. Situação parecida com a da <a class="external-link" href="http://cpdoc.fgv.br/acervo/arquivospessoais">Fundação Getúlio Vargas</a> (FGV), que reúne documentos de personalidades que vão do médico e político <a class="external-link" href="http://www.fgv.br/cpdoc/guia/detalhesfundo.aspx?sigla=AN">Arthur Neiva</a> a <a class="external-link" href="http://www.fgv.br/cpdoc/guia/detalhesfundo.aspx?sigla=TN">Tancredo Neves</a>, porém disponibiliza pouco desse acervo na internet. A FGV mantém, ainda, projeto de <a class="external-link" href="http://cpdoc.fgv.br/acervo/historiaoral/entrevistas">preservação da história oral</a> por meio de entrevistas com grandes personalidades sobre a sociedade brasileira.</p>
<div class="pullquote">É claro que existem problemas, mas estamos adiantados em relação aos demais países em desenvolvimento</div>
<p>Algumas universidades, como a Estadual de Campinas (Unicamp), também possuem acervo <em>on-line</em> de pesquisadores como o físico <a class="external-link" href="http://www.siarq.unicamp.br/lattes/">César Lattes</a> e o historiador <a class="external-link" href="http://www.siarq.unicamp.br/sbh/">Sérgio Buarque de Holanda</a>. Documentos e imagens de cientistas como Nise da Silveira e José Reis estão disponíveis no <a class="external-link" href="http://www.canalciencia.ibict.br/menu/listaNotaveis.html">Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia</a>. Outras iniciativas isoladas preservam pequenos acervos de figuras como <a class="external-link" href="http://www.obrabonifacio.com.br/principais_obras/pagina/2/">José Bonifácio</a>, <a class="external-link" href="http://www.santosdumont.org.br/internas.php?menu=8434&amp;interna=84081#">Santos Dumont</a>, <a class="external-link" href="http://www.memorialjk.com.br/">Juscelino Kubitschek</a> e <a class="external-link" href="http://acervo.paulofreire.org/xmlui/handle/7891/2">Paulo Freire</a>. Há ainda material sobre episódios importantes da história brasileira nos sites da <a class="external-link" href="http://bndigital.bn.br/index.htm">Biblioteca Nacional</a>, do <a class="external-link" href="http://www.memoriasreveladas.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=home">Acervo Nacional</a> e da <a class="external-link" href="http://bndigital.bn.br/projetos/redememoria/galeria.html">Rede da Memória Virtual</a>.&nbsp;</p>
<p>Apesar de toda a limitação apontada pelos especialistas, há exemplos interessantes de ricos acervos já disponibilizados <em>on-line</em> no Brasil. Por isso, a arquivologista Maria da Conceição Castro, chefe do departamento de documentação da Casa de Oswaldo Cruz, destaca o pioneirismo do país. “Os sistemas de acervo informatizados são recentes e requerem um grande detalhamento e investimento. É claro que existem problemas, mas estamos bastante adiantados em relação aos países sulamericanos e em desenvolvimento.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marcelo Garcia</strong></p>
<p>Ciência Hoje On-line</p>
<div>&nbsp;</div>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Marcelo Garcia</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>História da Ciência</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Web 2.0</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Internet</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-16T13:31:32Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/cerebros">
  <title>Cérebros!</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/cerebros</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>É o sonho de qualquer zumbi de filme de terror: uma galeria inteira ocupada por cérebros. Fatiados, inteiros, em vidros, secos, fotografias de cérebros, moldes, esculturas. A exposição, singelamente nomeada <em>Brains</em> (cérebros, em inglês), que está em cartaz na Wellcome Collection de Londres, deixa bem claro, logo na entrada, que o assunto não é a mente. É o cérebro, físico, aquele órgão enrugado que há milhares de anos fascina a humanidade.</p>
<div class="pullquote">“Esta exposição não é sobre o que os cérebros fazem por nós, mas o que nós fazemos com eles”</div>
<p>“[Esta exposição] não é sobre o que os cérebros fazem por nós, mas o que nós fazemos com eles”, é o texto logo na entrada. Na parede ao lado, em letras menores: “Esta exposição contém imagens e objetos que alguns visitantes podem achar perturbadores”, provavelmente se referindo a alguns dos vídeos mostrando operações no cérebro (afinal, esta é a Wellcome Collection, que fica no meio do caminho entre uma galeria de arte e um museu de medicina).</p>
<p>Mexer e futucar a massa encefálica é algo que a humanidade faz há milhares de anos. É possível ver na exposição um crânio da Idade do Bronze com sinais de uma trepanação, uma das primeiras operações cerebrais de que se tem notícia, que consistia em abrir buracos no crânio.</p>
<p>Há também as histórias tocantes de pacientes do começo do século 20, fotografados antes ou depois de operações cirúrgicas. Aliás, a técnica para neurocirurgias pode ter evoluído, mas a parte de serrar e abrir o crânio nunca vai ser considerada delicada. Instrumentos lembram o quanto o cérebro, esse órgão tão exposto nessa galeria, fica protegido dentro do nosso corpo.<br /><br /></p>
<h3>Cérebros ilustres</h3>
<p>Em paralelo às operações neurológicas, o estudo anatômico do cérebro, principalmente nos séculos 19 e 20, buscava entender a mente por meio das propriedades físicas do órgão. Cientistas estudavam cérebros de criminosos ou de pessoas geniais para tentar entender de onde vinham aquelas características.</p>
<dl class="image-inline captioned">
<dt><a rel="lightbox" href="/galeria/cerebros/cerebro08.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/galeria/cerebros/cerebro08.jpg/image_preview" alt="Cérebro de Helen" title="Cérebro de Helen" height="297" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Cérebro da sufragista Helen H. Gardener. (crédito: Burt Green Wilder Brain Collection, Cornell University; foto: Peter Ross)</dd>
</dl>

<p>A técnica pode não ter levado a muitos avanços científicos, mas é graças a ela que nessa exposição podemos dar uma olhada, bem de perto, em cérebros famosos como os de Einstein (na verdade, duas lâminas manchadas, duas fotos e um molde em resina), da sufragista Helen H. Gardener, do matemático e ‘pai do computador’ Charles Babbage e do assassino William Burke, escocês que no século 19 matava e vendia os corpos das vítimas para serem dissecados na Universidade de Medicina – e que acabou também dissecado após ser condenado à forca.</p>
<p>Ao lado de uma carta da médica Anita Newcomb McGee, datada de 1896, oferecendo para estudo o cérebro de seu bebê que estava morrendo de meningite, veem-se as imagens e ouvem-se os depoimentos de sorridentes idosos contemporâneos, entusiasmados com a perspectiva de terem seus cérebros igualmente escarafunchados por pesquisadores após sua morte. Hoje em dia o estudo anatômico do cérebro é feito para se tentar entender melhor doenças degenerativas como o Alzheimer. Ou seja, a doação de cérebros para pesquisa continua relevante.</p>
<p>Órgãos e tecidos conservados e modelos de cérebros de diversos animais dividem espaço na galeria com obras de arte como as esculturas de Katharine Dowson, onde se vê seu próprio cérebro, ou o tumor no cérebro de seu primo, gravados a <em>laser</em> em um cristal – as esculturas têm uma leveza que o órgão de verdade não tem.</p>
<dl class="image-inline captioned">
<dt><a rel="lightbox" href="/galeria/cerebros/cerebro11.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/galeria/cerebros/cerebro11.jpg/image_preview" alt="Arte cerebral" title="Arte cerebral" height="286" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">‘My Soul (Minha Alma)’, obra feita em 2005 pela escultora Katharine Dowson em que se veem as formas de seu próprio cérebro gravadas a ‘laser’ em um cristal. (foto: Katharine Dowson e GV Art)</dd>
</dl>

<p>Perto da saída, ao lado de poltronas e livros disponíveis para consulta, uma parede inteira está coberta com pôsteres de filmes B sobre... cérebros. Há desde títulos conhecidos como <em>Frankenstein</em> ou <em>O homem com dois cérebros</em>, com Steve Martin, até histórias de cérebros vindos do espaço ou transplantes de cérebros. Todos têm os cérebros como protagonistas, o que talvez explique a ausência dos filmes de zumbis comedores de massa encefálica, onde o órgão mais importante do nosso corpo é tão somente o prato principal.<br /><br /></p>
<h3><a title="Cérebros!" class="internal-link" href="/galeria/cerebros">Confira mais imagens da exposição</a>.</h3>
<p><strong><br />Barbara Axt</strong><br />Especial para a CH On-line/ Londres</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Barbara Axt</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Exposição</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Arte e ciência</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>História da Ciência</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Biologia</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-13T20:36:05Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/icaro-virtual">
  <title>Ícaro virtual</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/icaro-virtual</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Voar é um antigo sonho da humanidade que, graças à tecnologia, já é possível. Temos aviões, parapentes, asas-deltas e até foguetes. Mas nenhum desses dispositivos nos proporciona a possibilidade de voar como fez Ícaro – personagem da mitologia grega que construiu asas de penas de gaivota e cera de abelha para alcançar o céu. Pairar nas alturas batendo os próprios braços como se fossem asas é também o sonho do engenheiro holandês Jarno Smeets. Um sonho que se tornou realidade no último dia 19.</p>
<div class="pullquote">A trama faz parte de um projeto transmídia que visa criar um novo modo de contar histórias</div>
<p>O parágrafo anterior seria a abertura de um <em>post</em> que eu ia escrever para este blogue sobre a invenção de uma asa de sete metros de comprimento que permitiu a seu criador voar como um pássaro – momento emocionante registrado em um <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=GYW5G2kbrKk&amp;list=UU7W2f5n5vYfM7TYVir3iPGw&amp;feature=plcp">vídeo</a> que teve mais de seis milhões de acessos no Youtube. Seria, não fosse tudo uma grande mentira de internet, uma história que, como Ícaro, despencou.</p>
<p>Mentira não. Segundo o criador da farsa, o cineasta amador e animador gráfico holandês <a class="external-link" href="http://www.floriskaayk.com/">Floris Kaayk</a>, que interpreta Jarno no vídeo, a trama faz parte de um projeto transmídia que visa criar um novo modo de contar histórias.</p>
<p>“Sei que algumas pessoas ficaram desapontadas com o fato de a história não ser real, mas minha intenção nunca foi enganar ninguém e sim compartilhar e tornar visual um sonho pessoal e universal por meio das mídias digitais”, explica Kaayk à <em>CH On-line</em>.&nbsp; “O único modo de pegar a audiência pela mão e guiá-la por essa incrível viagem era tornar a história o mais real possível. Se eu tivesse dito de cara que eu era um cineasta e que nada era verdade, poucos seguiriam o meu sonho.”<br /><br /></p>
<h3 align="center">Assista ao vídeo do voo fictício de Jarno</h3>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/GYW5G2kbrKk" frameborder="0" height="259" width="450"></iframe><br /><br />Kaayk e amigos da empresa de comunicação <a class="external-link" href="http://revolver.nl/index.php?page=company">Revolver Media</a> passaram oito meses alimentando diariamente Twitter, Facebook, Youtube e o blogue <a class="external-link" href="http://www.humanbirdwings.net/"><em>Human Birdwings</em></a>, que funcionava com um diário em que o personagem Jarno Smeets compartilhava suas descobertas e avanços na tentativa de fazer um homem voar como um pássaro.</p>
<p>A página, ainda disponível, está repleta de vídeos, esquetes, protótipos e textos que narram a trajetória do projeto e do inventor. Os vídeos de voo foram manipulados com o uso de computação gráfica em 3D, expertise de Kaayk.</p>
<p>Para tornar tudo mais emocionante, Jarno se apresenta no blogue como um idealista que se inspirou no <a class="external-link" href="http://www.humanbirdwings.net/about/found-grandpas-old-sketches/">sonho do avô</a>, que também cultivava a vontade de voar e arriscava fazer alguns desenhos de uma máquina voadora. Segundo Kaayk, essa é a única parte da história que tem um pouco de verdade, pois seu avô se chamava Smeets e também se dedicou a realizar esse sonho.</p>
<p>O apelo da história foi tão grande que diversos veículos de comunicação (<a class="external-link" href="http://www.wired.com/wiredscience/2012/03/analysis-of-the-human-birdwings/"><em>Wired</em></a>, <a class="external-link" href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2012/03/video-mostra-engenheiro-voando-como-passaro-na-holanda.html"><em>G1</em></a>, <a class="external-link" href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/este-homem-voa-como-um-passaro-batendo-suas-proprias-asas/"><em>Gizmodo</em></a>, <a class="external-link" href="http://www.popsci.com/technology/article/2012-03/video-dutchman-flaps-his-arms-and-flies"><em>PopularScience</em></a>, <em><a class="external-link" href="http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2118071/The-flying-Dutchman-Video-shows-inventor-Hague-taking-flapping-wings--human-fly-like-bird.html">Daily Mail</a></em> e <em><a class="external-link" href="http://dsc.discovery.com/gear-gadgets/its-a-bird-its-a-plane-no-its-a-human-with-birdwings.html">Discovery</a></em>, além de <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=Af2ZXv3P3bs">jornais locais</a>) noticiaram o voo de Jarno Smeets. No blogue do projeto, pessoas de todo o mundo deixaram comentários e até tentaram ajudar o personagem do engenheiro com sugestões e dicas para melhorar o funcionamento das asas mecânicas. <br /><br /></p>
<h3>Sonho real?</h3>
<p>O projeto era mesmo elaborado. Kaayk disponibilizou ao público os detalhes da invenção. A asa mecânica teria sido construída com base nas asas dos albatrozes e movimentada por um potente motor alimentado a baterias e ligado a um computador preso a uma mochila. Os pulsos do piloto recebiam sensores de movimento do videogame Wii, que repassavam as informações para o computador. Este tratava de repetir o movimento dos braços nas asas, também equipadas com sensores.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/blogues/bussola/2012/04/imagens/Icaro02.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/imagens/Icaro02.jpg/image_preview" alt="Esquemas da asa mecânica" title="Esquemas da asa mecânica" height="187" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">No site do projeto há esquemas do funcionamento da asa mecânica fictícia. Mesmo que fosse construída, não alçaria voo. (imagens: Floris Kaayk)</dd>
</dl>

<p>Apesar de bem arquitetado, o projeto contradiz as leis da física e, mesmo que fosse sério, não faria um homem levantar-se do chão. O biofísico Henrique Lins de Barros, especialista em história aeronáutica do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), explica que não existe uma solução viável para uma asa como essa.</p>
<p>“O problema é a relação entre peso (pessoa mais aparato) e potência (dada pela limitação da força humana)”, afirma. “Mesmo que o aparato pesasse 'nada', o peso da pessoa exigiria uma grande potência para que ela se alçasse ao ar. Seria necessário conseguir uma força de sustentação maior que o peso”. E completa: “O homem definitivamente não foi feito para voar.”</p>
<p>Apesar da limitação do projeto fictício, que vai virar documentário, Kaayk ainda acredita que sua história pode inspirar um dispositivo que funcione de verdade. “Na minha opinião, esse mito pode se tornar realidade com o desenvolvimento tecnológico da última década”, diz. “E é essa visão que queremos compartilhar com o nosso projeto. Muitas pessoas ficaram entusiasmadas com o conceito e compartilharam com seus amigos. Quem sabe não surja um Jarno Smeets real por aí?” <br /><br /><strong>Sofia Moutinho</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Sofia Moutinho</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Vídeo</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Aeronáutica</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Internet</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Mídias sociais</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Web 2.0</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-09T16:58:00Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/arte-brasileira-ao-alcance-de-um-clique">
  <title>Arte brasileira ao alcance de um clique</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/arte-brasileira-ao-alcance-de-um-clique</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Dois representantes brasileiros marcam presença na segunda versão do <a class="external-link" href="http://www.googleartproject.com/">Google Art Project</a>, ferramenta que permite um passeio <em>on-line</em> pelo interior dos principais museus do mundo. O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e a Pinacoteca do Estado de São Paulo agora integram a lista de instituições que podem ser visitadas por qualquer um, a qualquer hora, a partir da ferramenta.</p>
<p>Lançada anteontem (03/04), a segunda versão do projeto traz 151 instituições de 39 países, dez delas na América Latina. Na <a title="A um palmo do nariz" class="internal-link" href="/blogues/bussola/2011/02/a-um-palmo-do-nariz">primeira versão</a>, que estreou em fevereiro de 2011, apenas 17 museus dos Estados Unidos e da Europa estavam disponíveis para visitação. Inicialmente, mais de 1.000 obras de 700 artistas estavam digitalizadas. Agora são ao todo cerca de 30 mil obras de 6 mil artistas.</p>
<p>O usuário pode ver diretamente as peças ou passear pelos corredores dos museus e observá-las nos locais onde estão expostas, por meio de imagens em 360º <a class="external-link" href="http://cienciahoje.tumblr.com/">semelhantes às disponibilizadas pelo Google Street View</a>. Mas nem todas as salas estão abertas à visitação virtual.</p>
<p>Na <a class="external-link" href="http://www.googleartproject.com/collection/pinacoteca-do-estado-de-sao-paulo/">Pinacoteca</a>, estão disponíveis apenas 98 das 9 mil obras que compõem seu acervo. No <a class="external-link" href="http://www.googleartproject.com/collection/museu-de-arte-moderna-de-sao-paulo/">MAM-SP</a>, foram selecionadas as 89 obras de uma exposição temporária, o 30º Panorama da Arte Brasileira, onde figuram nomes como Tarsila do Amaral. Essa mostra inclui peças que não pertencem ao acervo permanente do museu, que totaliza 5.500 obras.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/blogues/bussola/2012/04/imagens/saudade.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/imagens/saudade.jpg/image_preview" alt="Saudade " title="Saudade " height="294" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Detalhe da tela ‘Saudade’, feita pelo pintor brasileiro Almeida Júnior em 1899 e exposta na Pinacoteca do Estado de São Paulo. A obra foi digitalizada em altíssima qualidade, o que permite um grau de aproximação capaz de revelar até a textura das pinceladas. (imagem: reprodução)</dd>
</dl>

<p>Diferentemente do que acontece com outros museus que fazem parte do Google Art Project, somente uma obra de cada museu brasileiro foi escolhida para ser apresentada em altíssima resolução (7 bilhões de <em>pixels</em>). Esse é um dos mais incríveis recursos da ferramenta, que permite obter um nível de aproximação gigantesco da obra e ver até a sua textura. O MAM-SP escolheu o painel em grafite que fica do lado externo do museu e foi feito pela dupla Osgemeos. Já a Pinacoteca optou pelo quadro ‘Saudade’, de Almeida Júnior.</p>
<p>Apesar das restrições, a possibilidade de trazer uma amostra – ainda que pequena – da arte brasileira para dentro das nossas casas é bastante animadora. Resta a nossa torcida para que outros museus brasileiros se juntem à iniciativa.<br /><br /><strong>Thaís Fernandes<br /></strong>Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Thaís Fernandes</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Vídeo</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Museu</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Internet</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Arte e ciência</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Web 2.0</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-05T21:27:10Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/caca-ao-tesouro...-no-espaco">
  <title>Caça ao tesouro... no espaço!</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/caca-ao-tesouro...-no-espaco</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>A imagem acima foi produzida a partir de observações do telescópio espacial Hubble. Os retoques artísticos, porém, ficam por conta deste repórter que vos escreve, convertido em moderno explorador virtual. A equipe da Agência Espacial Europeia (ESA), responsável pelas atividades de divulgação científica relacionadas ao telescópio, quer estimular mais internautas a seguir o exemplo e, com um toque de criatividade, ajudar a revelar os tesouros escondidos no <a class="external-link" href="http://hla.stsci.edu/">precioso acervo do equipamento</a>.</p>
<p>Lançado com esse intuito, o concurso <a class="external-link" href="http://www.spacetelescope.org/announcements/ann1203/">Tesouros Escondidos do Hubble</a> convida exploradores do espaço e do ciberespaço a colaborar diretamente com a divulgação da astronomia, trazendo a público, até 31 de maio, imagens duplamente inéditas do telescópio – é que a tarefa envolve não apenas desenterrar imagens do seu rico acervo, mas também incrementar seu visual.</p>
<div class="pullquote">A tarefa envolve não apenas desenterrar imagens do seu rico acervo, mas também incrementar seu visual</div>
<p>Há mais de 20 anos em órbita da Terra, o <a class="external-link" href="http://hubblesite.org/">telescópio Hubble</a> já registrou imagens de incontáveis estrelas, galáxias e eventos cósmicos. Porém, segundo os organizadores da competição, apesar dos registros passarem por uma análise inicial dos pesquisadores, muitas dessas impressionantes fotos jamais são levadas a público.</p>
<p>Embrenhando-se pelas minas do rei Hubble, o usuário certamente encontrará muitas candidatas a pepitas cosmológicas. Ao escolher uma delas, poderá ajustar parâmetros de cor e exposição com a ferramenta de edição disponibilizada no próprio <em>site</em> e, depois, postá-la no grupo criado para o concurso na <a class="external-link" href="http://www.flickr.com/groups/hubblehiddentreasures">rede social Flickr</a>. As dez melhores combinações de beleza e originalidade serão premiadas e o explorador-artista por trás da grande vencedora levará um <em>iPod Touch</em>.</p>
<p>Quem quiser uma emoção adicional, pode desafiar os profissionais, baixando e usando o mesmo programa de computador com o qual os pesquisadores criam as <a class="external-link" href="http://www.spacetelescope.org/images/archive/top100/">sensacionais imagens</a> divulgadas pela equipe do projeto Hubble, o <a class="external-link" href="http://www.spacetelescope.org/projects/fits_liberator/">FITS Liberator</a>. É possível fazer o <em>download</em> da imagem e editá-la com o programa ou usá-lo para convertê-la para um formato aceito por outros editores de imagem, como o <a class="external-link" href="http://www.gimp.org/">Gimp</a>. As fotos devem ser postadas em um grupo do Flickr especial para <a class="external-link" href="http://www.flickr.com/groups/hubblehiddentreasures_advanced">essa categoria da competição</a>. No baú do tesouro, um <em>iPad</em> para o vencedor.&nbsp;&nbsp; <br /><br /></p>
<h3>O mapa da mina espacial</h3>
<p>Com a abundância de belas imagens, fazer um achado nessa aventura não é tão difícil. No entanto, como toda caça ao tesouro que se preze, o percurso não é simples. Além de concorrer com milhares de competidores, é preciso decifrar os códigos do Hubble – tarefa que, se não chega a estar <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=zEOSQW3YcVs">repleta de armadilhas</a> nem a ser complexa como um <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Criptex">criptex</a>, tampouco é muito intuitiva. Mas não entre em pânico. A <em>CH On-line</em> vai dar algumas pistas para quem se sentir confuso.</p>
<div class="pullquote">Como toda caça ao tesouro que se preze, o percurso não é simples, mas a <em>CH On-line</em> oferece algumas pistas para quem se sentir confuso</div>
<p>O sistema de busca permite acessar os dados de todos os equipamentos que compõem o telescópio. Apesar de reconhecer nomes de algumas formações, a ferramenta dá preferência a coordenadas – sua primeira dificuldade. Se não encontrar nada no início, não desanime, o universo é imenso e há lugares que mesmo o Hubble jamais registrou.</p>
<p>Também é possível – e útil – buscar por ‘todo o universo’: basta usar o termo <strong>0 0 r=180d</strong> e selecionar apenas um instrumento do Hubble na busca avançada. A opção <strong>Color (level 4)</strong> apresenta apenas os resultados coloridos. Na verdade, esses registros são sobreposições de imagens sem cor geradas por filtros que captam faixas específicas de luz – <a title="Paleta espacial" class="internal-link" href="/blogues/bussola/2012/02/paleta-espacial">já explicamos esse processo aqui no Bússola</a>.</p>
<p>Tesouro desencavado, resta um último desafio. Como as imagens devem ser inéditas, é preciso consultar <a class="external-link" href="http://www.spacetelescope.org/images/">a galeria de imagens do Hubble</a> divulgadas desde 1990. Os registros já conhecidos não serão premiados, mas não há limite de fotografias inscritas por pessoa.</p>
<p>Apesar dos pequenos contratempos, a aventura é interessante. É divertido explorar os recantos do universo, observar suas fascinantes formações e admirar nossa pequenez enquanto brincamos de arquiteto da criação, colorindo estrelas, nebulosas e galáxias.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/blogues/bussola/2012/04/imagens/tesouroescondido02.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/imagens/tesouroescondido02.jpg/image_preview" alt="Concurso Hubble" title="Concurso Hubble" height="300" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Alguns dos tesouros encontrados no acervo do telescópio; todos lapidados apenas com as ferramentas disponíveis na rede. (foto: Hubble’s Hidden Traesure)</dd>
</dl>

<p>Se ainda tiver dúvidas, <a class="external-link" href="http://hla.stsci.edu/hla_movie.html">acesse vídeos tutoriais</a> da ferramenta. Mais informações e o <a class="external-link" href="http://www.spacetelescope.org/projects/hiddentreasures/rules">regulamento completo</a> do concurso estão disponíveis no <a class="external-link" href="http://www.spacetelescope.org/projects/hiddentreasures/"><em>site</em> da iniciativa</a>. <br /><br /><strong>Marcelo Garcia<br /></strong>Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Marcelo Garcia</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Arte e ciência</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Astronomia</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-04T18:35:35Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/ciencia-nos-selos">
  <title>Ciência nos selos</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/ciencia-nos-selos</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Eles podem parecer apenas pequenos pedaços de papel ultrapassados usados pelos Correios nas correspondências ou objeto de desejo de colecionadores. Mas os selos postais são verdadeiros documentos, com muita história para contar. Uma delas é a da divulgação da ciência no Brasil.</p>
<p>No livro recém-lançado <em>A ciência nos selos postais comemorativos brasileiros: 1900-2000,</em> o professor Diego Salcedo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), resgata sua dissertação de mestrado para traçar essa história.</p>
<p>O pesquisador reuniu mais de 2 mil selos emitidos no período que apresentam símbolos científicos, figuras de cientistas e imagens referentes a eventos e conferências de ciência.&nbsp;</p>
<p><img class="image-left" src="/blogues/bussola/2012/04/imagens/capa_livro_DS.jpg/image_mini" alt="Livro " />Analisando o material, o autor percebeu alguns fatos interessantes que falam sobre a história da ciência brasileira e a posição oficial do governo sobre esse tema. Um dos pontos que lhe chamou a atenção foi o pico de emissões de selos sobre ciência entre 1930 e 1950, na Era Vargas.</p>
<p>Segundo ele, nessa época, era preocupação do governo demonstrar apoio à ciência e à tecnologia como forma de valorização nacional. “A partir da revolução de 1930, o Estado começa a usar o selo como forma de posicionamento político”, diz. “O selo é usado como um instrumento de propaganda governamental, um recado político de Getúlio Vargas sinalizando a valorização da ciência e da tecnologia.”</p>
<p>A figura do cientista nacional também prevalece em relação aos internacionais nos selos analisados. Das 33 estampilhas com imagens de cientistas localizadas pelo pesquisador, 27 são de cientistas brasileiros e apenas três de estrangeiros, como o cientista e filósofo francês Auguste Comte, pai do positivismo.</p>
<p>Segundo o regimento dos Correios, só podem ser homenageados nos selos postais personalidades já falecidas, com a exceção de chefes de Estado, atletas que conseguiram o primeiro lugar em olimpíadas e ganhadores do prêmio Nobel.</p>
<dl class="image-inline captioned">
<dt><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/imagens/cincianosselos04.jpg/image_preview" alt="Selo Oswaldo Cruz" title="Selo Oswaldo Cruz" height="178" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">O cientista Oswaldo Cruz é homenageado no centenário da instituição que leva o seu nome, a Fiocruz. (imagem: Diego Salcedo)</dd>
</dl>

<p>A partir da década de 1950, os selos de ciência começaram a ser produzidos não só para correspondências nacionais, mas também para cartas enviadas a todo o mundo. “Com isso o governo sinaliza uma tentativa de valorizar o conhecimento científico produzido no Brasil e ao mesmo tempo projetar nossos cientistas no debate científico internacional”, explica Salcedo.</p>
<p>Outro ponto destacado pelo pesquisador é a ausência de cientistas mulheres nos selos. “Em 100 anos de emissão de selos, não há a divulgação de sequer uma mulher entre cientistas nacionais e internacionais”, pontua. “Isso reflete como a mulher foi deixada de lado por muito tempo nas questões científicas.”</p>
<div class="pullquote">Em 100 anos de emissão de selos, não há a divulgação de sequer uma mulher entre cientistas nacionais e internacionais</div>
<p>Apesar de terem menos visibilidade que os homens na ciência do início do século 20, a figura da mulher cientista não era inexistente. Um exemplo é a química polonesa, ganhadora de dois prêmios Nobel, Marie Curie (1867-1939), que tinha destaque na mídia internacional e, inclusive, esteve no Brasil em 1926. Na ciência nacional, outras mulheres, como a bióloga Bertha Lutz (1894-1976) e a agrônoma Johanna Döbereiner (1924-2000), também se destacaram.<br /><br /></p>
<h3 style="text-align: left;">Selo de educação</h3>
<p>Salcedo, que coleciona selos desde os nove anos, defende que eles deveriam ser usados como material paradidático tanto no ensino superior quanto no fundamental.&nbsp;</p>
<p>“Usar o selo nas aulas é uma forma de despertar o interesse e uma reflexão crítica de estudantes e professores diante da ciência e de sua divulgação”, argumenta. “Eu mesmo uso esse recurso, seja para ilustrar uma temática ou para gerar debate.&nbsp;É interessante perceber como uma determinada visão de mundo pode ser desconstruída e reconstruída a partir de um selo postal.”</p>
<div class="pullquote">Usar o selo nas aulas é uma forma de despertar o interesse e a reflexão crítica diante da ciência e de sua divulgação</div>
<p>E continua: “Em algumas das minhas aulas, por exemplo, apresento para os alunos um selo com o busto de Oswaldo Cruz usado na comemoração de um Congresso Nacional de Microbiologia. A partir disso, discutimos sobre a escolha política desse cientista para representar o evento e também sobre a sua história na ciência.”</p>
<p>Para o pesquisador, o selo é um documento que continua vivo e não deveria ser substituído por novas tecnologias para contar a história da ciência no Brasil. “Muito se fala no uso de novas tecnologias como a internet na sala de aula, mas isso não exclui o uso do selo’, afirma. “As tecnologias não necessariamente se suplantam, muitas vezes, se complementam.”<br /><br /></p>
<h3 style="text-align: center;"><a class="external-link" href="../../../../galeria/ciencia-nos-selos/">Confira mais imagens de selos na nossa galeria</a></h3>
<div>&nbsp;</div>
<p><strong>Sofia Moutinho</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Sofia Moutinho</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>História da ciência no Brasil</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-04T14:37:47Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/bem-vindo-ao-antropoceno">
  <title>Bem-vindo ao Antropoceno</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/bem-vindo-ao-antropoceno</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Em três minutos, uma viagem no tempo: da Revolução Industrial aos dias de hoje. O cenário é a Terra; a protagonista, a humanidade; e a trama é a dúvida – seríamos nós, humanos, responsáveis pela força criadora e destruidora capaz de iniciar uma nova era geológica no planeta?</p>
<p>É a reflexão proposta no vídeo abaixo, apresentado como prelúdio à navegação de um novíssimo <em>site</em>: o <a class="external-link" href="http://www.anthropocene.info/en/home">Welcome to the Anthropocene</a> (Bem-vindo ao Antropoceno, em português).</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/39048998" frameborder="0" height="253" width="450"></iframe></p>
<p>Para os que chegaram agora na discussão, a história é assim: a humanidade vem, ao longo dos últimos milênios, exercendo influência tão evidente sobre os fluxos de energia e matéria do planeta que estaríamos, talvez, iniciando um novo período geológico: o Antropoceno.</p>
<p>O tema, aliás, rendeu<a title="Antropoceno" class="internal-link" href="/revista-ch/2011/283/pdf_aberto/antropoceno283.pdf"> artigo na revista</a> <em>Ciência Hoje</em> <a title="Edição 283" class="internal-link" href="/revista-ch/2011/283">283</a>. “A partir de meados do século 18, os humanos alteraram diretamente as paisagens em 40% a 50% do planeta, e marcas de sua influência afetam mais de 83% da superfície terrestre”, escrevem os autores.</p>
<p>Em outras palavras, aquela velha <a class="external-link" href="http://www.anthropocene.info/en/anthropocene/geological-timescale">tabela do tempo geológico da Terra</a> pode, segundo alguns, precisar de uma singela atualização. <br /><br /></p>
<h3>Navegando</h3>
<p>A proposta do novo <em>site</em> é informar o internauta e – com boas imagens à la Google Earth – ilustrar as razões que levam muitos cientistas a falar em Antropoceno.</p>
<p>Crescimento vertiginoso e disseminação global de grandes centros urbanos; mudanças globais em praticamente todos os níveis a velocidades assustadoras (há quem chame o período dos últimos 60 anos de ‘a grande aceleração’); revoluções industriais que afetaram praticamente todas as sociedades; modificação radical das paisagens ao sabor dos progressos civilizatórios; e por aí vai. Há um pequeno texto explicativo para cada um desses tópicos.</p>
<p>A página na internet traz uma boa <a class="external-link" href="http://www.anthropocene.info/en/gallery">galeria de imagens</a>, ilustrando algumas das intervenções mais notáveis da atividade humana sobre o planeta. Destaque para o megaprojeto de exploração mineral na Serra dos Carajás; e também para a hidrelétrica de Três Gargantas, na China, com a maior barragem do mundo; entre uma série de outras pegadas nossas espalhadas pelo mundo afora.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/blogues/bussola/2012/04/imagens/bemvindo02.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/imagens/bemvindo02.jpg/image_preview" alt="Mapa Serra dos Carajás" title="Mapa Serra dos Carajás" height="250" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Captura de tela da página virtual 'Welcome to the Anthropocene' destacando a região da Serra dos Carajás (PA), cenário de um dos maiores projetos de exploração mineral do mundo.</dd>
</dl>

<p>Com apelo estético de primeira, temos aí ótima ferramenta para os que querem se atualizar ou mesmo se iniciar na problemática tão instigante do Antropoceno.</p>
<p>Ainda em versão beta, as funcionalidades serão incrementadas ao longo do ano. Os desenvolvedores estimam que, até o final de 2012, a versão definitiva esteja finalizada.<br /><br /></p>
<h3>Base para tomadores de decisão</h3>
<p>A ferramenta foi lançada semana passada durante a <a class="external-link" href="http://www.planetunderpressure2012.net/">Planet Under Pressure 2012</a>, conferência realizada em Londres que reuniu atores de peso da comunidade científica de todo o globo – o encontro teve caráter preparatório para a <a class="external-link" href="http://www.rio20.gov.br/?set_language=pt-br">Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável</a>.</p>
<p>Discussões sobre o Antropoceno estiveram entre os destaques do evento. Afinal, um tema de tamanha envergadura abarca provavelmente todos os desafios socioambientais que hoje enfrentamos.</p>
<p>Além do lançamento do <em>site</em>, foi assinado um <a class="external-link" href="http://www.planetunderpressure2012.net/pdf/state_of_planet_declaration.pdf">documento</a> que, espera-se, seja lido pelos representantes de Estado que marcarão presença na Rio+20.<br /><br /><strong>Henrique Kugler<br /></strong>Ciência Hoje/ RJ</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Henrique Kugler</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Geologia</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Internet</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-02T16:30:15Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/03/queremos-reblogar">
  <title>Queremos reblogar</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/03/queremos-reblogar</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>No final do ano passado, criamos o <a title="ICH no Tumblr" class="internal-link" href="/blogues/bussola/2011/11/ich-no-tumblr">Tumblr do ICH</a>. A ideia era “abrir um novo <a class="external-link" href="http://cienciahoje.tumblr.com/">canal</a> de comunicação com os nossos leitores” e “divulgar novidades e repercutir debates ligados à ciência”. À época, já acreditávamos na potencialidade dessa rede social, mas ainda não tínhamos total dimensão da sua força e, tampouco, da quantidade de conteúdo que postaríamos por lá. Já são quase 60 <em>posts</em> publicados, todos produzidos pela nossa equipe.</p>
<div class="pullquote">Já são quase 60 <em>posts</em> publicados no Tumblr do ICH</div>
<p>O Tumblr <a class="external-link" href="http://iemai.com.br/blog/2010/01/29/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-tumblr/">permite</a> publicar fotos, textos, citações, <em>links</em>, vídeos e áudio. Tal qual um bom e velho blogue, mas repaginado e mais condizente com as possibilidades tecnológicas de agora – com plataforma de publicação e visualização mais cômoda e sob uma lógica de informações menos densas, que podem ser absorvidas de modo mais leve e rápido.</p>
<p>A rede social também tem uma ferramenta de ‘reblogagem’ similar ao famoso ‘retuíte’ do Twitter ou o ‘compartilhar’ do Facebook. Está nos nossos planos, inclusive, utilizá-la mais.</p>
<p>Muitos dizem que essa opção de ‘reblogagem’ é o grande diferencial do Tumblr, pois traduz, como nenhuma outra rede social, a proposta 2.0 de absorver e produzir conteúdo. O criador do Tumblr, o estadunidense David Karp, <a class="external-link" href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2012/01/23/no-tumblr-curadoria-e-criacao-de-conteudo-podem-andar-juntas/">reforçou</a> recentemente esse potencial da ferramenta: para o jovem de 25 anos, no Tumblr, todos são, além de produtores de informação, curadores. Segundo números apresentados por Karp, de cada 10 usuários, nove têm o hábito de ‘reblogar’ conteúdo.</p>
<p><a class="external-link" href="http://super.abril.com.br/blogs/tendencias/tumblr-chega-a-20-bilhoes-de-posts-veja-5-tumblrs-que-estao-bombando/">Apesar de o Brasil ser o segundo país com mais usuários no Tumblr</a>, a verdade é que a ferramenta ainda não ‘pegou’ por aqui como em outros países, sobretudo nos Estados Unidos. Durante a <a class="external-link" href="http://www.campus-party.com.br/2012/index.html">Campus Party</a> deste ano, Gina Gotthilf, representante do Tumblr no Brasil, <a class="external-link" href="http://blogs.estadao.com.br/link/a-chefe-do-tumblr-no-brasil/">disse</a> que o usuário nacional não interage com a ferramenta, não entende o Tumblr como comunidade, como rede social. A ideia da empresa é, nos próximos anos, investir pesado no país – <a class="external-link" href="http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/tumblr-tera-escritorio-no-brasil-o-primeiro-fora-dos-eua">com direito a sede brasileira</a> – e mudar a mentalidade do usuário; ou melhor, consolidar a ideia do usuário-curador.<br /><br /></p>
<h3>Tumblrs de ciência no Brasil</h3>
<p>Mas há, claro, alguns Tumblrs nacionais bacanas – <a class="external-link" href="http://youpix.com.br/top10/melhores-tumblrs-2011/">a grande maioria na área de humor</a>, é bem verdade. Uma pesquisa mais cuidadosa, no entanto, revela outros Tumblrs brasileiros interessantes, inclusive de ciência, tecnologia e divulgação científica. É o caso do Tumblr <a class="external-link" href="http://questoesdaciencia.tumblr.com/">Questões de ciência</a>, da revista <em>Piauí</em> e <a class="external-link" href="http://viveraciencia.tumblr.com/">Viver a ciência </a>– página que divulga fotos, citações, <em>links</em> e vídeos sobre os temas.</p>
<div class="pullquote">Vocês conhecem algum Tumblr brasileiro de ciência, tecnologia e divulgação científica interessante?</div>
<p>Muito, muito pouco, no entanto, comparado à profusão de Tumblrs científicos – ou que abordam frequentemente assuntos relacionados à ciência – ao redor do mundo: <a class="external-link" href="http://scipsy.tumblr.com/">Scipsy</a>, <a class="external-link" href="http://scientificillustration.tumblr.com/">Scientific Illustration</a>, <a class="external-link" href="http://kqedscience.tumblr.com/">KQED Science</a>, <a class="external-link" href="http://tumblr.poptech.org">Pop! Tech</a>, <a class="external-link" href="http://geologise.tumblr.com">Geologise</a>, <a class="external-link" href="http://art-sci.tumblr.com/">Art &amp; Science</a>, <a class="external-link" href="http://expose-the-light.tumblr.com/">A Systematic Enterprise</a>, <a class="external-link" href="http://openscience.tumblr.com/">Future of Science</a>, <a class="external-link" href="http://ohscience.tumblr.com/">oh, science!</a> e <a class="external-link" href="http://scienceisbeauty.tumblr.com/">Science is Beauty</a> são apenas algumas páginas entre tantas outras.</p>
<p>Além dessa lista, há revistas, jornais e canais de televisão que, assim como o ICH, criaram um Tumblr. Exemplos: <a class="external-link" href="http://wired.tumblr.com/"><em>Wired</em></a>, <a class="external-link" href="http://discoverynews.tumblr.com/"><em>Discovery News</em></a>, <a class="external-link" href="http://newyorker.tumblr.com/"><em>The New Yorker</em></a>, <a class="external-link" href="http://guardian.tumblr.com/"><em>The Guardian</em></a>, <a class="external-link" href="http://life.tumblr.com/"><em>Life</em></a>, <em><a class="external-link" href="http://newsweek.tumblr.com/">Newsweek</a> </em>e <a class="external-link" href="http://livelymorgue.tumblr.com/"><em>New York Times</em></a>.</p>
<p>Agora, cabe a pergunta aos leitores: vocês conhecem algum Tumblr brasileiro de ciência, tecnologia e divulgação científica interessante que não foi citado aqui? Por favor, a caixa de comentários está mais que aberta para indicação – será um prazer ‘reblogar’. <br /><br /><strong>Thiago Camelo<br /></strong>Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Thiago Camelo</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Web 2.0</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Internet</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-03-30T22:02:45Z</dc:date>
  <dc:type>Post</dc:type>
 </item>

 


</rdf:RDF>

