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  <title>Intervalo</title>
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 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/05/ficcao-cientifica-para-problematizar-o-mundo">
  <title>Ficção científica para problematizar o mundo</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/05/ficcao-cientifica-para-problematizar-o-mundo</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>No começo, o professor de física do ensino médio Adalberto Anderlini estava animado com a ideia de usar obras de ficção científica para estimular os seus alunos a entender e se interessar por ciência. Estava tão empenhado que resolveu estudar o assunto mais a fundo <a class="external-link" href="http://www.usp.br/agen/?p=92550">em mestrado do Instituto de Física da Universidade de São Paulo</a>.</p>
<div class="pullquote">A&nbsp;fascinação pela ciência debilitaria a autonomia do estudante frente ao mundo</div>
<p>No decorrer do trabalho, no entanto, o barco virou e a premissa de usar a ficção científica 'apenas' como forma de cativar o aluno esmaeceu. No estudo, Anderlini defende que "por meio do cientificismo da ficção científica", leva-se o estudante a "adorar a ciência, persuadindo-o a venerá-la, em uma devoção submissa".&nbsp;</p>
<p>Para ele, essa fascinação debilitaria a autonomia do estudante frente ao mundo. Acreditar na &nbsp;'verdade' do discurso científico poderia, muitas vezes, gerar insegurança no aluno diante daquele admirável, mas&nbsp;inalcançável, universo.</p>
<p>Anderlini&nbsp;quer a ficção científica "como uma forma de apresentar e discutir os mitos culturais que recheiam nosso imaginário".&nbsp;</p>
<div class="pullquote">Por que este livro ou aquele filme tratam o alienígena e o robô desta e não daquela maneira?&nbsp;</div>
<p>Com ideias assumidamente <a class="external-link" href="http://www.paulofreire.org.br/asp/Index.asp">freirianas</a>, o físico defende o despertar do aluno para "uma visão crítica de mundo". Deseja que o estudante se pergunte: por que este livro ou aquele filme tratam o alienígena e o robô desta e não daquela maneira? Qual seria o fundo cultural por trás das escolhas do autor da obra?&nbsp;</p>
<p>O físico buscou apoio nos estudos da professora estadunidense&nbsp;<a class="external-link" href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252010000400022&amp;script=sci_arttext">Mary Elizabeth Ginway</a>, que pesquisou a literatura fantástica brasileira e fez alegorias com o tipo de obra que era produzida no Brasil e a natureza social do país.</p>
<p>Segundo Anderlini, Ginway explica que, enquanto a ficção científica dos Estados Unidos geralmente abraça a tecnologia e a mudança, mas teme rebeliões ou invasões por robôs e alienígenas, a ficção científica do Brasil tende a rejeitar a tecnologia, mas abraça os robôs e tem uma visão indiferente ou exótica dos alienígenas.&nbsp;</p>
<p>Para Ginway, continua o físico, essa visão menos alarmista de robôs e alienígenas reflete a experiência colonial brasileira, &nbsp;que tornou o país menos propenso a rejeitar ou temer aquilo que é diferente.<br /><br /></p>
<h3>Teoria, mas com contexto</h3>
<p>Em conversa com o Alô, Professor, Anderlini aponta as relações que tenta estabelecer com os seus alunos:</p>
<p>"Tento tratar mais de questões interdisciplinares, que envolvem história e sociologia. É importante haver algum contexto, como num conto de Asimov em que ele cita, com todas as letras, a Lei da Gravitação de Newton", diz o professor, referindo-se ao escritor estadunidense nascido na Rússia <a class="external-link" href="http://www.asimovonline.com/asimov_home_page.html">Isaac Asimov</a> (1920-1992) e ao seu conto <em><a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nightfall">O cair da noite</a></em>.</p>
<p>A ficção científica é usada, por exemplo, para ensinar aos alunos do último ano do ensino médio bases de física moderna. "Leio com eles <em><a class="external-link" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=822333">As aventuras do&nbsp;Sr. Tompkins</a></em>, obra em que o personagem visita mundos regidos por outras leis, mundos em que a velocidade da luz pode ser baixíssima", diz Anderlini, citando o livro do escritor russo&nbsp;<a class="external-link" href="http://www.britannica.com/EBchecked/topic/225123/George-Gamow">George Gamow </a>(1904-1968).</p>
<p>"Essa história com a velocidade da luz alterada ajuda a compreender a teoria da relatividade, que se torna algo mais palpável", completa.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/alo-professor/intervalo/2012/05/imagens/matrix.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/05/imagens/matrix.jpg/image_preview" alt="Matrix" title="Matrix" height="300" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Cena em que o personagem Neo desafia nosso conhecimento prévio e desvia de balas. 'Matrix' é um dos filmes-fetiche nas aulas do professor Anderlini, que tem 31 anos e ainda era estudante quando a obra foi lançada. (imagem: reprodução)</dd>
</dl>

<p>Uma outra estratégia do físico em sala de aula é pedir para que os alunos escolham alguma obra de ficção científica e formulem perguntas sobre elas; dúvidas que serão discutidas durante o curso.&nbsp;</p>
<p>Uma última atividade&nbsp;–&nbsp;"Essa mais ousada", afirma Anderlini&nbsp;– consiste em pedir para que os alunos escrevam seus próprios contos.&nbsp;"Fiquei impressionado com a qualidade dos escritos, &nbsp;valeu a pena, é legal ver até que ponto os estudantes absorveram a linguagem científica", diz o professor, enfatizando que talvez esse tipo de exercício não fosse possível caso ele não desse aula<a class="external-link" href="http://www.ewrs.com.br/index.php/pedagogia-waldorf"> em uma escola&nbsp;Waldorf,</a> baseada na pedagogia desenvolvida pelo austríaco <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rudolf_Steiner">Rudolf Steiner</a> (1861-1925). Esse método, entre diversas características, detém-se às potencialidades de cada aluno e estimula atividades extracurriculares.</p>
<p>"Tudo é diferente na escola, os horários, a forma como o conteúdo é passado, então atividades como as que faço são estimuladas, não são rechaçadas de cara", conta Anderlini. No final de sua tese, ele defende: "Devemos abordar na escola justamente aquelas questões que limitam sua (nossa) forma de pensar, para que ele [o aluno], reconhecendo-as como tal, atue conscientemente: busque compreendê-las para delas libertar-se".&nbsp;</p>
<p><br /><strong>Thiago Camelo</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
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  </content:encoded>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Thiago Camelo</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Literatura</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Ficção científica</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Física</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Arte e ciência</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-05-09T22:24:35Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/caixa-de-historias">
  <title>Caixa de histórias</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/caixa-de-historias</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>O estudo de história na maioria das escolas tem como foco os principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Para aprofundar o ensino da disciplina, professores do <em>campus</em> de São Gonçalo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) desenvolveram um material didático dinâmico que conta a história do município por meio de fotografias, mapas e outros documentos históricos.</p>
<p>Batizado de ‘Caixa de história’, o material foi desenvolvido a partir das pesquisas realizadas pelo professor Luis Resnik sobre a história de São Gonçalo e já foi ampliado para as cidades de Magé e Itaboraí.</p>
<h3 align="center">Assista abaixo a uma vídeo-reportagem <br />sobre a ‘Caixa de história’</h3>
<p align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/A4T_sjkQ_E4" frameborder="0" height="315" width="420"></iframe></p>
<p>Para levar a ‘Caixa de história’ para sala de aula, foi desenvolvido o projeto ‘Conhecer e criar’. Nele, os pesquisadores da Uerj puderam analisar como o material foi usado pelos professores e se os alunos gostaram ou não da experiência.</p>
<p>As turmas escolhidas para participar do projeto foram o 8º e 9º anos do ensino fundamental e a turma de Educação para Jovens Adultos (EJA) da Escola Municipal Anísio Spíndola Teixeira, em São Gonçalo.</p>
<h3 align="center">Confira abaixo uma vídeo-reportagem <br />sobre o projeto ‘Conhecer e criar’ e seus resultados</h3>
<p align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/fynnugdjkkc" frameborder="0" height="315" width="420"></iframe></p>
<p><strong><br />Fernanda Braune</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
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  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Fernanda Braune</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>História</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Vídeo</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-24T21:08:10Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/educacao-legendada">
  <title>Educação legendada</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/educacao-legendada</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>O movimento de ‘<a class="external-link" href="http://en.wikipedia.org/wiki/OpenCourseWare">cursos abertos</a>’ é conhecido no mundo. Com as facilidades digitais e de plataformas na internet que suportam vídeos com horas de duração, basta ter uma câmera e alguma boa vontade para gravar um curso inteiro – seja uma <a class="external-link" href="http://openclassroom.stanford.edu/MainFolder/CoursePage.php?course=algebraOne">aula introdutória de álgebra</a>, em Stanford, ou <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=TyVAU5iGe0k">literatura estadunidense</a>, em Yale.</p>
<div class="pullquote">Hoje, milhares de cursos estão disponíveis na rede para qualquer curioso, estudante ou, mesmo, profissional da área. No Brasil, a 'moda' ainda não pegou</div>
<p>Hoje, <a class="external-link" href="http://www.openculture.com/freeonlinecourses">milhares de cursos</a> estão disponíveis na rede para qualquer curioso, estudante ou, mesmo, profissional da área.&nbsp;</p>
<p>Vários portais, <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/education">entre eles o YouTube</a>, compilam esses vídeos educacionais. No Brasil, a ‘moda’ ainda não pegou e são poucas as universidades que abrem, ao menos, parte de suas aulas – a <a class="external-link" href="http://www.ocw.unicamp.br/index.php">Universidade Estadual de Campinas</a> e a <a class="external-link" href="http://www5.fgv.br/fgvonline/CursosGratuitos.aspx">Fundação Getúlio Vargas</a> são exceções.</p>
<p>Com esse cenário à frente – e a dicotomia do que acontece no mundo e no Brasil em mente –, o engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) Carlos Souza colocou no ar há um mês e meio, com outros três sócios, o <a class="external-link" href="http://www.veduca.com.br/">Veduca</a>, portal brasileiro que agrega quase 5 mil aulas de universidades ao redor do mundo; Harvard, Columbia, Yale e Stanford são algumas das 11 instituições contempladas. No portal, é possível assistir a aulas de professores consagrados e, até mesmo, <a class="external-link" href="http://www.veduca.com.br/play?v=3138&amp;t=0&amp;p=dade%20da%20C">uma tradução do famoso curso de Dalai Lama</a>, em Stanford, sobre compaixão.</p>
<p>Dez tradutores foram contratados para legendar as aulas e, até agora, 100 estão traduzidas. No entanto, Souza diz ao Alô, Professor que o Veduca ‘mira alto’ e que, para o final do ano, quer ao menos metade das aulas com texto em português. Terá ajuda extra:</p>
<p>“Há duas semanas, resolvemos abrir a possibilidade de legendagem colaborativa, pois recebemos muitas mensagens de pessoas querendo ajudar de alguma forma”, diz o engenheiro de 31 anos, que já foi professor, trabalhou no mercado publicitário e agora quer ganhar a internet com o Veduca – acrônimo para vídeo + educação.&nbsp;</p>
<p>Leia abaixo a íntegra da entrevista com Carlos Souza.</p>
<dl class="image-right captioned">
<dt><a rel="lightbox" href="/alo-professor/intervalo/2012/04/imagens/CARLOSSOUZA05.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/imagens/CARLOSSOUZA05.jpg/image_mini" alt="Carlos Souza" title="Carlos Souza" height="200" width="166" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:166px">O engenheiro Carlos Souza, criador do Veduca – um acrônimo para vídeo e educação. (foto: divulgação) </dd>
</dl>

<p><em><strong>Ciência Hoje On-line</strong></em><strong>: Por que um portal de educação no formato do Veduca?</strong><strong><br />Carlos Souza: </strong>Há seis meses, vinha com a ideia de criar um negócio. Estudei tipos de negócio que já existiam em outros países e não existiam no Brasil. Nos Estados Unidos, houve uma revolução na educação, desde o começo dos anos 2000, que não aconteceu por aqui: os cursos abertos.</p>
<p>O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) <a class="external-link" href="http://ocw.mit.edu/index.htm">começou</a> a filmar os seus cursos e disponibilizá-los na internet. Logo depois, as melhores universidades do mundo começaram a fazer o mesmo. Foi um movimento que foi se espalhando.</p>
<p><strong>E por que no Brasil as pessoas não assistem tanto a esses vídeos e as universidades não disponibilizam suas aulas <em>on-line</em>? Por que, afinal, o movimento de 'curso aberto' não pegou no país?</strong><br />No Brasil, esse movimento ainda está engatinhando. O primeiro motivo: apenas 2% da população falam inglês a ponto de entender uma aula com conteúdo mais aprofundado. E as universidades brasileiras, <a class="external-link" href="http://www.valor.com.br/carreira/1180234/cursos-line-gratis-sao-oportunidade-para-investir-na-carreira?utm_source=newsletter_tarde&amp;utm_medium=19032012&amp;utm_term=cursos+line+gratis+sao+oportunidade+para+investir+na+carreira&amp;utm_campaign=informativo&amp;NewsNid=2573760">com exceção de algumas poucas</a>, não abraçaram a ideia de 'curso aberto'. Por isso, achamos que seria uma boa oportunidade disponibilizar essas aulas com legenda, nosso país precisa muito.&nbsp;Temos planos, e já conversamos com algumas universidades nacionais, de filmar aulas aqui no Brasil e disponibilizar, gratuitamente, no Veduca. É uma forma de começar o processo de curso aberto no Brasil.</p>
<div class="pullquote">“Temos noção do nosso potencial. No Brasil, são 18 milhões de pessoas com curso superior. Parte delas, certamente, tem interesse nas nossas aulas”</div>
<p><strong>Como tem sido a receptividade ao Veduca?</strong><br />Temos pouco mais de um mês de <em>site</em> e já contamos com 75 mil visitantes. Mas queremos chegar ao final do ano com 1 milhão de visitantes por mês e metade das aulas já traduzidas. Estamos correndo atrás de patrocínio também. Três parcerias já estão bem encaminhadas. Como queremos que o conteúdo sempre seja gratuito, nosso portal sobreviverá de publicidade.&nbsp;</p>
<p>Mas o mais bacana é que, apesar de termos investido muito pouco em divulgação [o Veduca tem uma assessoria de imprensa, mas não gastou com publicidade], estamos chegando às pessoas. E estamos chegando sobretudo pelo boca a boca. Alguém viu na <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=SXPEYU3cyPw">TV</a>, no <a class="external-link" href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/1070968-a-universidade-livre-do-mundo.shtml">texto do colunista</a> ou na <a class="external-link" href="http://www.valor.com.br/carreira/2576980/site-brasileiro-reune-aulas-de-universidades-estrangeiras-legendadas">nota do jornal</a> e falou para o amigo. Temos noção do nosso potencial. No Brasil, são 18 milhões de pessoas com curso superior. Parte delas, certamente, tem interesse nas nossas aulas.</p>
<p><strong>Vocês se basearam em algum outro portal que tem como diferencial a legendagem de palestras ou aulas? O TED (instituição sem fins lucrativos que organiza palestras sobre ciência e inovação) </strong><strong>lhe é familiar?</strong></p>
<p>Nós estudamos centenas de <em>sites</em>, que têm um propósito de democratização parecido com o nosso: o TED de fato nos inspirou nessa parte de legendagem. Mas, diferentemente deles, optamos por desenvolver uma ferramenta própria de legendagem.<strong><br /></strong></p>
<p><strong>E em que pé anda a legendagem colaborativa?<br /></strong>Há duas semanas, 
resolvemos abrir a possibilidade de legendagem colaborativa, pois 
recebemos muitas mensagens de pessoas querendo ajudar de alguma forma. A
 ferramenta de legendagem é bastante simples. O usuário assiste ao 
vídeo, quem em geral já tem legenda em inglês, e vai traduzindo. Sem 
chamar atenção, em poucos dias, 30 legendadores já trabalham 
colaborativamente conosco. Depois, é claro, essa legendagem colaborativa
 passa pelos revisores, já que legendar os assuntos tratados nas aulas, 
como biologia e anatomia, por exemplo, não é algo tão trivial.</p>
<div class="pullquote">“Achamos que aprofundar a notícia e aprender com ela podem ser novas maneiras de se destacar”</div>
<p><strong>E a ideia de ter uma <a class="external-link" href="http://www.veduca.com.br/noticia">seção editorializada</a>, que associa a aula a alguma notícia do dia, foi baseada em alguma iniciativa?</strong><br />Essa ideia de aprender com as notícias é interessante. Vimos que o <em>New York Times</em> iria começar com isso, mas acabou não vingando. Aí pensamos: "Opa, isso a gente consegue fazer" [risos].</p>
<p>Acreditamos muito nessa interconexão de conteúdos. O primeiro passo que demos nessa direção foi relacionar uma notícia importante com aulas que temos no <em>site.&nbsp;</em></p>
<p>Hoje em dia<em>, </em>lemos em 500 portais diferentes a mesma notícia.&nbsp;O modo como eles se destacam é 'dando o furo', publicando primeiro. Mas achamos que aprofundar a notícia e aprender com ela podem ser novas maneiras de se destacar.</p>
<p><strong>Com a adoção da legendagem aberta, mesmo que por acaso vocês acabaram virando uma rede, se não social, ao menos colaborativa. Há planos de transformar o Veduca numa rede social, de fato, em que as pessoas tenham perfis com gostos pessoais e interajam umas com as outras?<br /></strong>Sim! O próximo módulo de inovações será exatamente esse: montar um sistema de comunidade completo, com possibilidade de interação e troca de informação sobre as aulas e a qualidade das legendas. Obviamente, não queremos nos tornar o Facebook. O Facebook já existe. Mas queremos formar a nossa comunidade, algo mais segmentado.&nbsp;</p>
<p><strong>É muita informação circulando...<br /></strong>Pois é. Achamos que a internet precisa de curadoria, de editores. Pessoas que escolhem, num mar de informação, aquilo que é bacana. Outro dia estive com o pessoal da <em>Veja. </em>Eles têm&nbsp;<a class="external-link" href="http://www.youtube.com/user/Veja?ob=0&amp;feature=results_main">vídeos sensacionais no YouTube</a>, mas com pouquíssimos acessos. Porque a mentalidade de quem entra no YouTube não é, necessariamente, a de aprender. Quando se cria grandes plataformas, perde-se um pouco do foco. Seu usuário acaba não se encontrando no portal.&nbsp;</p>
<p>Temos o nosso objetivo definido: educação. Somos uma comunidade educacional. E não concordo com os extremos: 100% colaborativo ou 100% fechado. Buscamos uma parceria com a comunidade, mas com uma visão editorial definida. Acho que é esse o futuro da informação.&nbsp;<br /><br /><strong>Thiago Camelo</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Thiago Camelo</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Vídeo</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Entrevista</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Internet</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Web 2.0</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-19T00:33:47Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/mata-atlantica-divertida">
  <title>Mata atlântica divertida</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/mata-atlantica-divertida</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>As aulas de geografia e ciências podem ficar mais divertidas com um novo jogo eletrônico criado pela equipe do <a class="external-link" href="http://www.educacaocerebral.com/lec/">Laboratório de Educação Cerebral</a> (LEC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Lançado em março, o jogo tem o objetivo de apresentar a mata atlântica, um dos biomas de maior biodiversidade do mundo, para estudantes do 4º e 5º anos do ensino fundamental, tendo como foco os ecossistemas desse bioma presentes em território catarinense.</p>
<p>Segundo uma das colaboradoras do projeto, a bióloga Cristina Santos, a proposta foi criar uma atividade de ‘edutenimento’, ou seja, que utilize modelos de entretenimento na educação.</p>
<div class="pullquote">“O objetivo não é competir, mas sim estimular a aprendizagem por meio da colaboração”</div>
<p>Batizado de ‘Mata atlântica: o bioma onde eu moro’, o jogo promove a interatividade e utiliza uma tecnologia chamada <em>multimouse</em>. Com ela, dois ou mais <em>mouses</em> podem ser conectados a um mesmo computador, estimulando o trabalho colaborativo entre os usuários. Os pesquisadores ressaltam ainda que essa tecnologia resolve o problema da falta de computadores nas escolas, pois acopla mais estudantes a uma mesma máquina.</p>
<p>O jogo, que pode ser <a class="external-link" href="http://www.mata-atlantica.educacaocerebral.org">baixado gratuitamente na internet</a>, foi desenvolvido para um trabalho em dupla, em que cada jogador comanda o seu <em>mouse</em> e não avança para a próxima etapa sem que o outro também tenha cumprido corretamente as suas tarefas daquela fase. “O objetivo não é competir, mas sim estimular a aprendizagem por meio da colaboração entre os participantes para que eles consigam terminar a atividade”, explica a bióloga.</p>
<p>A missão de cada jogador é reconhecer os seis ecossistemas da mata atlântica em Santa Catarina – manguezal, restinga, campos de altitude e florestas ombrófila densa, ombrófila mista e estacional decidual –, além de 36 espécies de animais que vivem no bioma e são apresentadas ao longo do jogo.<br /><br /></p>
<h3>Hora de jogar</h3>
<p>O jogo é dividido em sete fases – uma para cada ecossistema e um desafio final. Elas incluem quebra-cabeças, jogos de lógica e raciocínio e brincadeiras para testar os conhecimentos do participante sobre os animais que vivem nos diferentes ecossistemas. Ao final de cada fase, a dupla recebe cartões virtuais com os dados do lugar recém-conhecido e dos animais ali encontrados.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/alo-professor/intervalo/2012/04/imagens/mataatlantica02.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/imagens/mataatlantica02.jpg/image_preview" alt="Jogo mata atlântica" title="Jogo mata atlântica" height="300" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Por meio de quebra-cabeças, jogos de lógica e raciocínio e desafios de conhecimento, o jogo eletrônico ensina de forma lúdica sobre ecossistemas e animais da mata atlântica. (imagem: reprodução)</dd>
</dl>

<p>Os jogadores são conduzidos por um papagaio-de-peito-roxo, que diz se eles completaram corretamente a atividade e os estimula a passar para o próximo exercício. Ao fim do jogo, o papagaio-de-peito-roxo aparece para explicar como os ecossistemas da mata atlântica eram distribuídos há 200 anos e destacar que, apesar do nível avançado de desmatamento, ainda há reservas florestais que podem ser visitadas.</p>
<p>Antes de seu lançamento, o jogo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina, foi testado em três turmas do 5º ano do Colégio de Aplicação da UFSC. “Os alunos gostaram demais do trabalho em dupla”, conta Santos. “E nos deram dicas para melhorar o jogo, como usar um personagem para conduzir os jogadores e criar as fichas dos animais.”</p>
<p>Agora a equipe do LEC, coordenada por Emílio Takase, espera que os professores os ajudem com informações sobre como o jogo tem sido aplicado. “A gente precisa que os educadores utilizem o jogo eletrônico educativo e identifiquem possíveis pontos de melhora”, diz a bióloga. O grupo pretende captar mais recursos para ampliar o jogo – acrescentando informações sobre a mata atlântica em outros estados – e estender seu uso para todo o país.<br /><br /></p>
<div class="bloco-centralizado"><strong>Sobre a mata atlântica</strong><br />Quando os portugueses chegaram ao Brasil, a mata atlântica cobria cerca 
de 15% do território do país, passando por 17 estados – do Piauí ao Rio 
Grande do Sul. <br />
<br />
O bioma é formado por diversos ecossistemas: as florestas ombrófila 
densa, ombrófila mista, ombrófila aberta, estacional semidecidual e 
estacional decidual, os manguezais, as restingas, os campos de altitude,
 as ilhas litorâneas e os brejos interioranos e encraves florestais do 
Nordeste. Eles abrigam 20 milhões de espécies de plantas (50% endêmicas)
 e 1,6 milhão de espécies de animais.<br />
<br />
Desde a chegada dos colonizadores, a mata atlântica foi muito explorada 
para fins econômicos, como a retirada do pau-brasil, a mineração do ouro
 e diamantes e as plantações de cana-de-açúcar e café.&nbsp; <br />
<br />
Hoje, só existem 7,84% da mata original: ela é o segundo bioma mais 
desmatado do mundo, só perdendo para as florestas da ilha de Madagascar,
 na África. Apesar disso, a mata atlântica ainda responde por parte do 
equilíbrio climático do país.</div>
<p><br /><strong>Fernanda Braune</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
]]>
  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Fernanda Braune</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Ciência</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Geografia</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Jogos</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Mata atlântica</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-10T21:16:20Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/laboratorio-mundo">
  <title>Laboratório-mundo</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/laboratorio-mundo</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>O <a class="external-link" href="http://www.sciencemag.org/content/335/6076/1545.summary">último editorial</a> da <em>Science</em> perguntou: por que tantos alunos abandonam a graduação em cursos de ciências exatas ou naturais nos primeiros dois anos de estudo?</p>
<div class="pullquote">As aulas introdutórias, que deveriam prender o aluno e abrir as possibilidades do universo científico, são pouco inspiradoras</div>
<p>Uma das respostas a que a revista chegou foi: as aulas introdutórias, que deveriam prender o aluno e abrir as possibilidades do universo científico, são pouco inspiradoras.</p>
<p>A mesma revista, com o espírito de incentivar novas práticas de introdução científica, <a class="external-link" href="http://www.sciencemag.org/site/special/spore/">passou a premiar</a> iniciativas que propõem novas formas de se apresentar a matéria para os alunos recém-ingressos. O laureado publica no periódico, um dos mais prestigiosos do mundo, um artigo em que explica seu projeto.</p>
<p>O Alô, Professor conversou com a última educadora premiada pela revista – a bióloga indiana <a class="external-link" href="http://oxford.emory.edu/news/detail.dot?inode=148982">Nitya Jacob</a>, professora do curso de Biologia da Faculdade de Oxford, na Geórgia, Estados Unidos.</p>
<p>Jacob <a class="external-link" href="http://esciencecommons.blogspot.com.br/2012/03/great-teacher-thrives-in-unique-habitat.html">desenvolveu</a> com estudantes dos dois primeiros anos de curso um estudo completo do comportamento microbiológico da <a class="external-link" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arabia_Mountain"><em>Arabia Mountain</em></a>, uma cadeia de rochas com grande diversidade vegetal na própria Geórgia. Por que a montanha? Porque o lugar fica relativamente próximo à faculdade, e porque, para Jacob, ali poderia ser um laboratório a céu aberto.</p>
<p>Mais do que isso, segundo a professora, “pouco se sabe sobre a ecologia microbiana nesse ecossistema”. Seria a oportunidade de, no final do curso, ter em mãos um material original.</p>
<p>Curiosamente, a iniciativa anterior premiada pela <em>Science</em> – serão 15 educadores no decorrer do ano – também privilegiou a pesquisa ao ar livre: uma <a class="external-link" href="http://www.sciencemag.org/content/335/6071/932.full">empreitada</a> de professores da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, que propôs um curso introdutório para estudar, no próprio <em>campus </em>da instituição, a mudança das folhas das árvores no decorrer das estações do ano.</p>
<p>Ambas as iniciativas, tanto a de Jacob quanto a dos educadores de Michigan, também se preocupam em preservar todo o processo de pesquisa científica, com incursões ao laboratório, busca dos alunos pelo melhor método, discussão do projeto e, por fim, produção de um artigo.</p>
<p>A seguir, leia a entrevista com a bióloga Nitya Jacob.<br /><br /><strong><em>Ciência Hoje On-line</em>: Como surgiu a ideia do projeto?<br />Nitya Jacob</strong>: Estava muito interessada na incorporação de técnicas de pesquisa em aulas introdutórias. Li sobre um projeto realizado na Universidade do Arizona do Norte sobre a exploração de microrganismos em ambientes extremos. A ideia de usar a <em>Arabia Mountain</em> veio em função do conhecimento que tenho desse ecossistema. Também me inspirei no trabalho da minha colega, a [bióloga e professora] <a class="external-link" href="http://www.ratemyprofessors.com/ShowRatings.jsp?tid=171516">Eloise Carter</a>, cuja pesquisa envolveu as plantas e os ecossistema da <em>Arabia Moutain</em>.</p>
<p><strong>A <em>Science</em> vem premiando projetos que usam a natureza como laboratório a céu aberto. Qual seria a importância de ‘olhar ao redor’ e entender a potencialidade do ambiente próximo ao centro de ensino?<br /></strong>Acho fundamental para a educação levar os alunos para fora da sala. Os estudantes são pouco conscientes do ambiente que os cerca, e talvez não olhem para fora a não ser que seja apontada uma direção. Se quisermos que a natureza seja preservada para as futuras gerações, é importante fazer com que os estudantes tomem consciência dela o quanto antes.</p>
<p>Minha área de especialização é a biologia molecular, que envolve principalmente trabalhos dentro do laboratório. Portanto, ser capaz de combinar isso com uma experiência de campo no meio da natureza é uma ferramenta valiosa.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/alo-professor/intervalo/2012/04/imagens/jacob2.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/imagens/jacob2.jpg/image_preview" alt="Montanha" title="Montanha" height="300" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">O ecossistema da ‘Arabia Mountain’, com toda a sua diversidade vegetal, foi o ‘laboratório’ escolhido pela bióloga para que os alunos tivessem o primeiro contato com a ‘ciência de verdade’. (foto: Science/AAAS)</dd>
</dl>

<p><strong><br />E é realmente benéfico para os alunos ter contato com métodos de pesquisa científica logo nos primeiros anos da faculdade? </strong><br />Acho que isso é absolutamente fundamental para os alunos. É como a ciência é feita! Se o aluno não tem a chance de experimentar isso logo, ele não estará em contato com uma visão mais completa do mundo científico. Mesmo com recursos limitados, é possível expor os estudantes à pesquisa de diversas maneiras.</p>
<p><strong>Como?<br /></strong>Uma maneira é envolver os alunos em leituras científicas para demonstrar como os ‘fatos’ do livro são, na verdade, originários de pesquisas. Até mesmo pequenos projetos em laboratório são importantes para que os alunos percebam que, quando os cientistas começam um projeto de pesquisa, o resultado do projeto é imprevisível.</p>
<p>Digo isso porque, muitas vezes, os alunos acreditam que sempre há uma resposta correta – e a ciência não é sobre haver uma resposta certa. A ciência é sobre descobrir o desconhecido. Os alunos devem começar a experimentar isso logo no início de sua trajetória universitária.</p>
<p><strong>No artigo, você fala da importância de o aluno lidar com a “frustração de não alcançar o resultado desejado”.<br /></strong>A frustração de que falo não tem a ver com fracasso. De fato os alunos tendem a associar a frustração ao fracasso. Estou tentando ajudá-los a ver que eles não falharam. Eles também precisam saber que não chegar a uma resposta correta pode levar a uma nova descoberta. A pesquisa científica não é um mar de rosas. Os obstáculos são elementos esperados.</p>
<p><strong>Você acharia possível introduzir uma experiência análoga com alunos do ensino médio?<br /></strong>Descobri que expor estudantes a esse tipo de pensamento independente e de investigação não é um trabalho que deve ser feito uma única vez. Os melhores resultados vêm lentamente. Estar exposto várias vezes a esse tipo de pesquisa é o que realmente ajuda a informação a se consolidar.</p>
<p>Então a resposta é sim, acho que experiências semelhantes podem ser aplicadas nas escolas, expondo os alunos aos poucos ao método científico e consolidando o conhecimento.</p>
<p><strong>Qual foi o impacto que o prêmio da <em>Science</em> teve na sua carreira e no projeto?<br /></strong>Por ser uma revista internacional e com grande impacto, os professores de todo o mundo têm a chance de implementar o exercício em seus cursos. A divulgação serve de inspiração, inclusive, para esses professores chegarem a novas ideias e, quem sabe, modificarem o exercício.</p>
<p>No caso do meu trabalho, sinto que vai ajudar no convencimento de que os alunos do primeiro e segundo anos são capazes de realizar pesquisas. O que eles precisam é da paciência do professor, precisam ser orientados de forma eficaz. O prêmio também ajuda na criação de uma cultura de fazer perguntas não apenas dentro do laboratório, mas também fora dele.&nbsp; <br /><strong><br />Thiago Camelo</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
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  </content:encoded>
aa
  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Thiago Camelo</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Biologia molecular</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Entrevista</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Biologia</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-05T20:34:30Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/fisica-futebol-clube">
  <title>Física Futebol Clube</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/fisica-futebol-clube</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Folha-seca, lambreta, chaleira, bicicleta, lençol, elástico, peixinho, da vaca, <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=CrsVr6r1gp8&amp;feature=related">da foca</a>, de corpo, de chapa, de letra e de placa – o que todos esses termos têm em comum? Se você respondeu que são jogadas do futebol, está apenas meio correto. Além de fazerem a alegria do povo nos campos espalhados pelo mundo, todas compartilham outra característica: só são possíveis graças às leis e propriedades da física. A relação natural entre a ciência e a arte do futebol é o foco do livro <em>Física do futebol: mecânica</em>.</p>
<p>Voltada principalmente para os alunos do ensino médio, a publicação é obra de dois veteranos – os físicos Emico Okumo, professora da Universidade de São Paulo (USP) por 40 anos, e Marcos Duarte, professor da Universidade Federal do ABC (São Paulo). A proposta é ensinar física de maneira divertida, buscando no mundo da bola exemplos que demonstrem conceitos abstratos aplicados a um universo próximo dos adolescentes.&nbsp;</p>
<div class="pullquote">São os ‘pernas de pau’ que, inutilmente, tentam contrariar as leis da natureza. O gênio domina a aplicação dessas leis e sabe todos os seus ‘senões’</div>
<p>Embora futebol seja um tema que não sai de moda nunca, compreender a física por trás de jogadas fantásticas torna-se ainda mais atual neste momento, em que o melhor jogador do mundo em atividade, <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=FGKFiM5vSxQ">o argentino Lionel Messi</a>, não para de<a class="external-link" href="http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/espanhol/ultimas-noticias/2012/03/20/messi-faz-3-golacos-garante-vitoria-e-se-torna-o-maior-artilheiro-da-historia-do-barca.htm"> fazer história</a>.</p>
<p>Ainda no aquecimento do primeiro capítulo, os autores defendem que, por mais que pareça desafiar as leis da física, o segredo do craque é justamente o contrário – são os ‘pernas de pau’ que, inutilmente, tentam contrariar as leis da natureza, enquanto o gênio domina a aplicação dessas leis e sabe todos os seus ‘poréns’.&nbsp;</p>
<p>Um caso já bastante explorado da interação clara entre física e futebol é o fascínio exercido pelos grandes batedores de falta, como o lateral <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=G2T-_8HdU34">Roberto Carlos</a> (<a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=5OCwGhy2xiI">veja a análise física</a> de um de seus incríveis gols) e o meio-campista <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=XStTMREymxc">&nbsp;Juninho Pernambucano</a>, cuja versatilidade <a class="external-link" href="http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2011/07/fisico-versatilidade-faz-de-juninho-o-maior-batedor-de-faltas-da-historia.html">foi destacada por um físico inglês</a>.<br /><br /></p>
<h3>Esquema tático</h3>
<p>Para dar o pontapé inicial em <em>Física do futebol</em>, dois craques: o ex-jogador Tostão e o físico Marcelo Gleiser são responsáveis pela apresentação do livro. A publicação é dividida em quatro grandes capítulos: Movimento, Força, Energia e Fluidos. Entre as questões abordadas pelos autores estão curiosidades como as diferenças de jogar na altitude, as mudanças inesperadas na trajetória da bola durante um chute com efeito e a interação de forças em uma dividida.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/alo-professor/intervalo/2012/04/imagens/messi.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/04/imagens/messi.jpg/image_preview" alt="Messi cobrando falta" title="Messi cobrando falta" height="321" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">A cobrança de falta é um dos lances mais claros da aplicação da física no futebol. Na imagem, cobrança de Messi contra a Alemanha, na Copa do Mundo de 2010 – na ocasião, a Argentina acabou eliminada. (foto: Flickr/ seriouslysilly – CC BY-NC-ND 2.0)</dd>
</dl>

<p>Na busca por respostas, o livro aborda inúmeros conceitos que fazem parte do currículo do ensino médio, como atrito, aceleração, inércia, quantidade de movimento, resistência do ar, pressão, entre outros, de forma didática e sempre buscando exemplos relacionados ao mundo do futebol.&nbsp;</p>
<p>No meio de tanto conteúdo, há importantes e bem-vindos intervalos para retomar o fôlego, onde se apresenta um pouco da história do futebol e da ciência por meio de seus personagens. Os autores selecionam dois times de biografados para ninguém botar defeito: do lado dos cientistas, aparecem <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Prescott_Joule">Joule</a>, <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Bernoulli">Bernoulli</a>, <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides">Euclides</a>, <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_Descartes">Descartes</a>, <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pit%C3%A1goras">Pitágoras</a> e <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu">Galileu</a>. <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Einstein">Einstein</a> e <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Newton">Newton</a> completam o grupo. &nbsp;</p>
<p>Entre os boleiros, foram selecionados <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Miller">Charles Miller</a>, <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Friedenreich">Arthur Friedenreich</a>, <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Man%C3%A9_garrincha">Mané Garrincha</a> e seus <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=Od6KVVCScto">dribles desconcertantes</a>, <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Valdir_Pereira">Didi</a> com seu chute <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=ApdCsp2gLg4">folha-seca</a>, além de <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=7mqJWUmlk7Q&amp;feature=fvsr">Zico</a> e da <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=jnoz4NuYMU8&amp;feature=related">seleção brasileira de 1982</a>. Na frente, é claro, sua majestade, o <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=cC3HCTHPtjI&amp;feature=related">rei Pelé</a>, e o escrete canarinho <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=ioen-zku4JY">tricampeão mundial</a>. No banco, os <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=7TCjE8jDmLk">passes de calcanhar</a>&nbsp;de Sócrates (que não ganhou uma minibiografia) e as histórias da bola e do futebol. Como todo brasileiro tem um quê de técnico, ausências de nomes como <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=ZbA__a7y-K0">Roberto Dinamite</a>, <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Dinamite">maior artilheiro</a> do campeonato brasileiro, <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=EmvOCydKc68">Rivelino</a> e seus elásticos, o <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=MvUyxHrTV7U&amp;feature=related">fenômeno</a> Ronaldo ou <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=p_CtDbZJHpo">Romário</a> (de novo <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=bVCEYt9p02E">cortado da lista</a>) serão sentidas.<br /><br /></p>
<h3>Treino é treino, jogo é jogo</h3>
<p><img class="image-right image-inline" src="/alo-professor/intervalo/2012/04/imagens/Capa_fisicafutebol.jpg/image_mini" alt="Capa Física do Futebol" />Apesar da informalidade, a obra assemelha-se a um livro didático temático, com muitas fórmulas. É preciso certo esforço para acompanhar a matemática exigida pela apresentação de conceitos e exemplos na ‘prancheta’ dos ‘professores’ – para só então sair ‘na cara do gol’ e deliciar-se com interessantes análises físicas de escanteios venenosos e chutes com efeito. Considerando-se essa proposta, a comissão técnica faz um bom trabalho, montando uma tática redondinha e que dá resultado – é realmente interessante rever conceitos de aula aplicados ao futebol.</p>
<p>Mas a estratégia poderia se mostrar um verdadeiro ‘<a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=4SQLS_bAj0Q">carrossel físico</a>’, no que diz respeito à ousadia e à inventividade, se o livro oferecesse mais exemplos e análises de lances reais do futebol – um tira-teima utilizando a supercâmera da física. O ‘gol de placa’ também bate na trave: há poucas propostas de exercícios práticos, que estimulem os alunos a levar a física do livro diretamente para o campinho mais próximo.<br /><br /></p>
<h3>Apito final</h3>
<p>Boa leitura extraclasse, <em>Física do futebol</em> revela as relações entre esses dois mundos muito próximos e pode ajudar alunos do ensino médio a compreender melhor a ciência. Também pode servir de base para a introdução de novas dinâmicas em sala de aula. Mas cabe ao professor superar a retranca e propor, ele mesmo, atividades que complementem essa experiência – só assim levantará a taça e conquistará mais torcedores para o Física Futebol Clube.<br /><br /></p>
<p><strong>Marcelo Garcia</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
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  </content:encoded>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Marcelo Garcia</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Livros</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Futebol</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Física</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-03T19:51:23Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/novos-rumos-da-educacao-a-distancia">
  <title>Novos rumos da educação a distância</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/novos-rumos-da-educacao-a-distancia</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Muito antes da disseminação da informática, a educação a distância já era uma realidade, seja nos antigos cursos por correspondência ou em aulas exibidas pela televisão. Responsável por levar o conhecimento até pessoas que moram longe das universidades, esse método de ensino passou por grandes transformações e sua contínua modernização tenta suprir as necessidades do crescente número de alunos, entre elas, a maior interatividade.</p>
<p>Segundo Klaus Schlünzen, coordenador do <a class="external-link" href="http://www.unesp.br/nead/conteudo.php?conteudo=879">Núcleo de Educação a Distância da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho</a> (Unesp), em São Paulo (SP), a tecnologia é a principal ferramenta que permite maior interação entre professores e alunos separados fisicamente. “É preciso formar uma rede de aprendizagem onde alunos e professores criem uma relação não hierárquica e de forte diálogo”, explica.</p>
<div class="pullquote">Schlünzen: “É preciso formar uma rede de aprendizagem onde alunos e professores criem uma relação não hierárquica e de forte diálogo”</div>
<p>Dentre as ferramentas disponíveis, a mais utilizada é o ambiente virtual de aprendizado, uma plataforma <em>on-line</em> onde professores e alunos debatem sobre os assuntos contidos no material didático por meio de fóruns ou conversas individuais. Além disso, é possível registrar em formato digital o que foi discutido para enriquecer a avaliação da aprendizagem, já que o educador pode analisar o processo como um todo e não apenas o aprendizado final do aluno.</p>
<p>O desenvolvimento de salas de aula virtuais avança a passos largos e a interatividade é o ponto chave das pesquisas na área. A criação de programas de computador voltados para a educação a distância facilita o surgimento de novos cursos, mas é preciso preparar os alunos para o uso das tecnologias.</p>
<p>De acordo com Claudete Paganucci, pedagoga que coordena o curso de <a class="external-link" href="http://www.claretiano.edu.br/cursos/graduacao/113/pedagogia">graduação a distância em pedagogia do Centro Universitário Claretiano</a>, em Batatais (SP), a integração da equipe responsável por administrar os cursos é crucial para o sucesso da educação a distância. “Tanto professores quanto alunos precisam de oficinas de capacitação para que o acesso às novas tecnologias seja um facilitador do ensino e não gere frustração na hora de aprender ou ensinar”, esclarece.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/alo-professor/intervalo/2012/03/imagens/novosrumos02.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/imagens/novosrumos02.jpg/image_preview" alt="Teclado e óculos" title="Teclado e óculos" height="300" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">É preciso capacitar professores e alunos para que o acesso às novas tecnologias seja um facilitador da educação a distância. (foto: Zsuzsanna Kilian/ Sxc.hu)</dd>
</dl>

<p>Além de participar das oficinas, é preciso ter dedicação. Paganucci acrescenta que a maioria dos alunos é composta por adultos, que, diferentemente das crianças, têm maior capacidade de concentração ao estudar em casa. Apesar das exigências, o método de ensino permite que o aluno organize seu próprio horário de estudos e concilie a graduação com um emprego.<br /><br /></p>
<h3>Preconceitos</h3>
<p>Mas a educação a distância ainda deixa muita gente com o pé atrás, como mostra <a class="external-link" href="http://www.franca.unesp.br/posservicosocial/claudete.pdf">pesquisa feita por Paganucci em seu doutorado na Unesp</a>. Por não saber como funciona a metodologia, algumas empresas ainda não acreditam que o aluno que aprende fora do ambiente físico da universidade tem a mesma capacidade que profissionais formados pelo ensino presencial. “É preciso esclarecer que, muitas vezes, o aluno da educação a distância é mais dedicado que o da educação convencional”, enfatiza a pedagoga. “Aprender de casa exige disciplina e persistência.”</p>
<div class="pullquote">Paganucci: “Muitas vezes, o aluno da educação a distância é mais dedicado que o da educação convencional”</div>
<p>Outro fator que gera preconceito – agora nos próprios alunos – é a distância física do professor. Se o educador não conhece o aluno pessoalmente, como pode atender as necessidades individuais de aprendizado de cada um?</p>
<p>Paganucci explica que a interação, seja por telefone ou nos ambientes virtuais, pode funcionar melhor do que na sala de aula, já que o aluno tem a possibilidade de discutir individualmente – e repetidamente – com o professor sobre o conteúdo trabalhado. Além disso, o material didático pode ser complementado com textos sobre a cultura de cada região atendida pelo programa de educação a distância da universidade.</p>
<p>Apesar dos preconceitos, a adesão à educação a distância vem crescendo a cada dia. Desde 2010, mais de um milhão de pessoas já se matricularam em cursos de graduação nessa modalidade, que tem contribuído muito para democratizar o conhecimento no nosso país.<br /><br /><strong>Mariana Rocha</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Mariana Rocha</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-03-27T14:19:56Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/rio-20-chega-as-escolas">
  <title>Rio+20 chega às escolas</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/rio-20-chega-as-escolas</link>

  


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    <![CDATA[
<p>A coordenadora pedagógica Solange Lacorte investe na abordagem de questões ambientais desde 2009 na escola municipal em que trabalha. Em outra escola pública, o coordenador pedagógico Fabrício Macedo planeja ações de conscientização acerca do lixo gerado dentro e fora da escola para 2012. As duas iniciativas são exemplos de inserção da discussão ambiental no âmbito escolar.</p>
<p>Em ano de <a class="external-link" href="http://www.rio20.gov.br/">Rio+20</a>, a preocupação com meio ambiente, saúde e inclusão social ganha mais força nas escolas. Com o objetivo de trabalhar essas temáticas em sala de aula, os professores buscam dialogar entre si, trocar experiências e incorporar maior reflexão teórica sobre o assunto.</p>
<p>Essa demanda ficou evidente no debate ocorrido na semana passada (12/03) durante a palestra ‘Saúde, ambiente e sustentabilidade: perspectivas para a Rio+20’. Promovida pelo Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a palestra foi a primeira dos <a class="external-link" href="http://www.museudavida.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=mvida&amp;infoid=1700&amp;sid=22">’Encontros de educação, ciências e saúde’</a>, que acontecerão mensalmente até o fim do ano.</p>
<div class="pullquote">A questão social se coloca como um entrave ao debate ambiental dentro das escolas públicas</div>
<p>Nas perguntas levantadas pela plateia – formada, em sua maioria, por coordenadores pedagógicos da 4ª Coordenadoria Regional de Ensino (CRE) do Rio de Janeiro – foi possível perceber que a questão social se coloca como um entrave ao debate ambiental dentro das escolas públicas.</p>
<p>Como o professor pode se apropriar de questões ambientais na prática de ensino se o ambiente escolar não oferece condições adequadas de trabalho nem proporciona bem-estar aos alunos? Como trabalhar em conjunto com as comunidades que vivem no entorno da escola?</p>
<p>Uma iniciativa que serve como exemplo para superar esses obstáculos teve início há três anos, quando Solange Lacorte inseriu, no projeto político pedagógico da Escola Municipal Professora Maria de Cerqueira e Silva, no Rio de Janeiro, a interação com a comunidade de Manguinhos como meta para o corpo docente. “Em 2009, reuni os professores e fizemos um passeio para conhecer a comunidade”, contou a coordenadora. “Foi impactante. Uma das professoras nos disse que finalmente entendeu por que o caderno de um aluno vivia cheio de barro.”</p>
<p>Outra questão levantada no debate diz respeito ao espaço de participação para alunos e professores na Rio+20. Uma das sugestões apresentadas foi a preparação de atividades que possam ser levadas à <a class="external-link" href="http://cupuladospovos.org.br/">Cúpula dos Povos</a>, evento paralelo à Rio+20 organizado pela sociedade civil e que terá participação aberta do público. <br /><br /></p>
<h3>Dos governantes aos alunos</h3>
<p>Ministrante da palestra, o psicólogo Francisco Netto, assessor da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, acentuou a importância da atuação dos professores nas esferas locais e em problemas concretos. Segundo ele, “tudo começa com cooperação, diálogo e ações coletivas”.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/alo-professor/intervalo/2012/03/imagens/rio20chega02.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/imagens/rio20chega02.jpg/image_preview" alt="Francisco Netto" title="Francisco Netto" height="343" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Ao discutir a inserção da saúde ambiental na Rio+20, o palestrante Francisco Netto enfatizou a importância da troca de experiências entre docentes para lidar com questões socioambientais nas escolas. (foto: Luanda Lima)</dd>
</dl>

<p>“Acredito que a Rio+20 seja um grande pretexto para mobilizarmos a sociedade e fazer com que importantes questões apareçam”, enfatizou Netto. “O que nós vemos é a vontade dos professores de traduzir esses temas e trazê-los para dentro das escolas.”</p>
<p>Netto integra o grupo de trabalho sobre saúde na Rio+20, que, em parceria com o Ministério da Saúde, está construindo um <a class="external-link" href="http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2011/11/17/documento-para-rio-20-registra-os-avancos-da-saude-no-brasil/">documento base</a> sobre o tema para o evento. Nele, serão incluídas as dimensões sociais da saúde – em consonância com a <a class="external-link" href="http://conselho.saude.gov.br/biblioteca/livros/subsi_miolo.pdf">Política Nacional de Saúde Ambiental</a> – e informações sobre como o setor poderá contribuir para a <a class="external-link" href="http://www.rio20.info/2012/economia-verde">economia verde</a>, assunto prioritário na conferência.</p>
<p>O assessor acredita na importância da conexão entre os níveis político-governamental – que prevalece na Rio+20 – e educacional, com vistas à formação básica dos alunos. “É interessante que a gente saia de um diálogo institucional e incentive a discussão entre outros setores, que têm historicamente um déficit de informação, em prol de uma educação com maior densidade.”<br /><br /><strong>Gabriela Reznik</strong><br />Especial para Ciência Hoje On-line</p>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Gabriela Reznik</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Meio ambiente</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Rio+20</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-03-23T14:41:14Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/sem-medo-de-ensinar">
  <title>Sem medo de ensinar</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/sem-medo-de-ensinar</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>O processo já começou. A <a class="external-link" href="http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/arch2012-01-08_2012-01-14.html#2012_01-11_14_15_17-7000670-0">prova</a> da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) deste ano já cobrou. O <a class="external-link" href="http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/arch2012-01-15_2012-01-21.html#2012_01-17_21_43_14-7000670-0">exame</a> para ingressar na Universidade Estadual de Campinas também. E, como se despertassem de sobressalto de um longo sono, os professores de física do ensino médio perceberam: <a title="Hora de mudar" class="internal-link" href="/alo-professor/intervalo/hora-de-mudar">é hora de ensinar física moderna nas escolas</a>.</p>
<p>O currículo de física dos colégios paulistas já exige o ensino da matéria desde 2008. Mas como o vestibular ainda não cobrava temas que envolviam a física praticada no século 20 e 21, a maioria dos professores continuou focada na física clássica – newtoniana – do século 19.</p>
<p>No entanto, um projeto de pesquisa, liderado por professores da Universidade de São Paulo (USP), vem, há quase uma década, discutindo a melhor forma de se ensinar física de fronteira a alunos do ensino médio. Mais precisamente, três conteúdos: física de partículas, radiações e relativística.</p>
<div class="pullquote">Até agora, são mais de 200 educadores formados, aptos a ensinar física de fronteira a seus alunos</div>
<p>Com o tempo, não apenas se provou que era possível ensiná-los, como um vasto conteúdo didático foi produzido e aulas de formação de novos professores foram ministradas.</p>
<p>O resultado: até agora, são mais de 200 educadores formados, aptos a ensinar física de fronteira a seus alunos. O conteúdo das aulas também está na rede e pode ser<a class="external-link" href="http://www.nupic.fe.usp.br/Projetos%20e%20Materiais"> baixado gratuitamente na página do projeto</a>, que começa, aos poucos, a ganhar um quarto elemento didático: <a class="external-link" href="http://www.nupic.fe.usp.br/Projetos%20e%20Materiais/material-curso-de-linhas-espectrais">o material para aulas sobre a dualidade onda-partícula</a>.</p>
<p>E se agora as universidades começam a cobrar esses conteúdos no vestibular, a ‘culpa’ pode ser atribuída a esses professores, espécie de bandeirantes do ensino de física moderna nas escolas. Sim, porque o <a class="external-link" href="http://www.nupic.fe.usp.br/Projetos%20e%20Materiais/material-curso-de-linhas-espectrais">Núcleo de Pesquisas em Inovações Curriculares da USP</a> é liderado por Maurício Pietrocola – não por acaso, o mesmo físico convidado, em 2007, para reformular o conteúdo da disciplina nas escolas paulistas.</p>
<p>A <em>CH On-line</em> conversou, por telefone, com o educador, que contou a trajetória do projeto – da ideia à realização – e revelou especial felicidade por conseguir mudar um paradigma do vestibular: “Em geral, é o professor que precisa se adaptar ao conteúdo das provas; dessa vez, nós, professores, conseguimos fazer com que as universidades se adaptassem às mudanças impostas pelo nosso programa”.</p>
<p><strong><em>CH On-line</em>: Como surgiu o projeto?</strong><br /><strong>Maurício Pietrocola</strong>: Em 2002, o Núcleo de Pesquisas em Inovações Curriculares foi fundado e, em 2003, montamos a proposta de investigar o ensino de física moderna para alunos do ensino médio. Usamos duas dissertações de mestrado como base, que falavam da dualidade das partículas e de partículas elementares. Esses alunos, que eram meus orientandos, me ajudaram a montar o projeto, e logo chegaram outros alunos interessados em desenvolver seus trabalhos com essa temática. Sempre trabalhando coletivamente, propondo métodos e aplicando em turmas do ensino médio, vendo o que dava certo ou errado.</p>
<p><strong>E quando o projeto saiu do núcleo de pesquisa e ganhou o mundo?</strong><br />No início, as aulas eram ministradas nas turmas de escola pública dos professores envolvidos com o projeto. Éramos seis. Desenvolvíamos a sequência de atividades e a discutíamos semanalmente. Entre 2007 e 2008, tive o convite da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para ajudar a reformular o currículo de física no ensino médio. Fui convidado porque sabiam do nosso projeto na USP. Atualmente, o currículo das escolas públicas de São Paulo exige, no segundo semestre do terceiro ano, ensino de física moderna.</p>
<p><strong>E aí o curso de formação de professores começou? </strong><br />Sim, foi nessa ocasião. Começamos os primeiros cursos multiplicadores em 2008. Hoje já somos 200, né? Este ano, terminamos o curso em janeiro, e agora estamos compilando o material e desenvolvendo mais sequências didáticas. O plano é falar agora de cosmologia e fazer uma nova versão para a questão do paradoxo dos gêmeos. Vamos, claro, colocar tudo no nosso <em>site</em>.</p>
<div class="pullquote">“Existiam barreiras didáticas, e existem até hoje, para se ensinar física do século 19 também!”</div>
<p><strong>Existe mesmo uma barreira didática para se ensinar física moderna? </strong><br />Existiam barreiras didáticas, e existem até hoje, para se ensinar física do século 19 também! Nós é que não pensamos nisso. A física clássica ensinada na escola não é a física que os cientistas usam, ela é adaptada ao meio ambiente, é ‘didatizada’.</p>
<p>É claro que hoje temos barreiras para ensinar mecânica quântica, relatividade, claro que sim. Mas temos de estudar e ver se essa barreira é instransponível ou se é possível ‘didatizar’ esses conceitos, assim como fizemos com a mecânica clássica.</p>
<p><strong>Discute-se essa mudança curricular no Brasil há um tempo...</strong><br />É verdade. A mudança no currículo de física no Brasil é discutida desde a década de 1980. Ninguém é contra o ensino de física moderna. A pergunta é: “Como eu ensino?”. E só obtemos essa resposta indo para a sala de aula, saindo da universidade, testando, errando, aprendendo. O mundo acadêmico não gosta muito disso, não gosta de sair da universidade e da teoria, mas precisamos fazer isso.</p>
<p><strong>Os professores chegaram despreparados ao curso?</strong><br />De modo geral, os alunos estudavam física moderna na universidade sabendo que não precisariam dar muito foco à questão caso quisessem ser professores de escola. E é aquilo: antes de ser professor, o professor já tinha sido aluno do ensino médio. Ele sabia que aquela questão não era cobrada em sala de aula e no vestibular. Então encarava as aulas de física moderna na universidade como um verniz cultural, algo que se soubesse mais ou menos já seria o suficiente. A maioria dos professores chegou apenas com esse ‘verniz cultural’ ao nosso curso.</p>
<div class="pullquote"> “Mais valioso do que passar o conteúdo foi quebrar certo mito de que não dá para se ensinar física moderna”</div>
<p><strong>E o resulto final lhe agradou?</strong><br />Sim! Porque mais valioso do que passar o conteúdo foi quebrar certo mito de que não dá para se ensinar física moderna. Os professores que ministraram o curso já tinham usado o nosso método em sala de aula, e tinha dado certo. Então era hora de um professor olhar no olho do outro e dizer: “O meu aluno não é melhor que o seu, eu não sou melhor que você, se deu para mim, dará também para você”. Isso foi muito legal.</p>
<p><strong>Alguns educadores se perguntam ainda por que ensinar física de fronteira, já que muitos profissionais da própria física não a usam no dia a dia?</strong><br />Bom, para mim a resposta a esse questionamento é básica. Causa muito estranhamento ensinar aos meninos, em pleno século 21, a física do século passado! Algumas pessoas de fato defendem: “A física que a gente traz não é tão antiga, é a física newtoniana que permite lançar satélites”. Mas e as TVs de plasma, e os celulares mais modernos? Todos eles usam conceitos de física moderna para funcionar. E mais que isso: eu preciso justificar ao meu aluno, até mesmo politicamente, por que gastaram 10 bilhões de dólares num projeto como o LHC.</p>
<p><strong>E vocês se sentem responsáveis pela mudança do vestibular em São Paulo?</strong><br />Sim, isso é incrível. Porque propusemos primeiro investigar se era possível ensinar física moderna no ensino médio. Vimos que sim e sugerimos a mudança do currículo. Encorajamos as universidades a cobrarem o conteúdo na prova. É uma inversão do que costuma acontecer. A escola influenciar a universidade é raro. <br /><strong><br />Thiago Camelo</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Thiago Camelo</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>LHC</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Entrevista</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Física</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-04-02T18:29:09Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/numeros-para-que">
  <title>Números para quê?</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/numeros-para-que</link>

  


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    <![CDATA[
<p>Imagine-se professor de matemática numa sala de aula do ensino médio. Você sabe que determinar a raiz dos polinômios não é dos assuntos mais interessantes para a turma. Mesmo assim, é preciso ensinar. E mais: é preciso ensinar com a mesma profundidade para todos da classe, porque o vestibular é logo ali e o tempo urge.</p>
<div class="pullquote">Será que o estudante, em nome do currículo escolar e do vestibular, 
precisa passar necessariamente por períodos infernais durante o 
ensino de matemática?</div>
<p>Mas será que o estudante, em nome do currículo escolar e do vestibular, precisa passar necessariamente por esses períodos infernais durante o ensino de matemática? O professor da matéria José Carlos Oliveira da Costa <a class="external-link" href="http://www5.usp.br/6039/curriculo-brasileiro-do-ensino-medio-carece-de-flexibilidade-diz-pesquisa-da-fe/">defendeu tese de doutorado</a> na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e responde com convicção: “Não!”</p>
<p>“A premissa da minha tese é empírica; fui professor de educação básica por muito tempo e uma coisa que me causava espécie era o fato de os estudantes reclamarem de tudo”, diz o educador, com 25 anos de experiência no magistério. “O assunto só faz sentido em função do vestibular. Desde então, venho acumulando incômodo com essas questões.”</p>
<p>“O aluno precisa ter domínio da matemática para viver, claro, precisa ter alguma noção estatística, aprender bem a fazer contas, usar a matéria no dia a dia”, pondera Costa. “Mas ensinar equação algébrica? Isso é um absurdo!”</p>
<p>O incômodo levou o professor à pergunta: como funciona o sistema de ensino, em especial o ensino de matemática, nos países com <a class="external-link" href="http://www1.folha.uol.com.br/saber/882676-brasil-fica-no-88-lugar-em-ranking-de-educacao-da-unesco.shtml">avaliação positiva no <em>ranking</em> de educação feito pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura</a> (Unesco)?</p>
<p>“No Brasil, as salas são cheias, os cursos, difusos; são 12 matérias, o aluno vê tudo e não aprende nada de nada”, critica Costa. “Decidi comparar os documentos curriculares do ensino médio no Brasil com as exigências da educação na França, Espanha, Portugal e Inglaterra.”</p>
<div class="pullquote">Os estudantes devem ter, ainda adolescentes, a autonomia para escolher se
 querem, ou não, aprofundar o conteúdo de determinada matéria</div>
<p>O professor notou, de cara, que os quatro países estrangeiros avaliados – embora com propostas de ensino diferentes entre si – concordam em uma questão: os estudantes devem ter, ainda adolescentes, a autonomia para escolher se querem, ou não, aprofundar o conteúdo de determinada matéria.</p>
<p>Mas se com 18 anos, idade com que muitos ingressam na universidade, já é difícil escolher o que fazer, com 15 anos não seria ainda mais complicado? “Depende muito do modo como isso será feito. Os portugueses, por exemplo, têm uma permeabilidade entre os caminhos, de modo que, se o estudante quiser voltar atrás, terá tempo para isso; é necessária apenas uma adequação do currículo.”</p>
<p>Segundo Costa, o <a class="external-link" href="http://www.france.fr/pt/estudar/coletar-informacoes/sistema-educacional/article/o-sistema-escolar-frances-do-maternal-ao-liceu">caso francês</a> é bem exemplar: “Na França, o aluno pode optar por um ensino médio mais técnico que já prepara para vida profissional ou, se quiser, pode continuar estudando para a vida acadêmica. Isso permite que cada aluno escolha o currículo de sua predileção”.</p>
<p>Costa acredita que não se deve subestimar a verve profissional do aluno, que pode se manifestar “ainda muito cedo”, e que o fundamental é mostrar “em momentos diferentes da jornada escolar” os diversos caminhos que se pode seguir. <br /><br /></p>
<h3>Tese</h3>
<p>Em trabalho de doutorado, Costa explica que o currículo de matemática, no segundo e terceiro anos do ensino médio francês, respeita a escolha do aluno. Ainda sobre a França, o professor diz que a aprendizagem de alguns conceitos de trigonometria compete apenas aos alunos que desejam seguir a carreira em profissões em que o uso desse ramo da matemática se faça essencial.</p>
<div class="pullquote">“A cultura educacional do nosso país é insana, é uma solução irracional impor um caminho igual para todo mundo”</div>
<p>No Brasil, o Conselho Nacional de Educação já deu às escolas sinal verde para <a class="external-link" href="http://cenpec.org.br/noticias/ler/MEC-publica-resolu%C3%A7%C3%A3o-do-CNE-sobre-diretrizes-curriculares">flexibilizar o currículo escolar</a> caso entendam que o ensino de algumas matérias deva ser mais individualizado. Costa, no entanto, é cético quanto a qualquer mudança se não for feita uma revolução na cultura escolar nacional, que passaria pela valorização do professor e da individualidade do aluno.</p>
<p>“A cultura educacional do nosso país é insana, é uma solução irracional impor um caminho igual para todo mundo”, critica Costa. “No fim, apenas 11% dos alunos atingem a proficiência em matemática. O barato está saindo caro, pois isso influencia diretamente a formação de profissionais na área de exatas. Hoje temos que importar mão de obra especializada.”<br /><br /></p>
<h3>Vestibular</h3>
<p>O professor concorda que o vestibular é um indutor importante para o currículo escolar. Mas, para ele, “o modo de ingresso na faculdade está mais arrumado nos países que estudei”.</p>
<p>Costa é fã do SAT – o vestibular dos Estados Unidos –, sistema de avaliação adotado pela maioria das universidades estadunidenses, no qual se baseou o Exame Nacional de Ensino Médio brasileiro, o Enem. Costa, no entanto, aponta <a class="external-link" href="http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/como-funciona-o-sat-o-enem-americano">diferenças importantes</a> entre ambos.</p>
<p>“O SAT pode ser feito em diversos dias do ano, então, se o aluno adoecer ou for mal em um dia, terá uma nova chance”, explica o matemático. “Além disso, as provas são mais maduras por lá, o aluno pode usar calculadora, algo impensável no Brasil, por exemplo.”</p>
<div class="pullquote">Nesse cenário mundial, em que a reta final – a aprovação universitária –
 ainda é exigência fundamental, haveria espaço para escolas com 
propostas alternativas de ensino?</div>
<p>O professor diz ainda que, nos Estados Unidos, outros critérios são usados para o ingresso dos alunos nas universidades. “Inclusive, é avaliado também o desempenho durante os anos do ensino médio, um detalhe que faz toda a diferença”, afirma.</p>
<p>Nesse cenário mundial, em que a reta final – a aprovação universitária – ainda é exigência fundamental, haveria espaço para escolas com propostas alternativas de ensino, que pregam a radicalização absoluta do currículo e a inversão total do método de aprendizagem?</p>
<p>Exemplos de casos bem-sucedidos não faltam, como a mítica <a class="external-link" href="http://www.eb1-ponte-n1.rcts.pt/">Escola da Ponte</a> portuguesa ou o <a class="external-link" href="http://www.amorimlima.org.br/tiki-index.php?page=Escola%20-%20Hist%C3%B3ria">Colégio Municipal Amorim Lima</a>, instituição paulista identificada como ‘escolas sem paredes’, em que alunos de várias idades estudam na mesma classe com um sistema de ensino similar à escola lusitana, que enaltece o papel do tutor para pequenos grupos de alunos e valoriza ao máximo a individualidade de cada estudante.</p>
<p>“Claro que há espaço para essas escolas”, avalia o professor. “Tenho muita vontade de estudar mais a fundo as novas formas de ensinar e pretendo, no meu pós-doutorado, mergulhar justamente nesse universo”, planeja.<br /><br /><strong>Thiago Camelo<br /></strong>Ciência Hoje On-line</p>
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  </content:encoded>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Thiago Camelo</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Matemática</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-03-13T15:55:47Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/dois-irmaos-o-universo-e-o-tamanho-de-tudo">
  <title>Dois irmãos, o universo e o tamanho de tudo </title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/03/dois-irmaos-o-universo-e-o-tamanho-de-tudo</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Qual o tamanho de um elétron? Quanto mede a menor coisa visível a olho nu? E, afinal, qual o tamanho de um ano-luz? A questão da escala é um dos maiores desafios da divulgação da ciência. Seja nas enormes distâncias do universo ou nas medidas mínimas do mundo nanométrico, é sempre complicado transmitir uma boa noção da diferença de tamanho, por exemplo, entre uma estrela gigante vermelha como Antares e o nosso Sol, ou entre uma molécula, um cromossomo e um nanotubo de carbono.</p>
<div class="pullquote">Qual o tamanho de um elétron? Quanto mede a menor coisa visível a olho nu? E, afinal, qual o tamanho de um ano-luz?</div>
<p>Por isso, iniciativas como o <em><a class="external-link" href="http://htwins.net/scale2/">The scale of the universe</a></em>, programa que teve sua segunda versão lançada recentemente e nos conduz por uma didática viagem pelo tamanho de quase tudo, são muito bem-vindas para aproximar conceitos científicos abstratos do público. Ainda mais se considerarmos que seus criadores, os irmãos Mike e Cary Huang, não são cientistas renomados, mas meninos de 14 anos. Assim como <a title="A menina que inventava moléculas" class="internal-link" href="/alo-professor/intervalo/2012/02/a-menina-que-inventava-moleculas-1">a história da menina que inventava moléculas,</a> a iniciativa dos irmãos Huang mostra os resultados potenciais que podem ser obtidos ao se estimular o interesse dos jovens pela ciência.&nbsp; <br /><br /></p>
<h3>O tamanho de cada coisa</h3>
<p>Nossa história começa em 2010, numa sala de aula da Califórnia, Estados Unidos. Após o professor apresentar à turma um vídeo que comparava os tamanhos das células, Cary ficou impressionado e decidiu criar sua própria escala interativa das coisas. Dias depois, estava pronta a primeira versão do <em>Scale of the universe</em>. Sucesso na escola, o modelo também ficou famoso na internet, quando Mike ajudou a disponibilizá-lo na rede. &nbsp;&nbsp;</p>
<p>A segunda versão do programa é fruto de um ano e meio de trabalho dos irmãos. O aplicativo permite navegar por uma escala interativa do universo, desde a <a class="external-link" href="http://www.physlink.com/education/askexperts/ae281.cfm">distância de Planck</a>, menor medida possível prevista pela física, até o <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/watch?v=-6tEh3xIzCc">campo profundo observável do telescópio Hubble</a>, uma das maiores distâncias já mensuradas pelo homem. Entre os extremos, podem ser comparados centenas de itens, de corpos celestes a seres microscópicos e nanoestruturas, todos com informações adicionais acessíveis com um simples clique e arranjados em uma escala logarítmica de potências de 10.&nbsp;</p>
<h3 align="center">Confira um vídeo que mostra como navegar na ferramenta desenvolvida por Cary e Mike</h3>
<p align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/uaGEjrADGPA" frameborder="0" height="259" width="450"></iframe></p>
<h3><br /></h3>
<h3>Calibrando a escala do universo&nbsp;</h3>
<p>As informações disponibilizadas no programa foram pesquisadas em livros e, principalmente, na própria internet – em especial na Wikipédia. “Sempre procuramos checar a confiabilidade das fontes, mas todos estão convidados a nos ajudar a corrigir os possíveis erros”, convoca Cary, em entrevista por<em> e-mail</em> à <em>CH On-line</em>.&nbsp;</p>
<div class="pullquote">A ferramenta pode ajudar a entender o universo melhor, mas visualizar sua grandeza é difícil, afinal, a humanidade é apenas uma pequena parte de tudo</div>
<p>O garoto acredita que a iniciativa pode ajudar as pessoas a compreender melhor o universo e destaca as dificuldades de desenvolver a escala. “As coisas pequenas foram mais difíceis de entender e visualizar, até pela dificuldade da ciência para definir seu tamanho”, explica. “Nossa ferramenta pode ajudar a entender o universo melhor, mas visualizar sua grandeza é mesmo difícil, afinal, a humanidade é apenas uma pequena parte e até o tamanho de nosso próprio planeta é difícil de imaginar.”&nbsp;</p>
<p>Apesar de registrar algumas imprecisões, como admite o próprio Cary, o programa também reflete a quantidade de informação científica disponível na internet, que poderia ser utilizada em atividades de ensino inovadoras. O trabalho despertou nos irmãos, além do interesse por programação e animação, a paixão pela astronomia. &nbsp;</p>
<p>Infelizmente, o programa, por ora, está disponível apenas em inglês. Mesmo assim, vale conferir, para ter uma ideia de quão grande e complexo é o universo em que vivemos. Também é possível acessar a sua primeira versão,<a class="external-link" href="http://htwins.net/scale/pt.html"> já traduzida para o português</a>.<br /><br /></p>
<h3><strong>As potências de dez</strong></h3>
<p>A ferramenta não é a primeira iniciativa a tornar mais palatáveis as diferenças de escala da ciência. O famoso documentário estadunidense <em><a class="external-link" href="http://powersof10.com/film">The power of ten</a></em>, produzido em 1968 pelo casal Charles e Ray Eames, responsável por diversas iniciativas de divulgação científica, também utilizava a mesma ideia – mostrar as grandezas do universo, do muito pequeno ao gigantesco, tendo como base, tal qual os jovens cientistas dos Estados Unidos, a escala de potências de 10. Além de serem importantes para a área de design e arquitetura, os Eames trabalharam na interface <a class="external-link" href="http://eamesoffice.com/">cinema-entretenimento-educação</a>, e elaboraram, em parceria com a IBM, 15 filmes e 30 exibições voltadas à divulgação científica, desde eventos de pequena escala até a grandiosa exposição <em><a class="external-link" href="http://www.exploratorium.edu/mathematica/">Mathematica: a world of numbers...and beyond</a></em>.<br /><br /></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>Marcelo Garcia</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Marcelo Garcia</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Vídeo</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Astronomia</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Educação científica</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Web 2.0</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Tecnologias digitais</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Microbiologia</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-03-06T16:23:18Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/jogo-desigual">
  <title>Jogo desigual</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/jogo-desigual</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>A permanência de estudantes em cursos de graduação de universidades de ponta depende de diversos fatores, como condição financeira, apoio familiar, envolvimento social, dedicação, além de interesse e satisfação pelo curso escolhido. Novos estudos, porém, apontam a importância de outro elemento: a procedência escolar.</p>
<div class="pullquote">Alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas enfrentam mais
problemas e têm chances maiores de deixar o curso precocemente ou
passar por dificuldades críticas</div>
<p>De acordo com <a class="external-link" href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=val%C3%A9ria%20cordeiro%20fernandes%20belletati%2C&amp;source=web&amp;cd=2&amp;ved=0CDQQFjAB&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.teses.usp.br%2Fteses%2Fdisponiveis%2F48%2F48134%2Ftde-04082011-115006%2Fpublico%2FVALERIA.pdf&amp;ei=FgLhTqLsCYaUtwe-o7yBBg&amp;usg=AFQjCNFdpKRKcychFh0gyNALCSAQ549V7w">pesquisa desenvolvida por Valéria Cordeiro Fernandes Belletati</a> em seu doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas enfrentam mais problemas e têm chances maiores de deixar o curso precocemente ou passar por dificuldades críticas, que vão desde falta de tempo até o desempenho insuficiente.</p>
<p>Em maio de 2009, Belletati entrevistou 42 alunos ingressantes, 10 futuros biólogos, 11 do curso de licenciatura em física e 21 de letras – todos da USP, que, desde 2006, possui ferramentas para facilitar o ingresso de alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas – por meio do <a class="external-link" href="http://www.usp.br/inclusp">Programa de Inclusão Social </a>e do <a class="external-link" href="http://www.usp.br/pasusp">Programa de Avaliação Seriada</a>, o estudante pode ter um bônus de até 15% em sua nota do vestibular.</p>
<p>Os três cursos foram escolhidos por serem de média seletividade, representar áreas distintas do conhecimento e “por terem altos índices de evasão geral no semestre de ingresso e altos números absolutos de ingressantes de escola pública”, justifica a pesquisadora.</p>
<p>O questionário incluía perguntas pessoais sobre os ingressantes, como idade, trabalho, procedência escolar, tempo gasto para chegar à USP, preparo em cursinho pré-vestibular e uso de bolsa de estudos. Além disso, os estudantes consultados tinham espaço para relatar suas dificuldades iniciais, relacionamento com colegas e professores, desempenho pessoal e satisfação com as aulas e com o curso escolhido.</p>
<p>Ao fim do primeiro semestre de 2010, a educadora voltou a entrevistá-los. “Retomei contato apenas com os alunos participantes que haviam cursado todo o ensino médio não profissionalizante em escolas públicas, que atendem a maioria dos estudantes em condições socioeconômicas menos favorecidas da nossa população”, explica Belletati. Nessa rodada de entrevistas, foram entrevistados seis alunos do curso de letras, três de licenciatura em física e um de ciências biológicas – 10 no total.</p>
<p>Desta vez, foram questionados sobre como enfrentavam as dificuldades mencionadas na entrevista anterior, sua vida escolar no ensino médio, escolaridade de seus familiares e como achavam que esses fatores influenciavam seu desempenho na graduação.<br /><br /></p>
<h3>Corrida de obstáculos</h3>
<p>A falta de tempo foi a dificuldade número um apontada pelos graduandos. “O tempo é mais escasso para alunos em condições econômicas desfavoráveis porque estes exercem atividade remunerada e perdem muitas horas em deslocamento para a universidade”, explica a autora da tese. Além disso, os alunos consideraram os exames complicados e reclamaram que as dificuldades apresentadas nas provas não eram revistas.</p>
<div class="pullquote">“Os alunos percebem lacunas de aprendizagem de conteúdos que deveriam
ter aprendido na educação básica e consideram alguns conteúdos novos
muito complexos”</div>
<p>A formação anterior ao ingresso também foi colocada como um problema. Segundo a educadora, “os alunos percebem lacunas de aprendizagem de conteúdos que deveriam ter aprendido na educação básica e consideram alguns conteúdos novos muito complexos”.</p>
<p>Nos cursos de letras e licenciatura em física, apesar das barreiras, os índices de evasão de alunos egressos de escolas públicas foram inferiores aos dos provenientes de escolas particulares. Por outro lado, em ciências biológicas, a evasão foi consideravelmente maior entre os estudantes vindos de escolas públicas (7,4%) do que os ex-alunos de escolas particulares (1,6%).</p>
<p>Quando são analisados cursos mais concorridos, essa situação se torna mais recorrente. O curso de publicidade e propaganda, por exemplo, teve 13,6% de evasão de alunos de escolas públicas contra apenas 2,4% de alunos vindos de escolas particulares. A situação é parecida em cursos como medicina (1,8% contra 0,2%), odontologia (5,7% contra 2,6%), arquitetura (3,7% contra 0,7%) e relações internacionais (6,6% contra 4,2%). <br /><br /></p>
<h3>Atenção diferenciada</h3>
<p>Para Belletati, a formação pedagógica dos professores – que hoje não é exigida – é essencial para a melhoria desse quadro. Normalmente, o docente não conhece o passado do aluno, o que impede uma atuação diferenciada, avalia a pesquisadora, que defende a formação contínua e institucionalizada dos formadores.</p>
<div class="pullquote">Normalmente, o docente não conhece o passado do aluno, o que impediria uma atuação diferenciada</div>
<p>Dessa forma, os professores estariam mais bem preparados para ajudar os alunos com mais dificuldades, que, segundo o estudo, precisam de auxílio para organizar seu tempo, superar lacunas de aprendizagem da educação básica e aprender a estudar na universidade – “que é muito diferente, pois, nesse nível de educação, precisam atingir níveis de compreensão necessários a criação, reflexão e teorização”.</p>
<p>Belletati acredita que uma formação pedagógica permanente também possibilitaria uma reflexão mais profunda sobre a função da universidade, “que entendemos ser a formação profissional, científica e política.”</p>
<p>“Ela também permitiria um debate mais amplo sobre a elitização da universidade, tanto no ingresso como no seu interior, e sobre outras questões específicas da docência”, conclui a pesquisadora.<br /><br /><strong>Rafael Foltram<br /></strong>Especial para a Ciência Hoje On-line/ SP</p>
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  </content:encoded>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Rafael Foltram</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-02-28T12:37:26Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/a-menina-que-inventava-moleculas-1">
  <title>A menina que inventava moléculas</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/a-menina-que-inventava-moleculas-1</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Um dia comum na aula de química. Sobre as mesas, os alunos utilizam pequenas esferas de tamanhos e cores variadas para montar estruturas químicas de moléculas. A pequena Clara Lazen, de 10 anos, constrói uma estrutura pouco usual e pergunta que molécula seria aquela. O professor – talvez um pouco desconcertado, mas muito entusiasmado – admite não saber, sem desconfiar que se tratava de uma molécula completamente nova.&nbsp;</p>
<p>Isso aconteceu em uma escola do Kansas, nos Estados Unidos. Kenneth Boehr, o professor em questão, procurou a ajuda do amigo, o também químico Robert Zoellner, da Universidade Humboldt, na Califórnia, para identificar a molécula misteriosa. A curiosa descoberta do tetranitratoxicarbono rendeu <a class="external-link" href="http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2210271X11005433">um artigo publicado em janeiro na revista <em>Computational and Theoretical Chemistry</em></a> – assinado pelos três personagens. Mais importante: é um exemplo extremo de como atividades lúdicas e divertidas podem despertar o interesse pela ciência.<br /><br /></p>
<h3>Sorte e criatividade&nbsp;</h3>
<p>A descoberta casual ressalta a relação próxima que muitas vezes a ciência estabelece com a criatividade, o espírito artístico e até com a sorte. Sem amarras de conhecimentos profundos de química, a menina foi levada pela inventividade e por certo senso estético – revelado na simetria da molécula proposta – a desenvolver um arranjo improvável, que muitos químicos teriam descartado logo a princípio.</p>
<div class="pullquote">A criatividade levou Clara a uma 
estrutura bastante simétrica que, por sorte, mostrou-se viável na 
teoria</div>
<p>“Clara não tinha conhecimentos prévios que a fizessem pensar que o arranjo seria improvável ou impossível. A criatividade a levou a uma estrutura bastante simétrica que, por sorte, mostrou-se viável na teoria”, analisa Zoellner. “É muito interessante pensar nas lições que podemos tirar disso.”</p>
<p>Para a menina, que deseja ser veterinária, atividades divertidas e não convencionais como desenho, pintura e escultura facilitam o aprendizado. “Construir a molécula me fez pensar melhor em como aqueles átomos todos poderiam ficar juntos”, conta. “Quero cuidar dos animais e sei que preciso das aulas de ciências. Mas adoro construir coisas e acho que aprendo mais quando posso fazer isso nas aulas.”<br /><br /></p>
<h3>A molécula, a menina e o futuro</h3>
<p>Apesar de possível matematicamente, a nova molécula, que tem a mesma combinação de átomos da nitroglicerina, provavelmente seria instável e difícil de sintetizar. “Mesmo que seja possível produzi-la, é provável que ela se converta em seu isômero mais estável”, acredita Zoellner. “Mas só saberemos quando alguém fizer essa tentativa”, completa.</p>
<dl class="image-inline captioned image-inline">
<dt><a rel="lightbox" href="/alo-professor/intervalo/2012/02/imagens/Ameninasque.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/imagens/Ameninasque.jpg/image_preview" alt="Nova molécula" title="Nova molécula" height="266" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">Robert Zoellner remonta a estrutura da nova molécula proposta por Clara. O químico destaca a importância das atividades lúdicas para desenvolver a curiosidade dos jovens pela ciência. (foto: Humboldt State University)</dd>
</dl>

<p>Segundo o químico, o tetranitratoxicarbono poderia ter utilidade na estocagem de energia, como um poderoso explosivo ou como algo entre esses dois extremos. Seja qual for o futuro da nova molécula, o mais importante é que ela pode ter ajudado a formar outros futuros. A experiência da colega, agora famosa, reforçou nos outros alunos o interesse e o entusiasmo pela ciência, especialmente a química e a biologia.&nbsp;</p>
<p>Para Zoellner, como há muitos estudantes que acham que a ciência é algo para <em>nerds</em> ou pessoas superdotadas, existe grande resistência ao campo, especialmente entre as meninas. “Esse pequeno exemplo de quanta diversão é possível ter com a química pode fazer com que Clara, seus colegas e crianças do outros lugares do mundo vejam que a ciência é para todos”, avalia. “Independente do valor científico da descoberta, se ela ajudar a mudar esses futuros, já terá sido um enorme sucesso.”<br /><br /></p>
<p><strong>Marcelo Garcia</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
<div class="bloco-centralizado"><span class="link-external"><span class="link-external"><a class="external-link" href="http://chc.cienciahoje.uol.com.br/a-menina-que-inventava-moleculas">Clique aqui</a></span></span><span style="float: none;">&nbsp;para ler o texto que a CHC preparou sobre esse assunto.</span></div>
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  </content:encoded>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Marcelo Garcia</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Química</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Educação científica</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-03-22T23:27:58Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/pao-e-quimica">
  <title>Pão e química</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/pao-e-quimica</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Meio quilo de farinha de trigo, 15 gramas de sal, 20 gramas de açúcar, uma colher de sopa de margarina, 15 gramas de fermento e um pouco de água. Receita de um pãozinho francês? Que nada! Esses são os ingredientes para uma aula de química.</p>
<p>Um grupo de pesquisadores do Rio Grande do Sul acompanhou a produção artesanal do pão a fim de utilizar esse conhecimento popular para ensinar química a alunos do ensino médio.</p>
<p>Inicialmente, quatro produtoras rurais com mais de 60 anos, descendentes de italianos e moradoras de diferentes cidades gaúchas – Itatiba do Sul, Barra do Rio Azul, Quatro Irmãos e Erechim – foram entrevistadas e acompanhadas durante cada etapa da panificação, desde o preparo do fermento até o momento em que a massa vai ao forno.</p>
<div class="pullquote">Algumas tradições das cozinheiras na produção do pão dialogavam diretamente com conhecimentos científicos já estabelecidos</div>
<p>“Depois dessa primeira etapa, retornamos com um recorte da transcrição das falas da entrevista, para sanar dúvidas que ficaram pendentes”, explica Luciana Dornelles Venquiaruto, química da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) e coautora do artigo que descreve a iniciativa, publicado na revista <a class="external-link" href="http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc33_3/135-QS0511.pdf"><em>Química Nova na Escola</em></a>.</p>
<p>Durante as entrevistas, ficou claro para os pesquisadores que algumas tradições das cozinheiras na produção do pão dialogavam diretamente com conhecimentos científicos já estabelecidos. Por exemplo: ao substituir o fermento caseiro pelo industrializado, as produtoras aumentam a velocidade de fermentação do pão. Já a sova da massa em duas etapas distintas permite trabalhar melhor o glúten formado durante a mistura dos ingredientes e obter um produto mais macio e leve.</p>
<p>“Observamos no decorrer da parte empírica da pesquisa que os saberes cotidianos são, muitas vezes, similares aos saberes que a Academia produz, mas precisam passar por uma transposição didática para se tornarem saberes escolares”, afirma a química, acrescentando que é possível inserir em sala de aula conhecimentos que vão além dos tradicionais. <br /><br /></p>
<h3>Do forno ao laboratório</h3>
<p>Com os dados em mãos, os pesquisadores passaram para o laboratório, onde desenvolveram cinco experimentos que relacionavam o uso das técnicas utilizadas pelas produtoras de pão com princípios químicos.</p>
<p>“As atividades propostas destacam particularmente os efeitos da temperatura e da concentração dos ingredientes sobre a velocidade da fermentação e a densidade da massa”, enfatiza Venquiaruto. As experiências permitem que o aluno visualize como os processos químicos ocorrem e, consequentemente, compreenda melhor os conceitos por trás deles.</p>
<p>Em uma das atividades, duas garrafas PET de 600 ml devem ser cortadas e preenchidas cada uma com três colheres de fermento químico e duas de açúcar. Depois, o aluno deve acrescentar água em duas temperaturas diferentes – cerca de 12 ºC em uma garrafa e 33 ºC na outra – e fechá-las com uma bexiga.</p>
<dl class="image-inline captioned">
<dt><a rel="lightbox" href="/alo-professor/intervalo/2012/02/imagens/copy_of_paoequimica2.jpg"><img src="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/imagens/copy_of_paoequimica2.jpg/image_preview" alt="Massa de pão" title="Massa de pão" height="326" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px">O hábito de colocar a massa para descansar perto de uma fonte de calor é explicado pela química: a temperatura alta acelera a velocidade da fermentação. (foto: Venquiaruto et al) </dd>
</dl>

<p>Esse experimento simula os dias de inverno no Rio Grande do Sul, onde a temperatura beira os 12 ºC, e o calor que emana do fogão, onde as cozinheiras têm por hábito deixar a massa descansando em dias de frio. Ocorre que, durante o processo de fermentação, acelerado em temperaturas mais quentes, há a liberação de gás carbônico. Dessa forma, na garrafa que recebeu água a 33 ºC, o gás será liberado mais rapidamente e a bexiga encherá primeiro.</p>
<p>Outra atividade proposta é algo que as produtoras de pão fazem para saber se a massa já está pronta para ir ao forno. O aluno deve colocar uma bolinha de massa em um recipiente com água. A bolinha afundará, já que sua densidade é maior do que a da água. Porém, quando o fermento faz efeito, a bolinha sobe para a superfície. A explicação é simples: quando a fermentação ocorre, a bolinha se enche de gás carbônico e aumenta de volume, o que diminui sua densidade. Então, ela flutua.</p>
<p>Para as produtoras artesanais, esses e outros ‘truques’ de cozinha ajudam no preparo de um produto de qualidade. Para professores e alunos, eles são sinal de pura química e podem ajudar a tornar mais dinâmico o ensino dessa disciplina.<br /><br /><strong>Ana Carolina Correia</strong><br />Ciência Hoje On-line</p>
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  </content:encoded>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Ana Carolina Correia</dc:creator>
  <dc:rights></dc:rights>
  
   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Química</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Educação científica</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-02-15T19:17:39Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
 </item>


 <item rdf:about="http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/ciencia-em-casa">
  <title>Ciência em casa</title>
  <link>http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2012/02/ciencia-em-casa</link>

  


  <content:encoded>
    <![CDATA[
<p>Uma boa dica de vídeo para os professores. No portal do TED, já é possível assistir às<a class="external-link" href="http://www.ted.com/talks/award_winning_teen_age_science_in_action.html"> palestras das três vencedoras da feira de ciências mundial promovida pelo Google no ano passado</a>.</p>
<div class="pullquote">A curiosidade nasce a partir da reflexão sobre eventos dos mais variados</div>
<p>TED, só para lembrar, é uma <a title="Pensamentos de ponta" class="internal-link" href="/blogues/bussola/2011/07/pensamentos-de-ponta">instituição sem fins lucrativos que organiza, desde 1984, palestras sobre ciência e educação</a>. As três letras significam <em>Technology, Entertainment, Design</em> (Tecnologia, Entretenimento e Design, em português).</p>
<p>As meninas – todas estadunidenses – falaram na edição do evento destinada apenas às mulheres. Contaram um pouco como conseguiram, ainda tão novas, ter ideias originais sobre temas relevantes para a sociedade. Explicamos a pesquisa de cada uma delas <a title="Pequenos prodígios" class="internal-link" href="/alo-professor/intervalo/2011/08/pequenos-prodigios">aqui mesmo, no 'Alô, Professor</a>'.</p>
<p>Na palestra do TED, no entanto, é possível conhecê-las melhor, entender como elas se interessaram por estudar ciência e, sobretudo, perceber que a curiosidade nasce a partir da reflexão sobre eventos dos mais variados.</p>
<h3 align="center">Assista abaixo, em inglês, <br />às palestras das três vencedoras<br /><iframe src="http://www.youtube.com/embed/fmnAFj4Y3tc" frameborder="0" height="259" width="450"></iframe></h3>
<p><a class="external-link" href="http://www.ted.com/speakers/lauren_hodge.html">Lauren Hodge</a> – vencedora da categoria de alunos entre 13 e 14 anos com o <a class="external-link" href="https://sites.google.com/site/decreasingcarcinogens/home">estudo</a> sobre o potencial cancerígeno do frango grelhado – explicou que teve a ideia do projeto após ler uma revista no consultório de seu médico. Uma das reportagens falava de uma ação judicial movida pelo Comitê Médico pela Medicina Responsável dos Estados Unidos contra sete restaurantes de <em>fast food</em>. A motivação da ação era, justamente, a qualidade do frango desses estabelecimentos e suas possíveis propriedades cancerígenas.</p>
<div class="pullquote">A estudante ficou intrigada com a falta de conhecimento
popular e científico sobre as propriedades cancerígenas do
frango grelhado</div>
<p>Na palestra, a estudante explica que ficou intrigada com a falta de conhecimento popular e também científico sobre as propriedades cancerígenas do frango grelhado. “Mas então, numa noite, minha mãe estava cozinhando frango grelhado para o jantar e notei que as bordas do frango, que tinham sido marinadas em suco de limão, ficaram brancas”, conta. “Mais tarde, na aula de biologia, aprendi que ficam assim devido a um processo chamado desnaturação, em que as proteínas perdem algumas propriedades.”</p>
<p>O passo seguinte, diz Hodge, foi formular uma hipótese: será que a mudança das proteínas, de alguma forma, poderia inibir as substâncias cancerígenas do frango grelhado?</p>
<p>A pesquisa a surpreendeu. Segundo a menina, marinar com suco de limão diminui em até 98% a quantidade de substâncias cancerígenas do frango grelhado. Açúcar mascavo e água com sal também funcionam bem.</p>
<p>“Outro fator importante é que se você aumentar o tempo de cozimento, a quantidade de substâncias cancerígenas aumenta rapidamente”, acrescenta a menina. “Não é que a melhor maneira de fazer o frango seja deixá-lo cru, mas definitivamente não é cozinhá-lo em excesso. O ideal é deixá-lo marinar por um tempo no suco de limão, no açúcar mascavo ou na água salgada.”<br /><br /></p>
<h3>Melhorar o ar dos interiores</h3>
<p><a class="external-link" href="http://www.ted.com/speakers/naomi_shah.htm">Naomi Shah</a>, que ganhou na categoria para estudantes entre 15 e 16 anos, desenvolveu pesquisa sobre a qualidade do ar de lugares fechados. O objetivo era melhorar a qualidade de vida dos mais de 1 milhão de asmáticos do mundo.</p>
<p>A motivação da menina nasceu, também, da observação de seu cotidiano. Tanto pai como irmão têm alergias crônicas todo o ano e os sintomas persistem mesmo após a temporada de pólen. A sua pergunta inicial foi: por que isso acontece?</p>
<div class="pullquote">Shah: “O que aprendi é que a genética carrega a arma, mas o ambiente puxa o gatilho”</div>
<p>A resposta veio exatamente do ‘ar dos interiores’ que, segundo Shah, tem quatro poluentes relevantes à saúde pulmonar dos asmáticos. “Por exemplo, compostos orgânicos voláteis são poluentes químicos encontrados em nossas escolas, casas e locais de trabalho”, explica a jovem cientista.</p>
<p>A menina desenvolveu um modelo próprio para quantificar, matematicamente, o efeito desses poluentes nos asmáticos. Um <a class="external-link" href="http://www.priyamshah.com/AQ/final/parAltest.asp"><em>software</em> interativo</a> capaz de, por meio da medição do fluxo expiratório e de informações como idade, altura e sexo do paciente, dizer exatamente qual remédio ele deve tomar.</p>
<p>“O que aprendi é que a genética carrega a arma, mas o ambiente puxa o gatilho”, afirma Shah. “Temos de melhorar o ar na nossa própria casa, limpar os filtros de ar-condicionado, os dutos, os tapetes, temos de evitar incensos e velas”, defende.<br /><br /></p>
<h3>Quimioterapia mais eficaz</h3>
<p>A pesquisa sobre como impedir um paciente de se tornar resistente à cisplatina, uma das substâncias quimioterápicas mais usadas para combater o câncer de ovário, deu a <a class="external-link" href="http://www.ted.com/speakers/shree_bose.html">Shree Bose</a> dois prêmios: o de melhor projeto na categoria 17-18 anos e o grande prêmio da feira do Google, como melhor trabalho entre todos os inscritos.</p>
<div class="pullquote">Bose: “Eu desejo que nenhuma outra família passe por aquilo que a minha passou”</div>
<p>Em sua fala, extremamente pessoal, Bose conta a sua motivação para iniciar a <a class="external-link" href="https://sites.google.com/site/ampkandcisplatinresistance/home">pesquisa</a>: a morte de seu avô devido ao câncer. “Eu desejo que nenhuma outra família passe por aquilo que a minha passou”, diz.</p>
<p>Ao estudar especialmente o câncer de ovário, Bose se deparou com o entrave causado pela cisplatina durante a quimioterapia. “Às vezes, os pacientes se tornam resistentes à droga e, anos depois de terem sido declarados como livre do câncer, ele volta”, explica a estudante. “Elas não respondem mais ao medicamento, é um problema enorme, talvez um dos maiores problemas com a quimioterapia atualmente.”</p>
<p>O trabalho focou especificamente em uma proteína presente no corpo humano chamada MAP quinase. A pesquisa de Bose sugere que, quando essa proteína é bloqueada, as células cancerígenas param de rejeitar o tratamento com cisplatina; um passo importante para a cura do paciente.</p>
<p>“Isso significa que se um paciente chegar ao médico com resistência a essa droga, basta ministrar um produto químico que bloqueia a proteína para que ele seja novamente tratado com cisplatina”, conta Bose.</p>
<div class="bloco-centralizado"><strong>Brasil de fora</strong><br /><br />É possível dizer que as vencedoras da Feira de Ciências do Google tiveram projeção mundial. <a class="external-link" href="http://www.whitehouse.gov/blog/2011/10/04/president-obama-welcomes-science-fair-winners-oval-office">Encontraram</a> o presidente dos Estados Unidos, saíram em <a class="external-link" href="http://www.nytimes.com/2011/07/19/science/19google.html">matéria no </a><em><a class="external-link" href="http://www.nytimes.com/2011/07/19/science/19google.html">New York Times</a> </em>e, finalmente, palestraram no TED, um dos eventos mais importantes de ciência, educação, tecnologia e informação do mundo. Além disso, ganharam bolsas de estudo e estágios em instituições renomadas, entre elas o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, o Cern.<br /><br />
<div align="center"><strong>Assista ao discurso, em inglês, em que Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, elogia as meninas <br /></strong></div>
<div align="center"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/z0r0I7nzK-Y" frameborder="0" height="233" width="400"></iframe></div>
Teoricamente, qualquer estudante do
globo poderia participar dessa feira e disputar essas oportunidades,
exceto aqueles procedentes de países com os quais os Estados Unidos têm
atritos diplomáticos, como a Coreia do Sul.<br /><br />Porém, uma cláusula escondida no <a class="external-link" href="http://static.googleusercontent.com/external_content/untrusted_dlcp/www.google.com/pt-BR//events/sciencefair/downloads/rules_en.pdf">edital</a>
da <a class="external-link" href="http://www.google.com/events/sciencefair/">segunda edição da feira</a> – com inscrição aberta até abril – proíbe
alunos brasileiros de participar do concurso. Como no ano passado
tivemos notícia de que alunos de escolas nacionais participaram do
evento, estranhamos a informação e procuramos, primeiro, o organizador
do evento – o Google – para entender a questão.<br /><br />Depois de incessantes mensagens sem respostas, inclusive na página de
dúvidas, no Twitter e no Facebook do evento, procuramos o ministério da
ciência brasileiro na esperança de tirar a dúvida. Nada. O órgão, com
tradição de incentivar estudantes brasileiros a entrar nesse
tipo de feira, estranhou, tanto quanto nós, a informação.<br /><br />A única resposta que tivemos do Google foi, praticamente, uma cópia do
que está no edital: “A competição não está aberta a residentes de Cuba,
Irã, Coreia do Norte, Sudão, Birmânia, Síria, Zimbábue e qualquer outro
país sancionado pelos EUA, além do Brasil e de qualquer lugar onde a
feira é proibida por lei”.<br /><br />No entanto, ninguém conseguiu apontar qualquer restrição brasileira à participação do país nesse tipo de atividade.<br /><br />Fica, portanto, a dúvida não solucionada e a tristeza por estudantes
brasileiros não poderem – nesse grande evento internacional – usar o
exemplo das meninas dos Estados Unidos para transformar uma inquietação
pessoal num belo projeto de ciência. Mas não seja por isso. O Brasil
promove uma série de feiras e olimpíadas de ciências, além de ter
destaque na participação de iniciativas similares mundo afora.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Thiago Camelo<br /></strong>Ciência Hoje On-line</p>
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  <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
  <dc:creator>Thiago Camelo</dc:creator>
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   <dc:subject>Educação</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Câncer</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Poluição</dc:subject>
  
  
   <dc:subject>Vídeo</dc:subject>
  
  <dc:date>2012-02-08T17:24:11Z</dc:date>
  <dc:type>Notícia</dc:type>
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