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REVISTA CH 239 :: JULHO DE 2007
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DESTAQUE DE CAPA
Amazônia: o desafio mal começou
Na década de 1970, as idéias de inesgotabilidade dos recursos naturais, invisibilidade social das populações humanas e crescimento econômico a qualquer preço se abateram sobre a Amazônia. Com elas, vieram a devastação ambiental e a ocupação desordenada. Para superar essas perdas, é fundamental o esforço científico cooperativo e pluridisciplinar, que una as atividades preservacionistas às iniciativas para alargar o conhecimento sobre a região. A CH de julho se dedica a divulgar esses esforços e traz cinco artigos sobre temas relacionados à Amazônia.
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O leitor pergunta
- A soja é um grão que apresenta todos os aminoácidos essenciais para o corpo humano?
- Como a eficiência energética pode ser uma solução para a emissão de poluentes?
- Como impedir que pombos usem o telhado para fazer seus ninhos sem causar danos à espécie?
- O aumento do câncer nos últimos 40 anos está correlacionado estatisticamente com o aumento do uso de métodos de imagem por raios X, como a tomografia computadorizada?
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Entrevista: Madu Gaspar – O Brasil de ontem
Descobertas de pesquisadores brasileiros revelaram que o Brasil não foi povoado por neandertais na pré-história. Na CH 239, a arqueóloga Madu Gaspar, do Museu Nacional da UFRJ, fala sobre a realidade desse período no país. Ela aponta os desafios enfrentados pelos arqueólogos e comenta a ameaça que sofrem os sítios arqueológicos brasileiros, além de chamar atenção para a importância de se mudar a concepção de que somos um país construído apenas pelos portugueses.
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Mundo de ciência
O cérebro humano não é científico, segundo estudo norte-americano comentado na seção Mundo de Ciência da CH de julho. A motivação da pesquisa foi buscar uma resposta para a resistência de adultos a alguns conceitos da ciência. Esse processo seria causado por uma educação científica precária na infância. Leia também sobre estudos que mostram que o bom colesterol aumenta apenas modestamente com a prática de ginástica aeróbica e sobre a pesquisa que comprovou que novos pêlos e cabelos podem nascer de cicatrizes.
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Um concerto de múltiplas notas: ciência, tecnologia e inovação na Amazônia
O conhecimento sobre a Amazônia ainda é limitado, a infra-estrutura de ensino e pesquisa na região é pequena diante do desafio que se impõe e faltam investimentos para vencer esses obstáculos. Segundo artigo da CH 239, é preciso promover um amplo debate sobre o caminho a ser seguido na Amazônia e o papel que a ciência, a tecnologia e a inovação podem e devem desempenhar nessa trajetória.
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A propósito: Do risco da desordem pelo alto
Na coluna A propósito deste mês, Renato Lessa discute os dilemas e desafios que surgiram nesses dois séculos de regime representativo. Já que a maioria escolhe uma minoria para a constituição das leis, a solução seria deixar a elite definir o que é interesse público? Com a universalização do voto, a democracia ganha uma nova perspectiva e passa a conviver com o traço aristocrático do governo e os limites do esquema da representação como tradutor da diversidade social.
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Amazônia, desflorestamento e água: a interação entre a floresta tropical e a maior bacia hidrográfica do planeta
A derrubada da floresta está atingindo a área drenada pelos rios que formam a parte sul da bacia amazônica, que abrange seis dos nove estados da Amazônia legal. Como isso afeta o ciclo hidrológico da maior bacia fluvial do mundo? Artigo da CH de julho mostra que a conversão da floresta em pastagem duplica a vazão dos pequenos cursos d’água locais, mas isso pode não ocorrer em bacias de grande escala, pois a floresta tem um efeito regulador sobre o ciclo hidrológico, mantendo as vazões uniformes mesmo com chuvas irregulares.
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A Amazônia está mudando
As alterações na biodiversidade da Amazônia provocadas pelos desmatamentos vêm sendo estudadas de muitas formas. Uma delas investiga os fragmentos florestais originados da derrubada da mata ao seu redor. Essa fragmentação leva à perda e a alterações de espécies locais, além de facilitar a entrada de espécies exóticas. Outra constatação é que as pastagens são mais danosas à diversidade das áreas florestadas em seu entorno do que as atividades agrícolas e silviculturais. Descubra o que a mudança no uso da terra significa para a biodiversidade amazônica na CH 239.
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A produção mecanizada de grãos e seu impacto no desmatamento amazônico
A expansão da agricultura mecanizada na Amazônia vem despertando a atenção dos cientistas. Essa prática recebe grande apoio financeiro e ocupa grandes áreas desflorestadas. Até aonde a destruição da floresta pode chegar com a demanda por soja no mundo? Leia na CH deste mês sobre a questão polêmica que envolve a produção agrícola para exportação, principalmente a cultura de grãos, e o desmatamento da floresta amazônica associado a essa atividade.
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Mamirauá: protegendo um ecossistema rico e ameaçado
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá é um exemplo de iniciativa surgida a partir da década de 1990 que trouxe uma nova forma de lidar com a conservação das florestas. Ela une a preocupação ecológica com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos moradores da região, buscando sua participação nos projetos. Leia sobre a experiência de Mamirauá, que também dá grande importância à pesquisa científica, na CH de julho.
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Modelagem de ecossistemas: simples na aparência, complexos na prática
Tradicionalmente voltada para a meteorologia, a área de modelagem de sistemas naturais já engloba temas vitais para a ecologia do planeta, como a dinâmica de lagos, rios e bacias hidrográficas, o manejo de florestas e a precipitação atmosférica. Descubra em artigo da CH deste mês a complexidade que envolve a modelagem de um sistema natural aparentemente simples e como as várias disciplinas – sobretudo a física – são empregadas na descrição de um ecossistema.
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Em Dia
Confira as últimas novidades da ciência brasileira:
- Índios cuicuros do Parque Indígena do Xingu documentam suas festas e cantos
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Reciclagem de sucata eletrônica permite obtenção de matéria-prima nobre
- Painéis instalados em diferentes municípios do Rio de Janeiro contam a história do planeta
- Lesões cutâneas poderiam ser evitadas com medidas simples
- Lodo especial pode ser boa solução para fertilizar solo agrícola brasileiro
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Ensaio: Dilemas de um naturalista na Amazônia colonial
O maior naturalista luso-brasileiro, Alexandre Rodrigues Ferreira, ainda é desconhecido do grande público. Até agora, contratempos impediam a divulgação do material de sua expedição pelo interior das capitanias do Pará, Rio Negro (parte do atual estado do Amazonas) e Mato Grosso. A seção Ensaio da CH 239 mostra como foi essa viagem, a mais importante expedição científica portuguesa do século 18, que deu origem a um rico acervo, composto de diários, mapas, desenhos, pinturas e artigos dedicados às plantas, animais e índios.
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Opinião: Gregory Bateson e interdisciplinaridade
A seção Opinião deste mês destaca a importância da interdisciplinaridade. O assunto, tema da 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e abordado em artigo da edição de julho de 2006 da
Ciência Hoje
, gera questões sobre como a interdisciplinaridade pode ser semeada. Para Sandro Schlindwein, do Programa de Pós-graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina, a interdisciplinaridade só pode emergir por meio das relações.
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Primeira Linha: Bisturis virtuais
A simulação de cirurgias já é viável, como mostra a seção Primeira linha da CH deste mês. A união entre computação, física e medicina tem possibilitado a criação de novos métodos e equipamentos em realidade virtual que permitem treinar cirurgiões sem a utilização de cadáveres e planejar procedimentos cirúrgicos com realismo e rapidez, antes mesmo que os pacientes estejam na mesa de operação.
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Memória: O início da era espacial
A seção Memória da CH de julho recorda a façanha que colocou a humanidade definitivamente na era espacial: o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik I, pela União Soviética, em 1957. Conheça o contexto em que esse feito foi planejado e descubra como ele saiu do papel para entrar para a história.
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Resenha: Os economistas críticos saem da toca
A CH 239 traz uma resenha do livro
A supremacia dos mercados e a política econômica do governo Lula
, que reúne dez artigos escritos por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas, que avaliam a postura político-econômica do primeiro governo Lula. A obra mostra de que maneira as grandes mudanças ocorridas no final da década de 1980, como a liberalização financeira e o comércio internacional intenso, foram encaradas pelo Brasil e os demais países latino-americanos e aponta o rumo que nossa economia está tomando.
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Qual é o problema? Como pendurar (mal) um quadro
A coluna deste mês envolve um jeito diferente de se pendurar um quadro na parede. Um amigo do nosso colunista quis provar que um fio enrolado em dois pregos segura o quadro de maneira mais firme do que usando um único prego. Mas bastou puxar um dos pregos para que o quadro viesse abaixo. Entenda como ele pendurou o quadro na parede e prepare-se para um desafio: você conseguiria pendurar um quadro usando três pregos de forma que a remoção de quaisquer dois deles fizesse o quadro cair?
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