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REVISTA CH 235 :: MARÇO DE 2007
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DESTAQUE DE CAPA
Paisagens subterrâneas do Brasil
Consideradas bens da União e áreas de preservação permanente pela legislação brasileira, as cavernas são um misterioso mundo a ser explorado. Essas cavidades abertas em formações rochosas despertam a curiosidade da comunidade científica, que se empenha atualmente em conhecer melhor sua origem e idade. O artigo de capa da CH de março trata desse patrimônio nacional, cujo estudo permite obter importantes dados geológicos e indícios relevantes das mudanças no clima ocorridas nos últimos milhares de anos.
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O leitor pergunta
- A acreção de matéria a uma estrela libera de 15 a 60 vezes mais energia do que a fusão do hidrogênio? Por que isso ocorre?
- É verdade que bebidas isotônicas, se consumidas em excesso, podem danificar o rim e/ou o fígado?
- Como acabar com o cheiro de mofo dos livros antigos?
- O vitiligo tem cura?
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A propósito: Olha os hominídeos aí, gente!
O uso de símios para representar a origem do povo brasileiro por uma escola de samba do Rio de Janeiro é o gancho para a coluna deste mês do bioquímico Franklin Rumjanek, que trata de uma antiga polêmica: afinal, os humanos se originaram dos macacos? O pesquisador ainda alerta: qualquer que seja o fórum, a divulgação científica deve ser levada a sério.
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Mundo de ciência
Uma pesquisa demonstrou pela primeira vez que o tolueno (inalante encontrado em removedores, tintas, colas etc.) age na mesma área cerebral que a cocaína, a anfetamina e o álcool. Também conhecidas como ‘solventes’ e com fama de pouco perigosas, essas drogas podem ser fatais mesmo a uma primeira exposição. Leia ainda sobre um tratamento para uma doença rara do coração que aflige gestantes e sobre a descoberta das evidências mais antigas do uso de instrumentos por chimpanzés do Nioulo, na Costa do Marfim, entre outras novidades da ciência internacional, na CH de março.
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Entrevista: Bertha Becker – Revolução para a Amazônia
Geógrafa e professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Bertha Becker é referência mundial quando o assunto é Amazônia. Ela defende uma política de consolidação do desenvolvimento da região que impeça a destruição de seu bem maior: a diversidade do patrimônio natural e cultural. Na entrevista deste mês da CH, a pesquisadora fala de suas propostas e das estratégias para implementar essa política.
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A descoberta racional de fármacos
A procura por novos medicamentos capazes de controlar ou curar doenças com o mínimo de efeitos colaterais segue atualmente um planejamento racional, o que torna essa busca mais eficaz. Os cientistas selecionam substâncias com comprovada atuação sobre um alvo biológico envolvido com a doença a ser tratada e alteram partes de sua estrutura química para eliminar, acrescentar ou modular propriedades. Só então testam sua atuação. Conheça na CH 235 pesquisas desse tipo que já vêm sendo realizadas no Brasil.
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Em busca da tradição: republicanismo e humanismo cívico
Nas últimas décadas, o estudo do pensamento político do Renascimento experimentou uma profunda transformação que vem repercutindo nos debates de filosofia e política contemporânea. A CH de março apresenta uma análise da retomada de pesquisas sobre pensadores importantes do período, como Maquiavel e Francesco Guicciardini, que ganharam impulso com sua associação à tradição republicana, tema que está no centro dos debates sobre a natureza das sociedades democráticas modernas.
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Ensaio: Feromônios e afrodisíacos na seda
A seção Ensaio da CH deste mês trata dos feromônios das aranhas. Essa elaborada comunicação química garante a escolha do parceiro adequado e ajuda os indivíduos de diversas espécies a assegurar a transmissão de seus genes para as gerações futuras. Por meio destas pistas químicas, os machos das aranhas conseguem saber se uma fêmea é virgem, grande, pequena, idosa ou mais jovem sem sequer tocá-la.
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Em Dia
Confira as últimas novidades da ciência brasileira:
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Estudo desvincula volume cerebral a processamento de informações
- Com ‘revolução silenciosa’, Suíça quer ser líder em biociências
- Bacilo usado como vacina contra tuberculose tem genoma seqüenciado
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Radiação é aplicada na análise de tecidos atingidos pela catarata
- Sistema permite ter lavoura de tomates mais saudável e menos agressiva ao ambiente
- Disposição dos ovários em cobras arborícolas difere da observada nas espécies terrestres
- Fenômeno raro dos raios-bola é reproduzido pela primeira vez em laboratório
-Dispersão do
Aedes albopictus
pode representar risco ao controle da dengue
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Opinião: A esfinge amazônica e o desenvolvimento sustentável
Duas polêmicas misturam-se quando se fala da Amazônia: a soberania brasileira sobre a região e o desenvolvimento sustentável. Essas são questões complexas e estratégicas, que se relacionam com o futuro do país e do mundo. Elas representam desafios para a nação brasileira, que tem a oportunidade de assumir posição de relevância mundial ao enfrentá-las, como defende o artigo da seção Opinião da CH deste mês.
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Primeira Linha
O trabalho de pesquisadores brasileiros que desenvolveram microssensores de alto desempenho para análises laboratoriais é o artigo de abertura da seção Primeira Linha da CH 235. Em outro texto, dois bioquímicos apresentam uma proteína que aciona genes que evitam danos quando falta oxigênio nos tecidos. Para fechar, um terceiro artigo fala sobre o estresse ambiental que afeta o metabolismo de plantas de manguezais na Bahia.
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Resenha: A matemática universal
O universo e a xícara de chá (A matemática da verdade e da beleza)
cai nas graças do matemático Bernardo Nunes Borges de Lima na resenha da CH de março. Embora o nome possa afugentar os leitores cuja relação com a matemática seja pouco amistosa, o livro é escrito para os leigos no tema e não se prende ao formalismo matemático – não há, por exemplo, qualquer equação ao longo do texto. Com uma linguagem simples, mas sem perder a precisão científica, a obra relata fatos curiosos e intrigantes acerca de escalas, probabilidades, proporções, entre outros conceitos matemáticos.
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Memória: Revolução galileana na filosofia
A seção Memória da CH 235 comemora os 200 anos da publicação de uma das mais importantes obras da história da filosofia:
Fenomenologia do espírito
, do filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831). O autor criou o chamado método dialético, que influenciou profundamente pesquisadores de vários campos das ciências humanas e sociais. Seu feito na filosofia é comparável ao de Galileu na astronomia.
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Qual o problema? De volta às pontes de Königsberg
Na edição de março, o físico Marco Moriconi retoma o assunto da CH de dezembro, em que o problema das pontes de Königsberg foi resolvido com a ajuda do matemático suíço Leonhard Euler. Agora, ele propõe completarmos o estudo sobre os ‘passeios eulerianos’ em grafos, ou seja, o caminho que passa uma e somente uma vez por todas as pontes de um grafo.
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