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REVISTA CH 234 :: JANEIRO/FEVEREIRO DE 2007
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DESTAQUE DE CAPA
O peso da informalidade
O tema de capa da CH 234 é a precariedade do trabalho no Brasil, abordada em dois artigos. Um deles discute a delimitação entre os conceitos de setor informal e informalidade e ressalta que a comum confusão entre essas noções prejudica análises econômicas e a compreensão dos fenômenos do mercado de trabalho. O outro artigo compara os ambulantes do passado e de hoje, tendo como referência Belo Horizonte (Minas Gerais), e aponta o que persistiu e o que se modificou em relação a esses profissionais e às tentativas do governo de organizar sua atividade.
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O leitor pergunta
- Por que o campo magnético do planeta desloca-se com o passar do tempo?
- Por que ficamos corados logo após um exercício físico prolongado?
- As hienas têm predadores naturais? Afinal, na África, os grandes carnívoros abatem presas maiores e mais rápidas do que elas.
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Entrevista: Monica Grady – Sob o mesmo céu
A CH de janeiro/fevereiro traz uma entrevista exclusiva com a astrônoma inglesa Monica Grady, importante pesquisadora e professora no Reino Unido e especialista em asteróides e meteoritos e em astrobiologia, o estudo da vida fora do planeta Terra. Em homenagem ao seu trabalho, um asteróide foi batizado com o seu nome. Ela defende que haja mais estímulo à divulgação científica e fala sobre o risco de colisão de asteróides com a Terra, entre outros temas.
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Mundo de ciência
A seção Mundo de Ciência da CH 234 comenta a
produção pioneira de nanoligas metálicas
, fios com dimensões nanoscópicas formados por poucos átomos de ouro e prata enfileirados. O trabalho, realizado por pesquisadores brasileiros, abre uma nova linha de investigação nas áreas de nanociência e nanotecnologia. Leia ainda sobre a descoberta de uma nova fonte de células-tronco no líquido da placenta, a classificação taxonômica definitiva da maior flor do mundo e o mapa em três dimensões da matéria escura do universo elaborado com base em dados dos mais importantes telescópios do planeta, entre outras novidades da ciência internacional.
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O que comiam os humanos pré-históricos?
Até poucas décadas atrás, pouco se sabia sobre o que nossos antepassados comiam. Porém, a diversidade da dieta dessas populações vem sendo revelada por novas técnicas que envolvem o estudo de resquícios de alimentos presos a potes de cerâmica e a dentes humanos, ou recuperados de fezes petrificadas ou nos intestinos de múmias e de corpos enterrados no passado distante.
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A propósito: Eles já estão entre nós?
Na coluna A propósito da CH 234, o bioquímico Franklin Rumjanek fala sobre o mistério que ainda envolve a história evolutiva da nossa espécie. Um dos motivos para isso é a escassez de espécimes suficientes bem conservados. Novas tecnologias de seqüenciamento que permitiram análises de DNA fóssil ajudaram a determinar as relações taxonômicas e a nossa seqüência evolutiva. Mas o
homo sapiens
não é o último capítulo da evolução humana, que prossegue inexoravelmente.
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Em Dia
Confira as últimas novidades da ciência brasileira:
- Vacina contra pneumococo pode reduzir mortes por pneumonia na América Latina
- Construção de laboratórios seguros contribui para otimização das pesquisas
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Mamíferos herbívoros do Paleoceno tinham esmalte dental resistente
- Agrotóxicos causam um sexto dos casos de intoxicação aguda no país
- Nanopartículas prometem combater o câncer com eficácia maior que 90%
- Novo aparelho criado na USP facilita análise da estrutura metálica
- Estudo projeta diferentes cenários para a maior floresta tropical do planeta
- Equipamento similar a uma estufa é indicado para produtos florestais
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Por que o coração fica do lado esquerdo do peito?
Se o corpo humano for dividido ao longo de uma linha média, serão obtidas duas partes simétricas, cada uma com um olho e um braço, por exemplo. Essa simetria, no entanto, não se aplica a alguns órgãos internos, como o coração. Normalmente situado do lado esquerdo do peito, esse órgão pode apresentar alterações de posicionamento, muitas fatais. O estudo dessas anomalias ajuda a elucidar como o organismo determina a posição correta do coração.
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Ensaio: Elétrons em baixas dimensões
No ensaio da CH 234, o físico Valdeci Pereira Mariano de Souza, da Universidade de Frankfurt (Alemanha), mostra a importância do entendimento das propriedades dos elétrons em dimensões reduzidas para a tecnologia. Segundo o autor, os elétrons são os responsáveis por muitas propriedades macroscópicas dos sólidos. Seu comportamento é fundamental, por exemplo, para fazer com que um metal – que, em geral, é um excelente condutor de eletricidade – passe a ser um isolante elétrico.
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Memória: Golpe fatal na geração espontânea
A CH de janeiro/fevereiro lembra o aniversário de 150 anos da publicação de um artigo sobre a descoberta da participação de organismos microscópicos na fermentação, escrito pelo cientista Louis Pasteur (1822-1895). Embora Pasteur seja mais lembrado pelo desenvolvimento da vacina anti-rábica ou pelo processo de esterilização, a descrição da ação de microrganismos na fermentação foi certamente um feito notável, que pôs fim às idéias equivocadas sobre geração espontânea.
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Primeira Linha
Na seção Primeira Linha da CH 234, um artigo explica a estratégia usada pela planta
Leiothrix spirallis
para se propagar em abundância nos campos rupestres, uma área com condições estressantes de sobrevivência. Em outro artigo, cientistas mostram que a capacidade de assimilação de carga orgânica da bacia do riacho de Mussuré, na Paraíba, está comprometida, devido ao alastramento de uma planta aquática que propicia a transmissão de doenças e insetos. Um terceiro texto revela aspectos da vida do único marsupial de hábitos aquáticos, o gambá d’água.
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Resenha: Fatos e fotos do Museu Goeldi
A resenha de janeiro/fevereiro avalia a obra
As origens do Museu Paraense Emílio Goeldi
, uma publicação sobre os primeiros anos de história do Museu, com belas imagens e minuciosas notas para pesquisa. O livro, ao mesmo tempo em que retrata o sentimento comum aos paraenses que, desde muito pequenos, visitavam o parque da instituição, também é uma importante fonte documental.
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Qual o problema?
Na coluna de janeiro/fevereiro, Marco Moriconi questiona se é possível pintar uma folha de papel de modo que não existam dois pontos da mesma cor separados por uma dada distância, por exemplo, um metro. O autor faz testes com o plano sendo pintado por uma, duas e três cores e lança a dúvida: é possível realizar a tarefa usando quatro, cinco ou seis cores diferentes? A resposta? Ninguém sabe!
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