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ESPECIAIS :: COP8-MOP3
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A união faz a força Convenções sobre biodiversidade e desertificação vão se articular em favor da causa ambiental
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Na presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, os secretários da CDB, Ahmed Djoglaf (esq.), e da CCD, Hama Arba Diallo (dir.), prometem ação conjunta (foto: Célio Yano).
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No apagar das luzes da 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP8), os secretários das convenções sobre Diversidade Biológica (CDB), Ahmed Djoglaf, e de Combate à Desertificação (CCD), Hama Arba Diallo, anunciaram uma importante aliança: vão trabalhar juntos para que, no próximo encontro de partes da CDB, tenham sido criados os meios necessários para acelerar as negociações voltadas para a implementação dos dois tratados.
A CDB e a CCD, juntamente com a Convenção sobre Mudanças Climáticas (CMC), foram criadas em 1992 no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro (Rio-92). Mas cada acordo ficou sob responsabilidade de um secretariado e, de lá para cá, as negociações se dão em reuniões independentes. “É hora das filhas da Rio-92 voltarem a se encontrar”, disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que testemunhou a aliança.
Desde que foi idealizada, a CCD acatou a assinatura de 191 partes (número equivalente ao número de nações reconhecidas pelas Nações Unidas) e é hoje a única convenção de meio ambiente da ONU que tem caráter universal. A CMC conta atualmente com 189 partes signatárias, e a CDB, com 188. Bem-humorado, Djoglaf elogiou o trabalho do colega Diallo e disse que gostaria que a CDB tivesse tantas partes quanto a CCD. “Fico até com ciúmes”, brincou.
Djoglaf e Diallo sonham com um plano de articular as três convenções e acenaram com essa possibilidade já na próxima conferência da CDB, a COP9, marcada para a Alemanha em 2008. “A necessidade de trabalho conjunto é evidente”, disse Djoglaf, afirmando ser óbvia a relação entre perda de biodiversidade e processos de desertificação. “As mudanças climáticas são uma outra causa importante de perda de biodiversidade”, completou.
Diallo reiterou o discurso de Djoglaf: “Não podemos admitir que secretários que trabalham no mesmo prédio não conversem sobre questões tão intimamente interligadas”. Vale lembrar que os secretariados da CCD e da CMC estão sediados no mesmo endereço, em Bonn, na Alemanha.
Durante o evento que selou o compromisso de um consórcio entre a CDB e a CCD, Djoglaf declarou 2006 como o ano internacional de combate aos desertos e à desertificação. No encerramento da COP8 foi negociada a integração das metas de 2010 para as terras áridas.
Célio Yano Especial para a CH On-line / PR 03/04/2006
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