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Uma revolução na observação do universo Telescópio espacial Hubble completa 15 anos de serviços prestados à ciência
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O Hubble na órbita da Terra em 1997 (foto: Nasa) | | |
Cientistas de todo o mundo comemoram o 15o aniversário de um instrumento que revolucionou a maneira como enxergamos o cosmos: o telescópio espacial Hubble. As imagens que ele captou nesse período permitiram, entre outros feitos, determinar a idade do universo, registrar as mais longínquas e antigas galáxias já observadas e entender melhor o nascimento e morte de estrelas e planetas, a evolução das galáxias, os buracos negros e a misteriosa energia escura, um dos maiores enigmas da ciência do século 21.
O Hubble nasceu de uma iniciativa conjunta das agências espaciais norte-americana (Nasa) e européia (ESA), com um orçamento inicial de US$ 1,5 bilhão. Ele começou a funcionar em 25 de abril de 1990 e enviou sua primeira imagem à Terra menos de um mês depois. Desde então, gerou mais de 700 mil imagens de planetas, estrelas, galáxias, nuvens de gás, berçários estelares e outras estruturas.
Seu maior diferencial em relação a outros telescópios se encontra em sua posição privilegiada ‐ na órbita da Terra ‐, que permite obter imagens muito mais nítidas. O Hubble fica a 569 km de altitude, acima da atmosfera que distorce a luz dos astros e compromete sua observação. Ele se move a 28 mil km/h e leva apenas 97 minutos para completar uma volta em torno de nosso planeta.
A idéia de um telescópio situado no espaço não é nova: ela foi proposta pela primeira vez pelo astrônomo Lyman Spitzer (1914-1997) em 1946. As negociações para a construção de um tal aparelho foram iniciadas nos anos 1970. O lançamento do Hubble em 1990 representou um novo capítulo em uma história que se iniciara quase 400 anos antes: em 1609, Galileu Galilei foi o primeiro a apontar um telescópio para o céu com a finalidade de observar um astro (no caso, a Lua). O italiano mal podia imaginar como a observação do céu permitiria ao homem nos séculos seguintes entender melhor a origem do universo e da própria vida.
 O nome do instrumento é uma homenagem ao americano Edwin Powell Hubble (1889-1953), responsável por uma descoberta crucial para a astronomia moderna. Em 1929, ele constatou que as galáxias estavam se distanciando da Terra e que o universo está em expansão, o que permitiu a formulação da teoria do Big Bang ‐ a grande explosão que teria dado início ao universo há 13,7 bilhões de anos.
Após 15 anos de serviços prestados à ciência, o Hubble tem um futuro incerto. Para continuar operando, ele precisa de reparos que, até segunda ordem, não estão nos planos na Nasa após o acidente com o ônibus espacial Columbia, em 2002. Caso esses consertos não sejam feitos, o telescópio tem fôlego ainda para mais três anos de operação ‐ em seguida, será trazido de volta à Terra. Mas sua aposentadoria não representará o fim das observações do universo feitas a partir do espaço. Permanecerão em órbita outros telescópios que captam ondas emitidas em infra-vermelho (Spitzer) e raios-X (Chandra). E o sucessor do Hubble já está definido: será o telescópio James Webb, previsto para ir ao espaço em agosto de 2011.
Bernardo Esteves Ciência Hoje On-line 28/04/05 |
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Confira algumas das mais espetaculares imagens captadas pelo Hubble. Clique nas fotos para ampliá-las. |
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A foto comemorativa dos 15 anos mostra uma massa de gás e poeira cósmica emergindo do ’berçário estelar’ conhecido como a Nebulosa da Águia, situado a 9,5 anos-luz da Terra (foto: Nasa/ESA/ Hubble Heritage Team) |
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Nebulosa planetária do Esquimó, formada nos estágios finais da vida de uma estrela similar ao Sol (foto: Nasa/A. Fruchter/ERO Team) |
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Alinhamento raro flagrado pelo Hubble: as manchas negras sobre Júpiter são a projeção da sombra de três de seus maiores satélites: Ganimedes, Io e Calisto (foto: Nasa/ESA/E. Karkoschka) |
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A foto mostra galáxias muito distantes e antigas e retrata um universo bem mais jovem e caótico que o atual. Trata-se de uma das mais profundas imagens do cosmos feitas no espectro da luz visível (foto: Nasa/ESA/S. Beckwith/HUDF) |
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Nebulosa planetária do Olho de Gato. A foto é considerada um "registro fóssil" visual das últimas etapas da vida de uma estrela (foto: J. P. Harrington/K. J. Borkowski/Nasa) |
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Confira mais imagens no site do Hubble | |