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REVISTA CH 246 :: MARÇO DE 2008
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DESTAQUE
Os 50 anos da bossa nova – uma estética despojada
Há meio século, uma geração de jovens cantores, instrumentistas e compositores do Rio de Janeiro mudava radicalmente o samba. Esses cariocas de classe média aproveitaram dados do jazz e do bolero para criar um estilo musical intimista, batizado de bossa nova e hoje difundido por todo o mundo. A intenção era fazer com que a música popular acompanhasse o momento histórico que viam como moderno, valendo-se de uma estética despojada. Meio século depois, CH celebra o aniversário dessa proposta cultural que se vem atualizando constantemente.
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O leitor pergunta
- Como acontece o fenômeno dos raios-bola?
- Quanto tempo demora para um carboidrato ingerido se transformar em glicose em nosso corpo?
- O que são doenças auto-imunes?
-
Por que as árvoes do cerrado são retorcidas?
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Entrevista: Andrew Whiteley – Amigas invisíveis
O entrevistado da CH 246 é o ecólogo inglês Andrew Whiteley, especialista em bactérias do solo. Ele fala sobre como esses microrganismos são capazes de sobreviver aos mais diversos ambientes e discute a sua importância para a vida na Terra. Atualmente, o pesquisador trabalha em um censo sobre a densidade e a distribuição geográfica de micróbios de solo.
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Mundo de ciência
A seção Mundo de Ciência desta edição traz como destaque o feito do biólogo norte-americano Craig Venter e sua equipe, que sintetizaram a maior seqüência de DNA já produzida pelo homem. É a primeira vez que o genoma inteiro de uma bactéria é sintetizado. Leia também, entre outros destaques, sobre a relação entre a obesidade e vários tipos de câncer e sobre o perigo da utilização de remédios para emagrecer sem o aval médico.
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A propósito: O fim do macho?
Um grupo de pesquisadores ingleses criou espermatozóides humanos a partir de células-tronco obtidas de óvulos femininos. O feito é o tema da coluna A Propósito de março, na qual Franklin Rumjanek
discute um cenário futuro
possível em que os homens poderiam deixar de ser indispensáveis para a reprodução humana. Embora isso ainda não seja tecnicamente factível, o colunista lembra que nenhuma barreira é eternamente insuperável.
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Invasão de plástico nos oceanos
O plástico está entre os principais poluentes que ameaçam os ambientes marinhos. Ele pode ser encontrado nos oceanos na forma de produtos finais (fios, sacos, garrafas) ou de grânulos, que são pequenas esferas utilizadas como matérias-primas pela indústria. Esses grânulos chegam aos mares por falhas na produção ou no transporte e podem causar diversos problemas econômicos e ambientais, como discute este artigo da CH de março.
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Um novo estado da matéria – a fluidez com pares separados
Há 100 anos era descoberto o fenômeno da supercondutividade, em que a resistência elétrica de metais cai a zero quando resfriados a baixíssimas temperaturas. Anos mais tarde, foi descoberta a superfluidez, na qual a matéria ecoa praticamente sem atritos. Este artigo mostra como físicos brasileiros estão ajudando a desvendar o fenômeno da superfluidez com pares quebrados, em que os átomos aparecem livres, sem estar emparelhados.
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O dente adequado para cada um
A dentição é capaz de revelar muito sobre os hábitos alimentares de um animal, mesmo que ele já esteja extinto. Graças a sua constituição, os dentes são capazes de resistir à ação do tempo e, muitas vezes, permanecem bem preservados. Por meio de estudos da dentição de animais extintos, paleontólogos tentam descobrir como diferentes grupos surgiram e evoluíram ao longo da historia da vida na Terra, como mostra
este artigo
da CH 246.
(1,1 MB)
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Opinião: Biodiversidade – um bem a ser valorizado
A biodiversidade é um produto estratégico, por ser matéria-prima para a bioprospecção e para o desenvolvimento biotecnológico, mas não contribui para o PIB brasileiro de acordo com sua magnitude. Neste artigo de Opinião, Charles R. Clement, do Inpa, discute o potencial valor estratégico da biodiversidade brasileira e a necessidade de maiores investimentos em pesquisa cientifica e inovação tecnológica para que ela se converta em valor econômico.
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Primeira Linha
A seção Primeira Linha desta edição traz dois artigos. O primeiro apresenta um grupo pouco conhecido de invertebrados: os onicóforos. Esses seres estão na Terra há cerca de 570 milhões de anos e vivem escondidos em cavernas, sob pedras e troncos. O segundo artigo discute a dificuldade, nas ilhas da costa brasileira, de se controlar o crescimento de espécies exóticas. O conhecimento das relações entre espécies introduzidas e nativas é essencial para a conservação e recuperação desses ecossistemas.
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Resenha: Residir para preservar
A Resenha deste mês avalia o livro
A reabilitação da residência nos centros históricos da América Latina: Cusco (Peru) e Ouro Preto (Brasil),
de Rosío Fernández Baça Salcedo, lançado pela Editora Unesp. A autora discute a idéia de que o patrimônio não se restringe a grandes monumentos, mas também abrange modestas edificações utilizadas como moradia. É preciso salvaguardar a “cultura”, e não apenas patrimônios arquitetônicos excepcionais.
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Ensaio: Fechando o cerco
A ciência forense sempre atraiu a curiosidade do público, graças à literatura e a séries de TV como
CSI.
Essa disciplina está sempre em busca de novas armas para investigar crimes, como o estudo de larvas de insetos que se alimentam de carne em decomposição. O Ensaio da CH deste mês discute
a importância da ciência forense
e os avanços obtidos nessa verdadeira arte de solucionar crimes.
(321 KB)
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Memória: Jóia extraída da argila
Um dos maiores achados no campo da paleontologia está completando 150 anos. A sessão Memória deste mês comemora a descoberta do
Hadrasaurus foulkii,
o primeiro dinossauro relativamente completo encontrado no mundo. Essa descoberta, juntamente com a exposição do esqueleto montado na Academia de Ciências Naturais da Filadélfia (EUA) em 1930, foi responsável pela popularização da paleontologia.
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Qual o problema? – Passeio em família
Uma família precisa atravessar uma ponte, mas cada um dos membros demora um determinado tempo para atravessá-la, e as crianças não podem atravessar sozinhas. Marco Moriconi, em sua coluna na CH deste mês, propõe descobrir qual a melhor estratégia para a família atravessar a ponte em menos tempo. Reúna sua família e tente resolver este instigante desafio matemático lançado pelo colunista.
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